Programa Família Acolhedora promove capacitação “Partilhando Emoções”

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio do programa Família Acolhedora “Partilhando Cuidado” promoveu, nesta quinta-feira (16), na sala do programa, a capacitação “Compartilhando Emoções” para cuidadores e convidados da Associação Brazilian Kids Kare (BKK). A capacitação tem como objetivo orientar na divulgação e captação de novas famílias para o programa.

O Família Acolhedora “Partilhando Cuidado” visa possibilitar o acolhimento familiar para crianças e adolescentes de 3 a 18 anos, que foram expostas a algum tipo de vulnerabilidade e violações de direitos.

Segundo Lorena Batista, coordenadora do Partilhando Cuidado, a capacitação foi feita para propagar o serviço oferecido pelo Família Acolhedora.

“Essa capacitação é para apresentar o funcionamento do acolhimento familiar temporário. É uma oportunidade da cidade conhecer o que que a gente faz e assim abraçar essa nossa missão, que é acolher as nossas crianças e adolescentes do município de Teresina. A iniciativa vai criar multiplicadores que possam trazer novas pessoas, criar novos grupos e, dessa forma, a gente espalhar cada vez mais a importância do acolhimento familiar temporário para nossa cidade”, destaca.

Lidiane Magalhães, acolhedora há 6 anos no programa, conta que o acolhimento familiar temporário é a melhor forma de abraçar crianças e adolescentes institucionalizados.

“Esse acolhimento familiar é o mais adequado, pela questão da criança ter um cuidado individualizado, pois quando ela vai para uma instituição são várias crianças e um único cuidador, que muitas das vezes, a criança chega com alguns traumas e pode ter algumas necessidades que um cuidador não vai dar conta. Já a família acolhedora vai acolher e se dedicar diretamente para essa criança que talvez tenha sofrido por não ter uma família estruturada, conhecendo o carinho de pai, de mãe ou até mesmo de parente”, explica.

COMO SER UMA FAMÍLIA ACOLHEDORA

Os requisitos solicitados pelo Programa Família Acolhedora “Partilhando Cuidado” para quem pretende acolher são: residir na área de abrangência do Serviço Família Acolhedora, em Teresina (PI); ter maioridade legal (21 anos de idade ou mais); ter disponibilidade; compreender os objetivos do Serviço Família Acolhedora, isto é, a consciência da provisoriedade do acolhimento; não apresentar problemas psiquiátricos; não ser dependente de substâncias psicoativas; e não responder processo judicial.

Semcaspi participa do IV Simpósio Internacional de Acolhimento Familiar em Campinas (SP)

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) está participando do IV Simpósio Internacional de Acolhimento Familiar, que teve início nessa segunda-feira, (20), no Centro de Convenções Unicamp, em Campinas (SP). O evento, que segue até esta quinta-feira, (23), reúne: gestores; equipes técnicas; como assistentes sociais e psicólogos; magistrados; promotores; pesquisadores; e outros.

O IV Simpósio Internacional de Acolhimento Familiar tem como objetivo informar e conscientizar sobre o serviço de acolhimento em família acolhedora, garantindo o direito à convivência familiar e comunitária. Além de discutir, divulgar e compartilhar pesquisas, trabalhos acadêmicos e relatos de experiências recentes produzidas no Brasil e no exterior.

De acordo com Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, a realização do simpósio fomenta o debate visando melhorias nos serviços de família acolhedora, em suas modalidades.

“O simpósio tem sido um momento de troca de experiências, onde podemos levar o trabalho realizado no Programa Partilhando Cuidados, visando a busca de melhorias no atendimento ao público. Na Semcaspi, atuamos com duas modalidades do serviço de família acolhedora: do Programa Cidade Solidária, no acolhimento à família; e no Programa Partilhando Cuidados, com o acolhimento de crianças institucionalizadas”, pontuou.

Para Aline Teixeira, secretária executiva da Semcaspi, poder levar um serviço de Teresina para um simpósio internacional é gratificante por ampliar a visibilidade ao trabalho realizado.

“O serviço de família acolhedora acontece em todo o país, no entanto, vai se adequando de acordo com os contextos da região e das necessidades do público. O compartilhamento de experiências que deram certo é enriquecedor, por ajudar a refletirmos de maneira diferente do que já temos feito. Acreditamos que ao fim deste evento, possamos voltar a Teresina com uma bagagem maior de conhecimentos”, ressaltou.

Semcaspi amplia bolsas de acolhimento do Programa Partilhando Cuidado  

A Prefeitura Municipal de Teresina (PMT), por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), ampliou o valor das bolsas de acolhimento do Programa “Partilhando Cuidado”, que é uma modalidade do serviço de família acolhedora. O “Partilhando Cuidado” promove o incentivo de acolhimento temporário de crianças e adolescentes, que estão em casas de acolhimento.

A bolsa para acolhimento de crianças sem necessidades especiais, que era de R$500, aumentou para R$750. Já a bolsa para acolhimento de crianças com necessidades especiais passou de R$750 para R$1.000.

De acordo com Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, o aumento nas bolsas é para fortalecer o Programa Partilhando Cuidado e beneficiar crianças que estão em casas de acolhimento.

“O Programa Partilhando Cuidado tem como objetivo apresentar às crianças que vivem em casas de acolhimento como funciona um ambiente familiar e individualizado. Nas casas de acolhimento, elas desde cedo aprendem a viver de forma coletiva, quarto, refeições e brinquedos. Com o Partilhando Cuidado, famílias cadastradas acolhem temporariamente estas crianças, apresentando outras formas de conviver. O que vai facilitar para estas crianças, ao completarem a maioridade e deixarem as instituições”, esclareceu.

Para Lorena Batista, coordenadora do “Partilhando Cuidado”, a infância e adolescência são momentos em que estas pessoas mais necessitam de atenção e orientação para a vida adulta.

“Começamos 2023 com uma novidade: a atualização das bolsas das nossas famílias acolhedoras. É importante este olhar atencioso e o compromisso com nossas crianças e adolescentes. Todas as ações são realizadas pensando no bem estar deles e das nossas acolhedoras, que assumem conosco a missão de promover o acolhimento familiar temporário em Teresina. Além de dar oportunidade de um acolhimento com maior atenção, exatamente no momento em que elas mais precisam”, destacou.

ACOLHIMENTO TEMPORÁRIO

O Programa “Partilhando Cuidado” promove o acolhimento familiar temporário de crianças e adolescentes, entre 03 a 18 anos, que estão em casas de acolhimento. Quem tem interesse em participar do programa, é necessário buscar a sede do Programa “Partilhando Cuidado”, localizado na Semcaspi, Rua Álvaro Mendes, nº 861, Centro/S ul, e realizar o cadastro. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, no turno manhã. Para maiores informações, entrar em contato com o Partilhando Cuidado pelo telefone: (86) 99520-9875.

Semcaspi oferece lar temporário a crianças e adolescentes com serviço Família Acolhedora

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio da Gerência de Proteção Social Especial (GPSE), tem ofertado o serviço “Família Acolhedora: partilhando cuidado”, que oferece lar temporário a crianças e adolescentes. A iniciativa visa acolher crianças e adolescentes, que vivenciaram situações de abandono ou de violação de direitos.

Os dados do serviço “Família Acolhedora: partilhando cuidado” apontam que, até o mês de agosto deste ano, Teresina já possui 25 famílias cadastradas e sete em situação de acolhimento, sendo nove acolhidos, entre crianças e adolescentes.

De acordo com Lorena Batista, coordenadora do serviço Família Acolhedora, durante a pandemia da Covid-19 o número de famílias cadastradas e de acolhimento cresceu significativamente.

“Assim que se iniciou a pandemia, saímos de 05 para 26 famílias cadastradas. Nós acreditamos que a sociedade piauiense aceitou o chamado para acolher nossas crianças de 03 a 18 anos incompletos, que estão em casas em abrigos. O povo brasileiro é solidário e acolhedor, percebemos que é na adversidade que se cresce este movimento de acolher e de ter empatia”, pontuou.

Para Lorena Batista, o serviço Família Acolhedora prioriza uma convivência em forma de carinho, atenção e aprendizado individualizado para as crianças e adolescentes, que estão abrigados e tendo vivências coletivas.

“Quando falamos em inserir uma criança ou um adolescente, que está abrigado em uma Família Acolhedora, estamos fazendo com que este possa aprender lições que vai levar para a vida. Além de se sentir acolhido e seguro, mediante a situação em que o levou a ser acolhido. Aprender novas rotinas, regras e obter um convívio comunitário o mais saudável possível, é importante para o desenvolvimento delas. É uma forma eficaz de se implementar a política pública”, esclareceu.

As famílias, que têm interesse em aderir ao serviço, devem entrar em contato com o “Família Acolhedora: partilhando cuidado”,  por meio do telefone: (86) 3224-1652 ou do perfil no Instagram @familiaacolhedora1.

 

Como se tornar “Família Acolhedora”?

 

O Serviço “Família Acolhedora: partilhando cuidado” promove o acolhimento de crianças e adolescentes, que estão fora do convívio da família biológica, por medida de proteção. A Família Acolhedora oferece a quem acolhe um auxílio financeiro, que varia de R$500 a R$750, para contribuir com as despesas do (a) acolhido (a).

Os requisitos solicitados pelo serviço “Família Acolhedora” para quem pretende acolher são: residir na área de abrangência do Serviço Família Acolhedora, em Teresina (PI); ter maioridade legal (21 anos de idade ou mais); ter disponibilidade; compreender os objetivos do Serviço Família Acolhedora, isto é, a consciência da provisoriedade do acolhimento; não apresentar problemas psiquiátricos; não ser dependente de substâncias psicoativas; e não responder processo judicial.

Semcaspi promove encontro “Partilhando Emoções” entre cadastrados no Família Acolhedora

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio da Gerência de Proteção Social Especial (GPSE), promoveu nesta terça-feira (06), o encontro “Partilhando Emoções” com cadastrados no Serviço Família Acolhedora.

O “Partilhando Emoções” teve como objetivo realizar a troca de experiências entre as famílias que acolhem crianças ou adolescentes institucionalizados.

Fotos: Ascom Semec

O serviço da Família Acolhedora trata-se de um acolhimento temporário para crianças e adolescentes, que vivenciaram situações de abandono ou violação de direitos. Os dados de junho deste ano apontam que apenas em Teresina, o Família Acolhedora conta com 25 famílias cadastradas e sete em situação de acolhimento, sendo nove acolhidos.

Lorena Batista, gerente do Partilhando Cuidado, explica que o evento “Partilhando Emoções” tem como principal função a promoção no acolhimento de crianças e adolescentes e uma maior participação da população no serviço Família Acolhedora.

“O ‘Partilhando Emoções’ é uma reunião com as famílias acolhedoras e com pessoas que estão interessadas em conhecer o serviço, para a gente discutir sobre a importância do acolhimento familiar e a diferença que faz na vida das crianças e adolescentes. A ideia é poder espalhar pela cidade a importância deste trabalho.” pontuou a gerente.

Lidiane Magalhães, que é uma das cadastradas no serviço Família Acolhedora, fala da importância deste serviço de proteção a crianças e adolescentes.

“A importância desse serviço é porque a gente dá um cuidado individualizado para essas crianças, atendendo as necessidades que elas têm, que muitas vezes, numa instituição por ter uma quantidade maior de crianças não se tem esse cuidado. Essas crianças vêm por muitas vezes com alguns traumas e precisam desse trabalho individualizado.” destacou Lidiane Magalhães.

Angela Maria, que também é uma das cadastradas no Família Acolhedora, ressalta que a iniciativa é uma oportunidade de dar uma melhor qualidade de vida para as crianças e adolescentes institucionalizados.

“O projeto é de doação de amor e carinho a essas crianças que estão sob a proteção do município, enquanto a situação familiar delas se resolvem, retornando as famílias de origem ou vão para a adoção. Então, a importância do serviço para mim seria a oportunidade de acolher essas crianças, acompanhar no que elas precisam, já que são tão frágeis. Além de fazer com que mais pessoas tomem conhecimento do projeto e possam participar também”, pontuou.

Projeto incentiva acolhimento temporário de crianças e adolescentes

Crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, que foram afastadas do convívio familiar por medida protetiva judicial, recebem acolhimento temporário nas casas Reencontro e Punaré. As unidades institucionais são mantidas pela Prefeitura de Teresina e, com o isolamento social, foi registrado um aumento de 16% em medidas que demandam acolhimento institucional.

Atualmente, segundo a gerente da Casa Reencontro Marina Pinheiro, a unidade está responsável por 50 crianças. Algumas delas estão recebendo acolhimento provisório em residência de funcionários, visto que estes são cadastrados como padrinhos afetivos, mas outras 27 crianças continuam presentes na instituição. Com isso, a lotação é uma preocupação a mais neste momento de pandemia do coronavírus.

“É um momento muito difícil, todos os dias a equipe de psicólogos da casa conversa com as crianças para tentar diminuir o impacto do isolamento social e também damos orientações de higiene a elas. Normalmente recebíamos muitas visitas, da família, padrinhos e voluntários”, afirma a gerente.

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) suspendeu todas as atividades recreativas externas e visitas nos abrigos para garantir a segurança dos acolhidos e funcionários e também adotou algumas estratégias para minimizar os riscos de contágio nas unidades. “Agora, estamos funcionando apenas internamente, com funcionários e crianças. As visitas foram suspensas e o quadro de funcionários está funcionando por escala. O objetivo é diminuir a circulação de pessoas dentro da casa e garantir que as crianças e profissionais estejam protegidas dentro da unidade”, informa Marina Pinheiro.

Janaína Carvalho, chefe de gabinete da Semcaspi, explica que as novas medidas foram tomadas para viabilizar o acolhimento provisório das crianças institucionalizadas e dar mais segurança a elas. “Estamos seguindo a Portaria nº 1.025/2020 emitida em 20/03/2020, pela 1º Vara da Infância e Juventude, em que ficou facultado às entidades de acolhimento a entrega de crianças e adolescentes para servidores das referidas entidades ou para famílias cadastradas nos Serviços de Acolhimento em Família Acolhedora durante toda a situação de emergência em saúde decorrente da Covid-19”, afirma.

Para evitar os possíveis riscos de contágio provenientes do ambiente coletivo, em acordo com os dispositivos legais, a Casa Reencontro, por meio do Serviço de Acolhimento Familiar “Partilhando Cuidado”, está avaliando a situação e dará início dará início ao processo de cadastramento de famílias acolhedoras para que crianças sejam acolhidas temporariamente.

 

Família Acolhedora

O Família Acolhedora é um serviço ofertado pela Semcaspi que seleciona famílias para acolher temporariamente crianças e adolescentes afastadas do convívio familiar por decisão judicial. O objetivo é oferecer um ambiente afetivo e cuidados aos acolhidos, o serviço dispõe ainda de uma bolsa-auxílio de R$ 500 (ou R$750, caso a criança possua alguma necessidade especial) que deve ser utilizada exclusivamente para o custeamento do bem-estar do acolhido.

Para fazer parte do programa é preciso estar em acordo com alguns critérios, que são: residir em Teresina, ser maior de 21 anos, ter disponibilidade afetiva para cuidar de crianças ou adolescentes, não apresentar problemas psiquiátricos, não ser dependente de substâncias psicoativas e não responder a processo judicial. As famílias interessadas podem entrar em contato com a equipe técnica pelo telefone (86) 3234-1652 ou pelo Instagram @familiaacolhedora1 para mais informações.

 

Páscoa em família: uma nova chance de vida para crianças atendidas pelo Família Acolhedora

O tempo quaresmal, que culmina no domingo de Páscoa, é um período de renovação da fé e da espiritualidade. Para muitos, é um tempo de conversão de pensamentos, ideias e de atitudes. Um período propício para dar mais atenção ao próximo e dar ao outro uma oportunidade de recomeçar. E esse é um dos lemas de vida Luíza Oliveira*, de 44 anos, uma missionária de uma igreja cristã da capital. Ela, chegou ao Piauí em 2017 e trouxe consigo a vontade de fazer o bem ao próximo, sobretudo às crianças.

Em Teresina, Luíza iniciou uma busca por instituições em que pudesse realizar ações sociais, para trabalhar com crianças, que é a sua grande alegria. E logo encontrou o programa “Família Acolhedora – Partilhando Cuidado”, que tem como princípio a importância de se oferecer uma segunda chance, de uma nova família para as crianças, que vivem em situações de abuso ou negligência no meio familiar de origem. Os menores são temporariamente removidos do ambiente impossibilitado e passam a ser acolhidas por outra família. Durante a estadia, não só a criança, mas a família de origem passam por um processo de reabilitação, para que no final possam se reunir e restaurar os laços.

Ao conhecer o projeto, Luíza logo sentiu no coração a vontade de acolher uma criança, porém veio o medo de não ser capaz. “Criamos uma expectativa que causa medo, insegurança e até mesmo a sensação de incapacidade. Porém fui muito bem acolhida pela equipe do programa. O processo todo foi bem esclarecido, a ponto de me dar a segurança e a certeza que é pra acontecer, que estou no propósito” conta ela.

O resultado não foi outro: Luíza passou pelas capacitações necessárias para acolher duas meninas, de 9 e 4 anos. Elas celebrarão juntas a Páscoa do próximo domingo (21). Para ela, não poderia haver jeito melhor de passar este feriado, do que promovendo princípios da renovação da vida, do perdão e de oportunizar uma segunda chance na vida. “Procuro dar o meu melhor aqui nessa minha existência. Vou me doando, porém sei recebo muito mais. Espero contribuir de alguma forma na vida de algum pequeno, ensinando a vida como precisa ser, resgatando ou incluindo valores que se perdem no caminho, dando visibilidade de oportunidades melhores e acrescentando esperança nelas”, detalha Luíza.

O “Família Acolhedora” se estabelece então, como bem mais que um programa de redução dos traumas causados pela convivência familiar. Trata-se de uma desconstrução de que a família nuclear é perfeita e que os laços de sangue desculpam qualquer mal feito. Ao mesmo tempo, o Programa não busca demonizar nem negligenciar os tutores originais da criança afetada, que frequentemente também foram criados dentro de ciclos de abusos e só reproduzem o que lhe foi feito.

O papel do “Partilhando Cuidado” é guiar todos os envolvidos pelo processo intenso, e muitas vezes doloroso, que é renovar laços que pareciam cortados para sempre. O grupo, constituído por psicólogos e assistentes sociais, detalha o processo de atuação em declaração escrita em conjunto; “Diante das dificuldades da vida, algumas famílias diminuem a habilidade de criar estratégias de enfrentamento com o objetivo de superá-las. Muitas delas não tiveram acesso à condições mínimas adequadas para exercer a função de proteção e cuidado com seus filhos. Nesse sentido, podem ocorrer situações de negligência, violência física e psicológica e até mesmo o abandono, prejudicando o desenvolvimento das crianças e adolescentes. Por conta dessas situações, elas são afastadas temporariamente de seus lares como medida protetiva de caráter excepcional, sendo encaminhadas para acolhimento institucional ou familiar”, explica Lorenna Batista, coordenadora do “Família Acolhedora”.

Ao mesmo tempo em que a família é inserida em vários serviços socioassistenciais da rede, articulando cuidados nas mais diversas políticas setoriais tais como: educação, saúde e habitação. A partir desse cuidado, percebe-se um fortalecimento da família de origem e um desenvolvimento de potencialidades e aquisições de forma que ela possa restabelecer os vínculos com seus filhos, superando um ‘ciclo vicioso’ vivenciado até então”, explica Lorenna Batista.

Entre os principais critérios, estão: residir em Teresina, ser maior de idade (com 21 anos ou mais), ter disponibilidade afetiva para cuidar de crianças ou adolescentes, não apresentar problemas psiquiátricos, não ser dependente de substâncias psicoativas e não responder a processo judicial. Os interessados podem entrar em contato pelo 3234-1652 e agendar uma entrevista. A sede fica no térreo da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) — localizada na Rua Álvaro Mendes, 861, Centro.“Acolher é de grande importância, pois além de fornecer um cuidado individualizado em um ambiente familiar, possibilita que a família de origem seja cuidada para superar suas dificuldades e dar continuidade a este cuidado. Estará em condições, por assim dizer, de fornecer a segurança e proteção necessários ao desenvolvimento adequado das crianças e adolescentes”, finaliza Michelly Lorenna, coordenadora do Família Acolhedora.

*Luíza Oliveira é um nome fictício para a personagem da história, que autorizou o uso da imagem, mas preferiu não ter o nome real divulgado.

Programa Família Acolhedora inaugura nova sede em Teresina nesta sexta (25)

O “Família Acolhedora” inaugura a sua nova sede na próxima sexta-feira (25). O programa passa a funcionar no prédio da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi). O serviço deixa seu antigo endereço, na zona Leste da capital, e inicia os trabalhos na secretaria, que fica na Rua Álvaro Mendes, 861, no Centro de Teresina. A nova sede é mais central, para facilitar o acesso ao programa, além de tornar as informações mais acessíveis para a população em geral. O evento inaugural terá a presença de representantes da Semcaspi, coordenadores e a equipe técnica.

O “Família Acolhedora” é uma ação de acolhimento temporária que pode se tornar permanente. A criança contemplada, que pode ter de 13 a 18 anos, é transferida a uma família cadastrada que, durante a estadia, é acompanhada por uma equipe técnica. Enquanto isso, os responsáveis de origem passam por uma série de ações socioassistenciais, realizada por uma equipe formada por assistentes sociais e psicólogos, com o objetivo de promover a reintegração adequada da criança acolhida, que realiza visitas ocasionais durante o atendimento. Por motivos de segurança, a família acolhedora tem seu anonimato garantido.

O serviço é ofertado pela Prefeitura de Teresina, por meio da Semcaspi, e oferece bolsa-auxílio às famílias interessadas em receber uma criança. A bolsa é de R$ 500 (ou R$750, caso a criança possua alguma necessidade especial) e deve ser utilizada para o custeamento do bem-estar do acolhido. “É uma grande e bela missão de acolher nossas crianças e adolescentes. Partilhando cuidado, o atendimento é temporário, mas o amor é pra vida toda” convida Lorenna Batista, gerente executiva do “Família Acolhedora” em Teresina.

Os interessados em fazer parte da ação solidária podem entrar em contato pelo telefone (86) 3234-1652 e agendar uma entrevista com a equipe técnica.  Entre os principais critérios, estão: residir em Teresina, ser maior de idade (com 21 anos ou mais), ter disponibilidade afetiva para cuidar de crianças ou adolescentes, não apresentar problemas psiquiátricos, não ser dependente de substâncias psicoativas e não responder a processo judicial.

“O ‘Família Acolhedora’ é um programa importante na medida em que fortalece a política de proteção à criança e ao adolescente. A criança contemplada pelo projeto não fica limitada ao atendimento institucional e se mantém vivo um convívio familiar, um vínculo solidário”, destaca o Secretário da Semcaspi Samuel Silveira.

Além do telefone, o Família Solidária também pode ser alcançado pelas redes sociais, no Instagram @familiaacolhedora1.

 

‘Família Acolhedora’ propicia acolhimento temporário a crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social

“Cuidar de criança não é fácil, mas, ainda assim, me sinto extremamente feliz e abençoada em poder ajudar, poder contribuir e saber que estou sendo útil para alguém”. É assim que Larissa Napoleão descreve seu sentimento por acolher duas crianças, de sete e nove anos. Ação possível graças ao ‘Família Acolhedora’ (FA), que favorece a oportunidade de um acolhimento familiar a pessoas de três a 18 anos em situação de vulnerabilidade social.

O serviço é ofertado com apoio da Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi). Durante o tempo de acolhimento, a Prefeitura oferta uma bolsa-auxílio de R$ 500 reais para crianças sem nenhuma condição especial e R$ 750 para crianças com condições especiais.

“O Família Acolhedora foca na convivência familiar e comunitária. Ao colocar essa criança ou adolescente em família acolhedora, reforçamos a importância de que as bases familiares são fundamentadas no amor e no crescimento e não na realidade que os levou para o acolhimento. E trabalhando a criança e a família de origem, promovemos a reintegração familiar”, comenta Lorenna Batista, gerente executiva do Família Acolhedora em Teresina.

No FA, as famílias inscritas têm o critério de informar o sexo e idade das crianças e adolescentes que estão mais aptos a acolher. As famílias acolhedoras, durante o processo de acolhimento, têm um acompanhamento da equipe técnica, além da realização de visitas dos acolhidos a suas famílias de origem e acompanhamento pela equipe com o objetivo de reintegração familiar.

Caso esteja disposto a acolher, a família deve se dirigir ao Família Acolhedora, que fica na Rua Pereira da Costa, 336, no bairro Noivos. Ou ligar para o número 3234-1652 e agendar uma entrevista com a equipe técnica. Entre os principais critérios, estão: residir em Teresina, ser maior de idade (com 21 anos ou mais), ter disponibilidade afetiva para cuidar de crianças ou adolescentes, não apresentar problemas psiquiátricos, não ser dependente de substâncias psicoativas e não responder a processo judicial.

Reintegração Familiar

Durante a fase de acolhimento da criança, o processo de reintegração familiar na família de origem é trabalhado através de uma equipe técnica formada por uma assistente social e uma psicóloga. Após o acompanhamento técnico, que tem prazo máximo de dois anos, e, de acordo com a evolução da família de origem, é decidido em audiência o retorno da criança para sua família ou a inserção da mesma para a adoção.

Família Acolhedora: serviço propicia acolhida a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade em Teresina

O acolhimento é essencial para fortalecer vínculos e, principalmente, auxiliar com a superação de situações de vulnerabilidade, que podem gerar grandes traumas no ser humano. Em Teresina, crianças e adolescentes, de três a 18 anos, que foram expostas a algum tipo de risco, têm a possibilidade de um acolhimento familiar, ofertado através do ‘Família Acolhedora’.

O serviço permite o acolhimento até o prazo máximo de dois anos. No início deste mês, duas crianças acolhidas retornaram à sua família, após sete meses de acolhimento. “Ao ver a alegria das crianças e da mãe no retorno para casa, tive ainda mais certeza do quanto é importante apoiar essas famílias”, comenta Lorenna Batista, gerente executiva do Família Acolhedora em Teresina.

Além da felicidade do retorno, a profissional destaca a emoção notada em quem participou do processo de acolhimento. “Vi a alegria na família acolhedora, que demonstrou uma sensação de dever cumprido nos abraços e apoio demonstrado na despedida. Temos o objetivo de crescer mais e esses resultados são os primeiros de muitos que pretendemos alcançar com esse trabalho que nos engrandece a cada dia”, acrescenta a gerente.

O serviço é ofertado com apoio da Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi). Durante o tempo de acolhimento, a Prefeitura oferta uma bolsa-auxílio de R$ 500 reais para crianças sem nenhuma condição especial e R$ 750 para crianças com condições especiais.

Caso esteja disposto a acolher, a família deve se dirigir ao Família Acolhedora que fica na Rua Pereira da Costa, 336, no bairro Noivos. Ou ligar para o número 3234-1652 e agendar uma entrevista com a equipe técnica. Entre os principais critérios, estão: residir em Teresina, ser maior de idade (com 21 anos ou mais), ter disponibilidade afetiva para cuidar de crianças ou adolescentes, não apresentar problemas psiquiátricos, não ser dependente de substâncias psicoativas e não responder a processo judicial.

No Família Acolhedora, as famílias inscritas têm o critério de informar o sexo e idade das crianças e adolescentes que estão mais aptos a acolher. As famílias acolhedoras, durante o processo de acolhimento, têm um acompanhamento da equipe técnica, além da realização de visitas dos acolhidos a suas famílias de origem e acompanhamentos das mesmas pela equipe com o objetivo de reintegração familiar.

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