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Profissionais dos CRAS participam de capacitação sobre o BPC na Escola

O programa BPC na Escola, referente ao acompanhamento de recebedores do Benefício de Prestação Continuada, realizou uma capacitação voltada aos profissionais dos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS). O evento aconteceu no laboratório de informática da Faculdade Maurício de Nassau, devido ao suporte digital necessário para uso da plataforma.

A oficina partiu de um planejamento conjunto, da Gerência do Sistema Único de Assistência Social (GSUAS) e da Gerência de Proteção Social Básica (GPSB) da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Públicas (SEMCASPI). As introduções foram realizadas por Iris Neiva e Kelma Modestina, assistentes sociais e parte da equipe do GSUAS. O assistente social do CRAS Sudeste III, Danyllo Cavalcante ficou responsável por ministrar a capacitação.

“A oficina teve o objetivo de capacitar os trabalhadores do SUAS lotados nos CRAS —assistentes sociais e psicológos — a acessarem o sistema referente ao programa BPC na Escola, cujo objetivo é garantir o acesso e a permanência de crianças e adolescentes até a idade de 18 anos na escola. Para isso, temos que identificar quem são esses beneficiários do BPC que não estão inseridas na escola. Assim, realizamos uma ação articulada com as demais políticas públicas, como por exemplo a saúde, a educação e os direitos humanos. Inicialmente é feito um questionário, quando se identifica essas famílias, e depois os técnicos nos CRAS vão até elas, averiguar quais são os fatores impeditivos não somente ao acesso, mas também à frequência,” explica Iris Neiva, responsável pela introdução, no turno da manhã.

 

Sobre o BPC

O benefício, que é de um salário-mínimo, é destinado aos idosos a partir dos 65 anos e pessoas com deficiência que possuem renda mensal familiar inferior a ¼ do salário. Para contemplação, é necessário inscrição no sistema do Cadúnico. Os familiares dos idosos ou pessoas com deficiência podem se dirigir aos 19 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) do município para realizar sua inscrição ou obter informações sobre a documentação necessária.

A documentação exigida para realização do cadastramento são: Responsável Familiar: CPF (obrigatório) ou Título de Eleitor e Comprovante de endereço. Já os demais membros adultos a partir de 18 anos (pelo menos um destes documentos): CPF (obrigatório); RG; Título de Eleitor e Carteira de Trabalho. Já para os menores de 18 anos, os documentos são: CPF (obrigatório); Certidão de Nascimento; Declaração de matrícula da escola (obrigatório apenas a partir de 06 anos); Caso o idoso ou a pessoa com deficiência tenha Representante Legal (Procurador, Curador ou Tutor), este deve apresentar o documento original com cópia para que seja anexado junto ao formulário do Cadastro Único.

Acessuas Trabalho prepara para o mercado mais de 200 pessoas em situação de vulnerabilidades em Teresina

Segundo levantamento divulgado pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), o programa Acessuas Trabalho já registra 93 ações no período entre janeiro e abril de 2019. O projeto tem como objetivo a articulação de políticas públicas e de mobilização, encaminhamento e acompanhamento de pessoas em situação de vulnerabilidade e risco social para acesso a oportunidades de trabalho e emprego.

Foram realizadas 85 articulações por meio de reuniões presenciais, nas unidades da rede municipal de assistência social, instituições e órgãos parceiros. Ao todo, 247 pessoas participaram das ações. “São atendidos desde jovens à procura do primeiro emprego, bem como pessoas com deficiência que necessitam de encaminhamento para o trabalho; adultos desempregados que buscam qualificação”, informa o secretário da Semcaspi, Samuel Silveira.

O trabalho do programa oferece oficinas temáticas, com orientação técnica voltada ao mundo do trabalho, que não consistem em capacitações profissionalizantes para funções específicas. E sim, no aperfeiçoamento voltado ao sucesso dos usuários presentes em processos seletivos.

A técnica de referência Kalliandra Gualter destaca o encaminhamento de 10 participantes para intermediação de mão-de-obra, através de uma parceria com o Centro Integrado Empresa Escola (CIEE). “Viemos realizando ações no sentido de oportunizar, ao público da política de Assistência Social, o acesso ao mundo do trabalho, através da preparação para um encaminhamento aos cursos de qualificação profissional e até oportunidades no mercado. Nossas articulações vêm colaborando e contribuindo para que consigamos, de fato, a permanência e participação desses usuários no programa Acessuas”, ressalta Kalliandra.


Acesso ao programa

Para ter o acesso ao programa, o usuário deverá ter idade entre 14 a 59 anos. O Acessuas Trabalho tem como público prioritário os beneficiários do Programa Bolsa Família, pessoas inscritas no Cadastro Único, pessoas com deficiência, jovens egressos do serviço de fortalecimento de vínculos, adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas e pessoas em situação de rua.

Interessados devem procurar o Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) mais próximo portando os seguintes documentos: número de identificação social (NIS), identidade (RG), cadastro de pessoa física (CPF), título de eleitor, carteira de trabalho, reservista (sexo masculino) e comprovante de residência.

Egressos de comunidades terapêuticas de Teresina buscam vida nova com apoio do “Retomando o Caminho”

A esperança parece ter voltado ao olhar de Daniel Sousa, de 28 anos. Ele, concludente de um tratamento da dependência de substâncias psicoativas na Fazenda da Paz, agora busca reiniciar a sua vida. Os passos para a reinserção na sociedade, sobretudo no mercado de trabalho, são curtos, lentos até. Porém, ele afirma que o que ele vem conquistando é o que dá forças para manter a luta contra a dependência química.

Assim como Daniel, cerca de 30 pessoas que terminaram o tratamento de vício em drogas ou mesmo em bebidas alcoólicas tentam recomeçar suas vidas através do Centro de Convivência “Retomando o Caminho”, o primeiro centro de reinserção para egressos de comunidades terapêuticas do Brasil, realizado em parceria entre a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) e a Fazenda da Paz. Com pouco menos de dois meses de funcionamento, o espaço já é referência para essa parcela da população, que se sente muito desnorteada ao concluir o tratamento, como testemunha Daniel. “Fiz um tratamento de um ano, e ao sair, fiquei meio acanhado. Quer queira, quer não, há um forte preconceito da sociedade. E aqui, aos poucos estou tomando um novo destino. Cheguei aqui tímido e hoje já me relaciono bem, com os colegas e com o pessoal administrativo da casa. Estou experimentando uma mudança de vida”, conta.

“Além dos cursos profissionalizantes que eu recebo, também partilhamos as experiências dos outros colegas, que me antecipam o que pode vir a acontecer comigo, na minha família, e na sociedade. Assim fico mais preparado para o que vier”, garante ele. O convívio entre os atendidos pelo espaço se dá através de grupos de partilha e ação, como o grupo que leva o nome da instituição, o “Retomando o Caminho”, que acontece às segundas e quartas-feiras; o grupo “Despertar”, que acontece às terças e quintas-feiras. Há ainda o “Reconstruindo os laços, sempre às quintas-feiras, voltado para as famílias dos atendidos na casa.

Em todos os dias da semana, de segunda à sexta, o espaço realiza também atendimento individualizado para os usuários. Porém, segundo a coordenadora do espaço, Andréa Bastos, o atendimento é feito somente para egressos de comunidades terapêuticas – vinculadas à Federação Norte-Nordeste de Comunidades Terapêuticas (Fennoct), com o devido documento de encaminhamento. “É importante frisar isso; às vezes chegam pessoas aqui na sede pedindo atendimento, até mesmo pedindo internações. Nosso trabalho é de acolher e ser essa referência para egressos de comunidades terapêuticas, bem como dos CAPS AD, CRAS, CREAS e de grupos de apoio, como a Pastoral da Sobriedade”, pontua a coordenadora do “Retomando o Caminho”.

Nesse espaço, os encaminhados tem acesso aos serviços de escuta qualificada, visitas domiciliares, atendimento psicossocial, palestras, reuniões visando o protagonismo social, ações socioeducativas, além de formação, capacitação e inserção produtiva ao mercado de trabalho, este último o principal objetivo do Centro de Convivência.

O objetivo do espaço é promover uma reintegração dessa população com outros públicos da sociedade e também inseri-los no mercado de trabalho. O Centro tem capacidade para receber até 80 usuários e, embora trate primordialmente de um espaço de reinserção e não de tratamento, o novo espaço, com equipe formada por psicólogos e assistentes sociais se faz presente para oferecer o suporte necessário no processo de encaminhamento ao mercado de trabalho não só do público-alvo principal – egressos de comunidades terapêuticas – mas também de toda a comunidade local atendida pela assistência social.

O secretário da Semcaspi, Samuel Silveira, destaca a importância do mais novo instrumento municipal de promoção da reinserção de concludentes do tratamento do vício de substâncias psicoativas na sociedade. “Encerrado o tratamento, o usuário não precisa mais retornar à situação de vulnerabilidade que vivia antes. Não precisa se tornar refém da ‘boca de fumo’ perto de sua casa, nem do bar a três quadras de sua residência, favorecendo a recaída. Hoje, pela Prefeitura de Teresina, essa cidade que é toda nossa oportuniza para a sua população esse espaço de perseverança para quem quer se manter livre das drogas. Para que o ‘não às drogas’ dado pelo concludente do tratamento seja mais forte, e para vida toda”, declara o secretário Samuel Silveira.

Inserção no mercado

Para proporcionar a profissionalização dessa população, a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) e o Centro de Convivência contam com a parceria da Fundação Wall Ferraz (FWF) na disponibilização de cursos profissionalizantes. “Eu estou fazendo o curso de Agente de Portaria, por intermédio do Centro”, diz Daniel, relembrando que voltou a estudar depois de muitos anos.

Além dele, outros atendidos no local também voltaram a estudar e buscar uma maior profissionalização. É o caso do Seu João Batista, que sempre teve habilidade para trabalhar com construção civil. “Além dessa habilidade, ele havia feito um curso de panificação, em uma comunidade terapêutica que ele passou, então ele tem essa formação também. Vamos percebendo as potencialidades de cada um e incentivamos o empoderamento deles. E agora, aqui no Centro, ele despertou para a necessidade de estudo e voltou a cursar o 4° ano do ensino fundamental, porque percebeu a importância da educação na vida dele”, conta a assistente social da casa, Veridiana Lustosa.

O espaço fica localizado na Rua Areolino de Abreu, 2137, na região central da capital. Para mais informações sobre os serviços do Centro de Convivência, a população pode ligar para o 3218-1592, ou pelo endereço eletrônico: centrodeconvivenciaretomandoocaminho@fazendadapa.org.

Aumenta o número de famílias do Parque Rodoviário inclusas no Cidade Solidária

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) divulgou hoje (26) dados sobre as famílias atingidas pela enxurrada no Parque Rodoviário, zona Sul de Teresina. Foram 132 famílias atingidas e que foram repassadas para os programas assistenciais da Prefeitura.

Já não há mais famílias no abrigo coletivo montado na Igreja Católica do bairro. O Programa Cidade Solidária segue ampliando o atendimento os afetados, por meio do aluguel social e da distribuição de kits. O programa, que promoveu o acolhimento de 64 famílias, agora contempla 73 famílias. Além disso, 43 famílias atingidas também foram contempladas com os kits limpeza, kits de acolhimento e cestas básicas.

As equipes da Prefeitura de Teresina, que incluem Semcaspi, SDU’s e Semduh continuam no local, garantindo o auxílio à população e realizando trabalho de coleta nos pontos de arrecadação, localizados na Praça do Parque Rodoviário e na Igreja Católica. “Estamos garantindo um acolhimento digno para essas famílias que perderam suas residências, através do Cidade Solidária. As equipes estão trabalhando incansavelmente para garantir o auxílio necessário aos teresinenses vítimas do período chuvoso. Na medida que se valoriza quem abriga e fortalece a solidariedade, ao mesmo tempo se evita que as pessoas vítimas de um infortúnio dessa natureza fiquem no relento, sem nenhum acolhimento”, afirma o secretário Samuel Silveira.

A população pode tirar dúvidas sobre o Cidade Solidária entrando em contato com a Gerência de Proteção Social Básica (GPSB), por meio do 3215-7593.

Sobre o programa

O Cidade Solidária atende famílias em situações emergenciais de desabrigamentos, em consequência das chuvas, infortúnios, incêndios, alagamento, transbordamento de rios ou lagoas ou ainda, situações de vulnerabilidades temporárias. O trabalho é executado pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh), das Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDU’s) e Superintendência de Desenvolvimento Rural (SDR).

Restaurante Popular de Teresina promove ação de prevenção à hipertensão arterial

O Restaurante Popular de Teresina recebe amanhã (26), ação de prevenção e combate à hipertensão arterial. O evento tem início às 11h e acontece em virtude do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. O objetivo é ressaltar a importância do diagnóstico e tratamento da doença.

A ação visa ainda orientar sobre o controle adequado por meio da dieta saudável. “Momentos como esse são fundamentais para reforçar junto à população a importância de uma alimentação equilibrada e que garanta qualidade de vida. A hipertensão arterial traz muitos problemas e o melhor é prevenir através da informação”, declara Ítalo Rodrigues, da administração do Restaurante Popular.

A entidade é administrada pela Semcaspi, em parceria com a Comunidade terapêutica Fazenda da Paz. São cerca de 17 profissionais envolvidos. O público-alvo do Restaurante são os trabalhadores formais e informais, desempregados, estudantes, aposentados, beneficiários de programas sociais e pessoas em situação de rua.

O Restaurante Popular está localizado na Rua Lisandro Nogueira, no segundo piso do Mercado Central São José, no Centro de Teresina. Está aberto ao público de segunda a sexta-feira, das 11h às 14, e tem capacidade de receber 286 pessoas por vez. O valor da refeição é de R$2,50. A instituição é administrada pela Fazenda da Paz, assim também propicia a inclusão social, pois emprega egressos do tratamento terapêutico em decorrência do uso de drogas.

Prazo para regularização de dados escolares do Bolsa Família vai até esta quinta (25)

De acordo com dados divulgados pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), 884 famílias de crianças e jovens beneficiários do programa Bolsa Família que estão em idade escolar – entre 6 e 17 anos -, devem regularizar os dados escolares no CadÚnico até quinta-feira, 25 de abril. Os estudantes que não atualizarem a situação escolar ficam invisíveis para o sistema, o que pode acarretar a perda do benefício.

Alunos que foram transferidos entre escolas, mudaram de endereço, mudaram de unidade básica de saúde ou passaram por alguma alteração de cotidiano devem buscar o Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) mais próximo e solicitar atualização dos registros. O recebimento do Bolsa Família se mantém pela comprovação da frequência do estudante na instituição educacional em que o CadÚnico o registra como matriculado.

“Aqueles que recebem o Bolsa Família, e eventualmente passou por uma mudança e não atualizou os dados no CRAS; retorne à unidade mais próxima da sua casa e faça a atualização. São quase 900 famílias, e reforçamos a importância da atualização do Cadastro Único”, orienta o secretário da Semcaspi, Samuel Silveira.

O Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (Cadastro Único) é um instrumento que identifica e caracteriza as famílias de baixa renda, permitindo que o governo conheça melhor a realidade socioeconômica dessa população. Nele são registradas informações como: características da residência, identificação de cada pessoa, escolaridade, situação de trabalho e renda, entre outras.

 

 

 

 

Divulgada lista de projetos aptos e não aptos a receberem recursos do Fundo da Criança e do Adolescente

O Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCAT), entidade vinculada à Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), divulgou a relação dos projetos aptos e não aptos a receberem recursos do FMDCAT. O Edital de Chamamento nº 01/ CMDCAT/2019 prevê a seleção de 11 projetos voltados para a promoção, proteção e defesa dos direitos da Criança e do Adolescente para repasse de apoio financeiro, estimado em R$920 mil reais.

O projetos foram elaborados por organizações da sociedade civil sem fins lucrativos e devidamente inscritos no CMDCAT. A análise teve início no dia 28 de março, seguindo até o dia 12 de abril. Dentre os projetos aptos estão: o projeto “Fortalecimento de Vínculos Familiares e Comunitários”, da Associação Norte Brasileira de Educação e Assistência Social – ANBEAS – Casa Savina Petrili; “Um Novo Olhar”, da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais e Teresina – APAE; “Brincando Juntos de Amarelinha sem Drogas”, do Grupo Amigos da Vida – GAV; dentre outros.

A publicação do resultado final dos projetos habilitados está prevista para acontecer no dia 2 de maio. O CMDCAT está localizado na Rua Coelho Rodrigues, n° 954, Centro de Teresina, no edifício do CENAJUS. O telefone do órgão é o (86) 3215-9312. O Edital de Chamamento nº 01/CMDCAT/2019, pode ser conferidos no site da Semcaspi e da Prefeitura de Teresina.

Confira aqui a lista completa de projetos aptos e não aptos para receberem os recursos.

Páscoa em família: uma nova chance de vida para crianças atendidas pelo Família Acolhedora

O tempo quaresmal, que culmina no domingo de Páscoa, é um período de renovação da fé e da espiritualidade. Para muitos, é um tempo de conversão de pensamentos, ideias e de atitudes. Um período propício para dar mais atenção ao próximo e dar ao outro uma oportunidade de recomeçar. E esse é um dos lemas de vida Luíza Oliveira*, de 44 anos, uma missionária de uma igreja cristã da capital. Ela, chegou ao Piauí em 2017 e trouxe consigo a vontade de fazer o bem ao próximo, sobretudo às crianças.

Em Teresina, Luíza iniciou uma busca por instituições em que pudesse realizar ações sociais, para trabalhar com crianças, que é a sua grande alegria. E logo encontrou o programa “Família Acolhedora – Partilhando Cuidado”, que tem como princípio a importância de se oferecer uma segunda chance, de uma nova família para as crianças, que vivem em situações de abuso ou negligência no meio familiar de origem. Os menores são temporariamente removidos do ambiente impossibilitado e passam a ser acolhidas por outra família. Durante a estadia, não só a criança, mas a família de origem passam por um processo de reabilitação, para que no final possam se reunir e restaurar os laços.

Ao conhecer o projeto, Luíza logo sentiu no coração a vontade de acolher uma criança, porém veio o medo de não ser capaz. “Criamos uma expectativa que causa medo, insegurança e até mesmo a sensação de incapacidade. Porém fui muito bem acolhida pela equipe do programa. O processo todo foi bem esclarecido, a ponto de me dar a segurança e a certeza que é pra acontecer, que estou no propósito” conta ela.

O resultado não foi outro: Luíza passou pelas capacitações necessárias para acolher duas meninas, de 9 e 4 anos. Elas celebrarão juntas a Páscoa do próximo domingo (21). Para ela, não poderia haver jeito melhor de passar este feriado, do que promovendo princípios da renovação da vida, do perdão e de oportunizar uma segunda chance na vida. “Procuro dar o meu melhor aqui nessa minha existência. Vou me doando, porém sei recebo muito mais. Espero contribuir de alguma forma na vida de algum pequeno, ensinando a vida como precisa ser, resgatando ou incluindo valores que se perdem no caminho, dando visibilidade de oportunidades melhores e acrescentando esperança nelas”, detalha Luíza.

O “Família Acolhedora” se estabelece então, como bem mais que um programa de redução dos traumas causados pela convivência familiar. Trata-se de uma desconstrução de que a família nuclear é perfeita e que os laços de sangue desculpam qualquer mal feito. Ao mesmo tempo, o Programa não busca demonizar nem negligenciar os tutores originais da criança afetada, que frequentemente também foram criados dentro de ciclos de abusos e só reproduzem o que lhe foi feito.

O papel do “Partilhando Cuidado” é guiar todos os envolvidos pelo processo intenso, e muitas vezes doloroso, que é renovar laços que pareciam cortados para sempre. O grupo, constituído por psicólogos e assistentes sociais, detalha o processo de atuação em declaração escrita em conjunto; “Diante das dificuldades da vida, algumas famílias diminuem a habilidade de criar estratégias de enfrentamento com o objetivo de superá-las. Muitas delas não tiveram acesso à condições mínimas adequadas para exercer a função de proteção e cuidado com seus filhos. Nesse sentido, podem ocorrer situações de negligência, violência física e psicológica e até mesmo o abandono, prejudicando o desenvolvimento das crianças e adolescentes. Por conta dessas situações, elas são afastadas temporariamente de seus lares como medida protetiva de caráter excepcional, sendo encaminhadas para acolhimento institucional ou familiar”, explica Lorenna Batista, coordenadora do “Família Acolhedora”.

Ao mesmo tempo em que a família é inserida em vários serviços socioassistenciais da rede, articulando cuidados nas mais diversas políticas setoriais tais como: educação, saúde e habitação. A partir desse cuidado, percebe-se um fortalecimento da família de origem e um desenvolvimento de potencialidades e aquisições de forma que ela possa restabelecer os vínculos com seus filhos, superando um ‘ciclo vicioso’ vivenciado até então”, explica Lorenna Batista.

Entre os principais critérios, estão: residir em Teresina, ser maior de idade (com 21 anos ou mais), ter disponibilidade afetiva para cuidar de crianças ou adolescentes, não apresentar problemas psiquiátricos, não ser dependente de substâncias psicoativas e não responder a processo judicial. Os interessados podem entrar em contato pelo 3234-1652 e agendar uma entrevista. A sede fica no térreo da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) — localizada na Rua Álvaro Mendes, 861, Centro.“Acolher é de grande importância, pois além de fornecer um cuidado individualizado em um ambiente familiar, possibilita que a família de origem seja cuidada para superar suas dificuldades e dar continuidade a este cuidado. Estará em condições, por assim dizer, de fornecer a segurança e proteção necessários ao desenvolvimento adequado das crianças e adolescentes”, finaliza Michelly Lorenna, coordenadora do Família Acolhedora.

*Luíza Oliveira é um nome fictício para a personagem da história, que autorizou o uso da imagem, mas preferiu não ter o nome real divulgado.

Quase 900 famílias devem regularizar dados escolares para não perder o Bolsa Família

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) divulgou nesta segunda-feira (15) os dados dos acompanhamento da condicionalidade da educação, no Bolsa Família. Segundo o órgão, 884 famílias de crianças e jovens beneficiários do programa que estão em idade escolar – entre 6 e 17 anos -, devem regularizar os dados escolares no CadÚnico até o dia 25 de abril.

Estudantes que foram transferidos entre escolas, mudaram de endereço, mudaram de unidade básica de saúde ou passaram por alguma alteração de cotidiano devem buscar o Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) mais próximo e solicitar atualização dos registros, para evitar a suspensão benefício.

O recebimento do Bolsa Família se mantém pela comprovação da frequência do estudante na instituição educacional em que o CadÚnico o registra como matriculado. Caso haja informação diferente nos registros, o aluno pode se tornar desconhecido no sistema, o que pode acarretar o bloqueio. Segundo Jovina Sérvulo, coordenadora das condicionalidades do Bolsa Família em Teresina, as famílias precisam comparecer aos CRAS pelo menos a cada dois anos.

“É imprescindível que essas famílias busquem os CRAS da sua região o mais rápido possível. O Cadastro Único, que alimenta o Sistema “Presença” com a frequência escolar, precisa ter a informação de onde essa criança está estudando, para qual escola foi transferida, onde foi matriculada, para que ele encaminhe para o CadÚnico. Até o presente momento, o Cadastro não tem essa noção, que é imprescindível, sobre a vida escolar desses estudantes e principalmente, de onde eles estão. Onde estão os não localizados da educação, para que o benefício seja mantido”, reforça a coordenadora.


Sobre o CadÚnico

O Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (Cadastro Único) é um instrumento que identifica e caracteriza as famílias de baixa renda, permitindo que o governo conheça melhor a realidade socioeconômica dessa população. Nele são registradas informações como: características da residência, identificação de cada pessoa, escolaridade, situação de trabalho e renda, entre outras.

A partir de 2003, o Cadastro Único se tornou o principal instrumento do Estado brasileiro para a seleção e a inclusão de famílias de baixa renda em programas federais, sendo usado obrigatoriamente para a concessão dos benefícios do Programa Bolsa Família, da Tarifa Social de Energia Elétrica, do Programa Minha Casa Minha Vida, da Bolsa Verde, entre outros. Também pode ser utilizado para a seleção de beneficiários de programas ofertados pelos governos estaduais e municipais. Por isso, ele é funciona como uma porta de entrada para as famílias acessarem diversas políticas públicas.

Guarda Municipal de Teresina apreende arma de fogo no Itaperu

Durante ronda de patrulha realizada na região do Bairro Itaperu, a equipe de apoio da Guarda Municipal de Teresina recuperou uma arma de fogo artesanal. Quando abordado, o jovem confessou carregar arma e foi encaminhado à Central de Flagrantes de Teresina.

O individuo também levava roupas e uma carteira de Liberdade Provisória, por responder por furto. “Vemos a importância do patrulhamento preventivo da Guarda Municipal, onde podemos recuperar produtos roubados e apreender armas e, principalmente, ofertar assistência à comunidade” destaca o Capitão Monteiro Silva, comandante da Guarda Municipal.

Criada por meio da Lei complementar n° 3.834, a Guarda Civil Municipal de Teresina é vinculada à Semcaspi e atua nas praças da Bandeira, Rio Branco, Fripisa; parques Lagoas do Norte, Estação da Cidadania, Floresta Fóssil e Parque Encontro dos Rios; Centro Unificado de Esporte e Lazer (CEU) Sul e Norte e Complexo Esportivo José Ponce Filho (Parentão); além de realizar patrulhamentos preventivos no Centro Pop, Restaurante Popular de Teresina, Praça dos Skatistas e Corredores e Terminais de Integração do Itararé, do Parque Piauí e Bela Vista.

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