Colônias de Férias trabalham o fortalecimento de vínculos em Centros de Convivência de Teresina

O mês de julho é sinônimo de férias para muita gente. Por isso, com o intuito de propiciar interação, diversão e lazer nesse momento, os Centros de Convivência da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) proporcionam, nas duas últimas semanas de julho, uma Colônia de Férias para crianças, adolescentes, adultos e idosos.

As atividades ocorrem em 23 centros de convivência da capital e são abertas ao público, bastando apenas que o interessado procure a unidade e declare interesse em participar das ações. Os objetivos das atividades são estimular a integração social, fortalecer vínculos e prevenir a exposição dos usuários a situações de risco nesse período um pouco mais ocioso.

Passamos o ano inteiro trabalhando, estudando e em julho vem uma pausa dessa rotina. O Serviço de Fortalecimento de Vínculos traz o sentimento de pertença da comunidade, onde buscamos trabalhar o lúdico e principalmente fortalecer os laços, familiares e comunitários”, comenta Suelenia Barros, coordenadora dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV).

Os SCFV são referenciados aos Centros de Referência da Assistência Social. Ao longo do ano, as unidades ofertam ações que visam desenvolver as potencialidades e capacidades dos usuários, atendendo, prioritariamente, pessoas que estejam vivenciando situações de vulnerabilidade, risco pessoal ou social.

Para mais informações sobre as Colônias de Férias você pode entrar em contato com o Cras de sua região:

Zona Leste: Cras Leste I: 3215-9215; Cras Leste II: 3231-4211; Cras Leste III: 3234-5573; Cras Leste IV: 3233-7101; Cras LesteV: 3231-2610;

Zona Sul: Cras Sul I: 3219-2763; Cras Sul II: 3215-4214; Cras Sul III: 3220-5405; Cras Sul IV: 3218-1363; Cras Sul V: 3220-9517;

Zona Sudeste: Cras Sudeste I: 3215-7648; Cras Sudeste II: 3236-2626; Cras SudesteIII: 3237-4191; Cras Sudeste IV: 3235-9800;

Zona Norte: Cras Norte I: 3215-4155; Cras Norte II: 3217-4258; Cras Norte III: 3214-2031; Cras Norte IV: 3234-8110; Cras Norte V: 3219-3005.

Educando para Prevenir trabalha prevenção às drogas com mais de 3.700 crianças

“Eu aprendi que a gente não pode nunquinha aceitar as drogas”. Foi com essa certeza que Isabelle Assunção, de 7 anos, saiu da atividade do Educando para Prevenir, realizada na Escola Municipal Moaci Madeira Campos, na zona Norte de Teresina. Além dela, outras 659 crianças participaram da atividade na escola. No geral, todas as edições do projeto já contemplaram 3.744 crianças.

A ação faz parte da frente de prevenção do Programa Vila Bairro Segurança, realizado pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi). Durante a atividade, a temática das drogas é debatida de forma lúdica com as crianças, com uma apresentação sobre o tema por duas Guardas Civis Municipais, juntamente com apresentação de Teatro de Bonecos.

Além disso, o projeto também dá voz às crianças, que expressam por meio de desenhos o que sabem sobre a temática. “O Educando para Prevenir é uma estratégia que visa à prevenção as drogas. Fazemos isso de uma maneira sistematizada dentro da rede municipal de ensino, utilizando a Guarda Civil Municipal e por meio de uma linguagem lúdica. Entendemos que, interagindo com a criançada, após o desenho, e submissão à análise técnica com o trabalho de psicólogos e assistentes sociais, realizamos a prevenção”, destaca Samuel Silveira, secretário da Semcaspi.

“Após o recolhimento dos desenhos, que informam pra gente qual nível de conhecimento e inserção as crianças têm dentro do tema, eles passam por análises. Assim, podemos dar resoluções para as questões apresentadas pelas crianças com os equipamentos do território, como os Centros de Referência da Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializados da Assistência Social (Creas) e Conselhos Tutelares”, completa Débora Ferraz, assessora técnica da Semcaspi.

A ação da última terça-feira (10) encerrou o primeiro ciclo de ações do Educando para Prevenir. As crianças com idades entre seis e dez anos, cursam o 1º ao 5º ano, participaram do projeto em 11 Escolas Municipais da zona Norte de Teresina, área de atuação inicial do programa Vila Bairro Segurança. A previsão é que o trabalho agora seja desenvolvido com estudantes do 6º ao 9º ano.

“Educando para Prevenir”: Vila Bairro Segurança conscientiza crianças e adolescentes sobre o perigo das drogas

Neste dia 26 de junho é celebrado internacionalmente o Dia contra o Abuso e Tráfico de Drogas. E em Teresina, o Programa Vila Bairro Segurança promove ações de prevenção ao uso das drogas, levando atividades de conscientização para os alunos das escolas municipais da capital, através de ações educativas sobre a temática das drogas na orientação de crianças, adolescentes, pais e educadores.

No primeiro semestre, o projeto foi realizado nas escolas municipais Nova Brasília; Galileu Veloso; Bezerra de Meneses; Antônio Gayoso e Moacir Madeira Campos, todas na zona Norte de Teresina, onde o Vila Bairro Segurança está sendo executado. A projeção é que, nos meses de maio e junho, a temática tenha sido trabalhada com quase dois mil alunos.

O projeto Educando para Prevenir compõe a frente de prevenção do Vila Bairro Segurança. Na primeira fase são planejadas ações integradas que buscam, no âmbito das políticas públicas do município, a identificação de fatores de risco na oficina, cujo objetivo é entender a gravidade do tema das drogas na infância.

Esse projeto faz o que é de mais importante na construção da cidadania, que é levar a informação à criançada sobre o não uso de drogas. Além disso, também são abordados outros temas, como o bullying. Todos esses temas são apresentados pela Guarda Municipal de Teresina, por meio de uma linguagem lúdica”, comenta Samuel Silveira, secretário municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).

No ‘Educando para Prevenir’, agem em articulação a Semcaspi e a Secretaria Municipal de Educação (Semec). A execução do projeto é feita pela Guarda Civil Municipal de Teresina, em um primeiro momento e, posteriormente, o projeto conta com o auxilio de profissionais do território, assistentes sociais e psicólogos dos Centros de Referência da Assistência Social (Cras).

O que é interessante no projeto é que não para na questão da informação, mas também existe um processo de encaminhamento das situações consideradas graves, do ponto de vista do conhecimento dessas crianças com o universo das drogas”, destaca Débora Ferraz, assessora técnica da Semcaspi.

Vila Bairro Segurança

O programa da Prefeitura de Teresina, conduzido por meio da Semcaspi, trabalha uma proposta multissetorial de segurança pública. A ação contempla os 13 bairros que formam a região do Parque Lagoas do Norte, sendo eles: o Acarape, Aeroporto, Alto Alegre, Itaperu, Mafrense, Matadouro, Mocambinho, Nova Brasília, Olarias, Parque Alvorada, Poti Velho, São Francisco e São Joaquim.

Prefeito e autoridades abrem II edição da ExpoTeresina e Arraiá dos Municípios; Semcaspi oferece serviços

Foi realizada na noite desta quinta-feira (21) a solenidade oficial de abertura da segunda ExpoTeresina e o II Arraiá dos Municípios, no Parque de Exposição Dirceu Arcoverde. A abertura do evento, que segue até este domingo (24), contou a presença do prefeito Firmino Filho, autoridades do Estado, vereadores e secretários municipais.

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) é uma das instituições participantes da ExpoTeresina. E, durante os quatro dias, a Secretaria vai levar serviços na área de Assistência Social para a população presente no evento.

São ofertados serviços como a consulta do Cadastro Único (CadÚnico), orientações dos serviços dos Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) de Teresina e agendamento para a retirada da Carteira de Trabalho. Além disso, haverá orientações sobre os serviços disponibilizados pelosCentros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), pelo Centro POP e pela Casa de Acolhimento Reencontro; além de explicações sobre Bolsa Família.

“Um prazer participar dessa abertura e saber que a Semcaspi é uma das instituições parceiras do evento, assim como vários órgãos da Prefeitura de Teresina. É uma grande exposição, preparada para a população de Teresina e do Piauí. O prefeito Firmino Filho e todos os órgãos envolvidos estão de parabéns pela grande estrutura montada no Parque de Exposições”, comenta Samuel Silveira, secretário da Semcaspi.

Durante esta edição, acontecerão os shows de bandas nacionais e locais, as tradicionais festas juninas, além da divulgação da agropecuária do Piauí, feiras de artesanato, cursos, palestras e campeonatos, além da inauguração do 1° Quadrilhódromo de Teresina, com dimensões de 20×30 metros, com piso de cimento polido. No Arraiá dos Municípios, haverá a competição de quadrilhas, sendo que a vencedora vai representar o Piauí no festival nacional organizado pela Confederação Brasileira de Entidades de Quadrilhas Juninas (Confrebag).

Assistência Social: Município oferta serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para idosos

A terceira idade é uma das fases da vida que mais requer cuidados por parte da família e da sociedade. Em Teresina, os idosos podem contar com o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), da rede de Assistência Social do município. Atualmente, o serviço é oferecido em 36 locais na capital, sendo que nove Centros de Convivência que atendem idosos são do próprio município, 27 SCFV’s são da rede parceira.

Ao todo, mais de 1.200 idosos participam de atividades nestes espaços. O Serviço de Convivência é voltado para o atendimento dos membros das famílias que estejam ainda vivenciando situações de vulnerabilidade, de riscos pessoal ou social. Para os idosos, o SCFV visa contribuir para um processo de envelhecimento saudável, ativo e autônomo; assegurando o espaço de encontro para pessoas idosas e encontros intergeracionais – o SCFV também promove atividades para outras faixas etárias -, de modo a promover a convivência familiar e comunitária e detectar suas necessidades e motivações.

As atividades visam ainda desenvolver potencialidades e capacidades para novos projetos de vida, além de propiciar vivências que valorizem mais experiências na terceira idade. “Os idosos que participam do SCFV, geralmente três vezes por semana, participam de atividades como capoterapia, dança e outras atividades físicas e esportivas; além de dinâmicas de grupo, oficinas socioeducativas e discussões temáticas. Temos um grupo de pessoas que acompanham os idosos, como orientadores e facilitadores, complementa a gerente de Proteção Social Básica (GPSB), Kânia Brito.

Os SCFV são referenciados aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e recebem idosos que sofreram ou não algum tipo de violação de direitos. Os encaminhamentos podem ser feitos tanto pelos CRAS, como pelos CREAS, Conselho Municipal dos Direitos do Idoso (CMDI) e também pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS). 

Dona Adalgisa, de 73 anos, conta que teve sua vida transformada pelo serviço, em um momento difícil. “Eu entrei no SCFV em 2010, mas meu marido faleceu, aí sai. Eu entrei em depressão e resolvi retornar para o serviço. E me levantei aqui dentro. Revivi. Tem muitas pessoas que, assim como eu, chegam aqui caídas. E depois que entram, revivem. Eu adoro viver aqui dentro, são uma família, todos unidos”.

Saiba como denunciar

Em casos de violação de direitos, as denúncias podem ser feitas também diretamente nos CREAS, CRAS ou CMDI. Esses órgãos são portas de entrada para qualquer denúncia de violação contra a pessoa idosa. Nos CREAS, há uma equipe multiprofissional, composta por assistentes sociais, psicólogos e técnicos jurídicos para realizar as orientações, encaminhamentos e acompanhamentos que são específico para cada caso. É importante que, caso a comunidade note algum tipo de violação de direitos dos idosos, que seja feita a denúncia, tanto pelo Disque 100, como pelo 153, finaliza o secretário Samuel Silveira.

Mais de 40 idosos foram vítimas de violação de direitos no primeiro trimestre em Teresina

Nesta sexta-feira (15) celebra-se o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. De acordo com dados divulgados pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), o município recebeu, entre os meses de janeiro e março deste ano, 44 denúncias de violação de direitos contra a pessoa idosa. As denúncias foram recebidas por demanda espontânea, nos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), ou pelos números de contato para denúncia, o Disque 100 e o número 153.

As denúncias mais comuns são de violação de direitos por negligência de familiares, violência física, psicológica e violação patrimonial. Os dados fazem parte do Relatório Mensal de Atendimento da Gerência de Proteção Social Especial (GPSE). “A Semcaspi conta com uma rede que visa à proteção da pessoa idosa, bem como a superação das violações de direito. Contamos com os Cras e Creas, que realizam os atendimentos e acompanhamentos e, também, com Casas de Acolhimento Institucional para idosos”, explica Daguimar Barbosa, gerente da GPSE.

Vale ressaltar que o acolhimento institucional é sempre a última alternativa que as equipes buscam, há sempre uma tentativa de resgate de vinculação familiar”, explica Daguimar Barbosa, gerente da GPSE. Todos os idosos são acompanhados pelos CREAS de Teresina.

Para o secretário da Semcaspi, Samuel Silveira, o combate deste tipo de crime passa pela sensibilização da população em geral. “A violência por si só já é um erro. E é um erro maior ainda quando cometida contra quem pouco pode fazer para se defender, como é o caso dos nossos idosos. É importante que, caso a comunidade note algum tipo de violação desses direitos, denuncie para os órgãos competentes”, alerta o secretário Samuel Silveira.


Formas de denúncia

As denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, bem como para o número 153. A ligação é gratuita e o sigilo da fonte é garantido. A denúncia pode ser feita também diretamente na sede dos CREAS, dos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) ou na sede do Conselho Municipal dos Direitos do Idoso em Teresina (CMDI).

Todos esses órgãos são portas de entrada para qualquer denúncia contra a pessoa idosa. Nas unidades há uma equipe multiprofissional, composta por assistentes sociais, psicólogos e técnicos jurídicos para realizar as orientações, encaminhamentos e acompanhamentos que são específico para cada caso.

Combate ao Trabalho Infantil será debatido amanhã (25) no Parque da Cidadania

O trabalho infantil compromete desde o presente da criança, com fatores como a evasão escolar, até o futuro, prejudicando a saúde física e emocional, devido à realização de atividades incompatíveis com a idade. Com o objetivo de conscientizar sobre a importância de proteger a infância dessa situação, acontece, amanhã (25), o evento “Eu apoio crianças e adolescentes livres do trabalho infantil”, no Parque da Cidadania, a partir das 8 horas.

Na ação, que é organizada pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), crianças e adolescentes participarão de atividades lúdicas e pedagógicas, teatro de bonecos, passeata e lanches. A atividade também oportunizará que as crianças digam o que compreendem sobre o tema da campanha.

“O trabalho infantil assola a todos nós. É importante proteger a infância para garantir um futuro com mais alegria, saúde física, mental e emocional, formação profissional adequada, vivência familiar e comunitária mais desenvolvida e fundamentada na autoconfiança. Assim, na vida adulta, essa criança ou adolescente poderá ser o que desejar, a partir dos seus dons e talentos”, alerta Franciana Beleense, coordenadora do PETI.

Um mapeamento realizado pela rede socioassistencial de Teresina aponta incidência de trabalho infantil em todos os territórios da cidade. Na zona urbana observou-se a incidência do trabalho em oficinas, mercados públicos, comércios, guardadores de carro, pedintes, malabarismo nos sinais de trânsito, entre outros. Já na zona Rural foi detectado o trabalho de crianças e adolescentes em roças, vacarias, carvoarias, agricultura, etc. “Quando é identificado criança e/ou adolescente em situação de trabalho infanto juvenil, o caso é encaminhado aos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializado da Assistência Social (Creas) do território”, comenta Franciana Beleense.

Após o encaminhamento, a criança e/ou adolescente passa a ser acompanhado pelos centros, onde são articuladas ações intersetoriais para a garantia de direitos. A população pode denunciar casos de exploração do trabalho infantil através do número 153.

Evento debate o trabalho infantil na próxima sexta (25) no Parque da Cidadania

O trabalho infantil compromete desde o presente da criança, com fatores como a evasão escolar, até o futuro, prejudicando a saúde física e emocional, devido à realização de atividades incompatíveis com a idade. Com o objetivo de conscientizar sobre a importância de proteger a infância dessa situação, acontece, nesta sexta-feira (25), o evento “Eu apoio crianças e adolescentes livres do trabalho infantil”, no Parque da Cidadania, a partir das 8h.

Na ação, que é organizada pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), crianças e adolescentes participarão de atividades lúdicas e pedagógicas, teatro de bonecos, passeata e lanches. A atividade também oportunizará que as crianças digam o que compreendem sobre o tema da campanha.

“O trabalho infantil assola a todos nós. É importante proteger a infância para garantir um futuro com mais alegria, saúde física, mental e emocional, formação profissional adequada, vivência familiar e comunitária mais desenvolvida e fundamentada na autoconfiança. Assim, na vida adulta, essa criança ou adolescente poderá ser o que desejar, a partir dos seus dons e talentos”, alerta Franciana Beleense, coordenadora do PETI.

“Ao serem identificadas crianças e adolescentes em situação de trabalho infanto juvenil, o caso é encaminhando aos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializado da Assistência Social (Creas) do território”, explica Franciana Beleense.

Após o encaminhamento, a criança e/ou adolescente passa a ser acompanhado pelos centros, onde são articuladas ações intersetoriais para a garantia de direitos. A população pode denunciar casos de exploração do trabalho infantil através do número 153.

Famílias de adolescentes conduzidos pelo Vila Bairro Segurança serão acompanhados pelo CREAS e CRAS Norte II

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) realizou, na noite dessa terça-feira (15), a segunda reunião de diálogo com os pais dos adolescentes que foram conduzidos à Central de Flagrantes de Teresina, pelo Vila Bairro Segurança, no dia 5 de maio. Os pais e adolescentes foram incentivados, em um encontro no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Norte II, a aderir aos serviços do espaço. Ficou definido ainda que uma equipe técnica do CREAS Norte vai realizar visitas domiciliares às famílias dos adolescentes.

O encontro com cerca de 20 famílias, que concordaram em participar das atividades desenvolvidas pelo CRAS da região. “Os pais que estavam presentes aceitaram bem a nossa proposta, entenderam que o CRAS tem como uma de suas funções auxiliar o relacionamento entre pais e filhos. Além disso, uma equipe do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) vai realizar visitas às famílias para proporcionar um acompanhamento ainda mais próximo”, informa a representante da Gerência de Proteção Social Básica (GPSB) da Semcaspi, Kânia Brito.

O encontro contou ainda com a presença de representantes da Gerência de Proteção Social Básica (GPSB), Gerência de Proteção Social Especial (GPSE) e Secretaria Executiva do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), do Conselho Tutelar de Teresina, além de assistentes sociais e psicólogos da região. Todas as ações realizadas com as famílias dos adolescentes encontrados em situação de vulnerabilidade social pelo Vila Bairro Segurança são os mesmos procedimentos já realizados nos CRAS e CREAS, pela política de Assistência Social.

O Vila Bairro Segurança é um projeto da Prefeitura de Teresina, conduzido por meio da Semcaspi, e tem o intuito de contribuir com a segurança pública da capital. Os 13 bairros assistidos pelo projeto são: Acarape, Aeroporto, Alto Alegre, Itaperu, Mafrense, Matadouro, Mocambinho, Nova Brasília, Olarias, Parque Alvorada, Poti Velho, São Francisco e São Joaquim.

Dedicação, superação e muito amor: a história de uma mãe de nove filhos assistida pelo CRAS

“Minha avó tinha 22 filhos. Quando eu via aquela mesa enorme e cheia de gente, eu dizia: vou ser desse jeito. E quando eu tive minha primeira filha, me senti realizada”. Assim, Dona Adalgisa Sousa, mãe de nove filhos, define sua vivência como mãe. Hoje, com 73 anos, ela é grata por ouvir nove felicitações daqueles que ela trouxe ao mundo e comemorar uma data tão especial: o Dia das Mães.

Ao falar de sua vida como mãe, D. Adalgisa não deixa de demonstrar a felicidade em seus olhares, gestos e palavras. “Eu não cheguei a ser como minha avó, com 22 filhos, mas cheguei perto. Adoro ter muitos filhos”, diz, entre risadas. Ela faz questão de destacar que, como mãe, fez o que estava ao seu alcance para cuidar dos seus nove filhos.

“Eu criei todos os meus filhos lavando e passando roupas. Lavava de dia e passava à noite. E assim levei a vida, até hoje. Faço artesanato, crochê, brinquedos. Meus filhos saíram de casa e todos casaram. Em aniversários, a casa está cheia. Adoro ter muita gente. Mas quando chegam em casa, parece que nunca saíram. Chegam, fazem tudo”, afirma com um brilho no olhar. E ainda acrescenta um detalhe, enquanto ri. “Eles só não me chamam pra cozinha, porque não gosto”.

Dona Adalgisa é usuária assídua do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), do Centro de Referência da Assistência Social (Cras) Sudeste II, no bairro Dirceu. Ela relembra que entrou no serviço em 2010, mas, por conta de um momento delicado em sua vida, parou de frequentar as atividades. Hoje, com quase cinco anos que retornou, Adalgisa agradece pelo Serviço.

“Eu entrei no serviço em 2010, mas meu marido faleceu, aí sai. Eu entrei em depressão e resolvi retornar para o serviço. E me levantei aqui dentro. Revivi. Tem muitas pessoas que, assim como eu, chegam aqui caídas. E depois que entram, revivem. Eu adoro viver aqui dentro, são uma família, todos unidos”, comenta, com um sorriso no rosto, orgulhosa de sua história.

O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), do qual Dona Adalgisa participa, é ofertado pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi). O serviço é uma forma de intervenção social que estimula e orienta os usuários na construção e reconstrução de suas histórias e vivências individuais, coletivas e familiares, através de atividades artísticas, culturais, de lazer, esportivas, dentre outras, conforme a idade dos usuários.

Dona Adalgisa é um exemplo de mamãe que tem força, dedicação e, principalmente, amor. “Mãe é um tesouro na vida. Parabenizo todas as mães, aquelas que deixam de comer para dar ao filho. Por muitas vezes eles me olhavam e falavam: ‘Mãe, a senhora não quer?’, e eu dizia que não. Pois, dentro de mim, eu sabia que tinha que dar para meu filho. Ser mãe é maravilhoso”, conclui D. Adalgisa.

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