Nesta terça-feira (12), foi lançado o livro ‘Folheando o que a gente sente’, durante a Audiência Pública sobre o Trabalho Infantil, na Ação Social Arquidiocesana (ASA). A obra é resultado da coletânea do segundo concurso de redação do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) de 2017, que teve como tema ‘Como sonho viver meu futuro?’.

Cerca de 160 escritores, de 10 a 14 anos, escreveram redações e desenhos, com soluções para o fim do trabalho infantil. Foram cerca de 100 exemplares do livro, que possui 90 páginas. Em 2017, nós, da Semcaspi, junto com o AEPETI, inovamos com a realização do concurso, que incentiva as crianças a protagonizar a luta contra o trabalho infantil. Elas são peças fundamentais no enfrentamento a esse problema, e a conscientização é uma forma de engajá-las”, explica o secretário da Semcaspi, Samuel Silveira.

O AEPETI é vinculado à Semcaspi e trabalha a partir de ações estratégicas estruturadas em cinco eixos: informação e mobilização; identificação; eixo proteção social; eixo defesa e responsabilização e monitoramento. “O eixo que estamos vivenciando com o livro é a informação e a mobilização. As crianças e adolescentes, seus pais e a comunidade têm que saber que trabalhar é bom, mas na hora certa, pois o trabalho infantil é uma grande mazela para o futuro dessas crianças que serão adultos adoecidos”, destaca Franciana Beleense de Sales,  coordenadora do AEPETI.

“O livro promove uma melhoria na autoestima das crianças, dos seus familiares e da comunidade. É a produção de uma reflexão do que eles fazem, sentem, pensam, vivem e de que mundo eles querem. Na maioria das redações é apresentada que eles querem ter uma profissão, casar, ter filhos e ter uma condição de dar uma vida melhor a esses filhos. Quem tiver a oportunidade de ver o livro, verá o que eles sentem realmente”, finaliza Franciana Beleense de Sales.

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