“Criança tem que brincar, correr e estudar”, afirma o pequeno Manoel Gomes, de 8 anos. “Não é certo criança trabalhar, ela tem que ser livre para brincar e viver”, completa Rejane Costa, 11 anos. E para debater essa temática e sensibilizar sobre a importância de proteger a infância, aconteceu, na manhã desta sexta-feira (25), o evento “Eu apoio crianças e adolescentes livres do trabalho infantil”.

A ação foi organizada pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas de Teresina(Semcaspi), por meio do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI). Ao todo, 160 crianças dos territórios Norte, Sul, Leste e Sudeste participaram de atividades lúdicas e pedagógicas, teatro de bonecos e passeatas, no Parque da Cidadania, de 8h às 11h. No total, mais de 230 pessoas presenciaram a atividade.

“Estou muito feliz com o evento e acredito que todos saíram satisfeitos. Que sempre colhamos o melhor em cada dia, e, hoje, colhi alegria, disposição, empenho, além de um sorriso no rosto e brilho no olhar de cada criança. Foi um importante momento para informar e sensibilizar sobre o enfrentamento ao trabalho infantil”, destaca a coordenadora do PETI, Franciana Beleense.

E é com esse sorriso no rosto e certeza na fala que Dante Alexandrino, de 10 anos, comenta sobre a ação. “Eu gostei muito da atividade, foi divertido. E criança não pode trabalhar. Criança não tem força e não tem idade certa para o trabalho, ela tem que brincar e estudar”, afirma o pequeno.

Com a mesma convicção, Carla Bianca Gomes, de 8 anos, acrescenta que lugar de criança é na escola. “Criança é pequena. Tem que estudar, aprender no colégio e, depois, quando estiver grande, pode trabalhar. Criança tem quebrincar e eu gosto muito de brincar. Minha brincadeira favorita é brincar de pega-pega”, diz, enquanto sorri e mostra a certeza de saber o que criança pode fazer.

Ao serem identificadas crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, o caso é encaminhado aos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializado da Assistência Social (Creas) do território. Após o encaminhamento, a criança e/ou adolescente passa a ser acompanhado pelos centros, onde são articuladas ações intersetoriais para a garantia de direitos.

“O trabalho infantil é uma das tipologias de violações de direitos que, diariamente, temos que combater. Eventos como o realizado hoje são de suma importância para esse enfrentamento, por possuírem a função informativa, educativa e mobilizadora, motivando, assim, a sociedade tanto de forma individual, quanto comunitária, a ter um olhar mais crítico e vigilante”, comenta Daguimar Barbosa, gerente de Proteção Social Especial da Semcaspi.

Caso identifique situações de exploração do trabalho infantil, você pode denunciar através do número 153.

Ainda não há comentários.

Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com (*).

Tamanho da fonte