A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) divulgou, nesta segunda-feira (19), os novos números de atendimento do Programa Cidade Solidária. Segundo o órgão, atualmente, 121 famílias estão incluídas no programa e recebem o auxílio emergencial da Prefeitura de Teresina.

Destes, 20 famílias foram incluídas somente nos meses de janeiro e fevereiro, por conta da incidência de chuvas, que gerou riscos de desabamentos de casas e/ou alagamentos em algumas regiões de Teresina. As solicitações de inclusão no Cidade Solidária chegam após a identificação de riscos em residências da capital, feito pela Defesa Civil Municipal, órgão também vinculado à Semcaspi.

O ‘Cidade Solidária’ é de extrema importância porque ele faz com que situações de calamidades públicas sejam resolvidas de forma mais digna. Antes, havia um cenário onde as pessoas eram colocadas em creches, galpões. Hoje, você pode ser acolhido por uma família ou alugar uma casa”, destaca Selene dos Santos, chefe da divisão de articulação da rede socioassistencial da Semcaspi.

O Cidade Solidária é executado em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbanos e Habitação (SEMDUH), por meio da SDU ou SDR. O programa atende famílias em situações emergenciais de desabrigamentos, em consequência das chuvas, infortúnios, incêndios, alagamento, transbordamento de rios ou lagoas ou ainda, situações de vulnerabilidades temporárias.

Como ter acesso ao programa

Para ser incluso no Cidade Solidária, a Defesa Civil precisa identificar a situação, através de atendimento que pode ser solicitado pelo número 153. Notando o risco na área, o órgão repassa a demanda para a Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) ou Superintendência de Desenvolvimento Rural (SDR) da região. Em seguida, a SDU/SDR se dirige ao local, avalia a situação e, sendo necessária a inclusão da família no Cidade Solidária, encaminham a demanda à Semcaspi, que fica responsável pela assistência através da ajuda financeira.

O Programa possui duas linhas de atuação: o ‘Família Solidária’ e o ‘Residência Solidária’. No primeiro, a pessoa acolhida indica outra família para lhe receber e a Prefeitura repassa uma ajuda de custo no valor de R$ 250. No segundo, a família deve indicar um imóvel, no valor de até R$ 250, para alugar e a Prefeitura arca com o pagamento no prazo de um ano.

Sistematicamente, a família também é acompanhada pela Semcaspi, por meio do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), sendo fornecido, caso necessário, cesta básica, kit acolhimento e kit limpeza. 

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