Semcaspi realiza visitas técnicas nos abrigos de indígenas venezuelanos

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) realizou visitas técnicas nos três abrigos, que residem os indígenas venezuelanos em Teresina. A ação aconteceu na última sexta-feira, (25/06), e teve como objetivo promover melhorias na estrutura dos abrigos.

Estas unidades receberam, no mês de junho deste ano, ações de limpeza, envolvendo capina, sanitização e dedetização. Tais procedimentos tiveram como parceiros a Secretaria de Desenvolvimento e Habitação (Semduh), Consórcio Teresina Ambiental e a Secretaria Estadual de Saúde do Piauí (Sesapi), por meio da Vigilância em Saúde.

De acordo com o secretário da Semcaspi, Márcio Allan, os abrigos passaram por visitas técnicas, que visam o reconhecimento das atuais demandas dos acolhidos, em termos de estrutura e até de melhorias nas condições de vida.

“Estamos realizando visitas técnicas a todas as unidades da Semcaspi. Buscando compreender a realidade e quais são as atuais demandas. Tudo isso tem sido feito para que possamos buscar soluções cabíveis, o que vai refletir nas condições de trabalho dos servidores e de atendimento acolhidos nos abrigos. É o que temos buscado na gestão do Doutor Pessoa, este cuidar de pessoas”, pontuou.

Santiago Oliveira, coordenador do abrigo CSU do Bairro Buenos Aires, conta que a visita do secretário Márcio Allan nos abrigos dos indígenas venezuelanos é importante pelo contato direto com a realidade das unidades.

“Estamos bastante otimistas e com expectativa reestruturar os abrigos. A visita técnica da Semcaspi é uma oportunidade de presenciar as necessidades e buscar soluções para algumas situações dos abrigos dos venezuelanos”, ressaltou.

 

 

ESTRUTURA NOS ABRIGOS, EDUCAÇÃO E EMPREGO

 

Para Ribamar Filho, coordenador do abrigo Piratinga no Poti Velho, dentre as demandas nos abrigos, estão à reestruturação dos espaços e móveis para organização dos pertences das famílias.

“A visita técnica do secretário é positiva para ambos os lados. Tanto para o abrigo, quanto para a Semcaspi. Assim, ele conhece a realidade, as condições atuais e como é o trabalho nas unidades. Na ocasião, tivemos oportunidade de apontar algumas necessidades, o que vai melhorar as condições de vida deles nos abrigos”, destacou.

Antônio Neto, coordenador do abrigo Emater, relatou que dentre as demandas levadas ao secretário Márcio Allan, durante a visita técnica, foram ampliação de cursos de capacitação e a inclusão das crianças nas escolas.

“No abrigo Emater, os acolhidos apontaram à necessidade de mais cursos de capacitação, educação para as crianças e de inclusão no mercado de trabalho. Eles querem trabalhar e disponibilizar a mão de obra deles, o que têm sido difícil. A gente acredita que estas visitas possam estreitar, mais ainda, os laços entre os abrigos e a secretaria”, indicou.

 

Abrigo Piratinga recebe ações de retelhamentos, pinturas e limpeza neste domingo (20)

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), em parceria com o Instituto Casa Pão Nosso (ICPN) e a Pastoral de Rua, promoveu neste domingo, (18/06), uma ação de melhoria estrutural no abrigo Piratinga, localizado no Bairro Poti Velho, zona Norte de Teresina, que acolhe 10 famílias indígenas venezuelanas. A ação faz parte do Projeto Pintou Solidariedade, que realiza serviços de retelhamento, pinturas e limpeza no ambiente.

Segundo Aline Teixeira, secretária executiva do SUAS da Semcaspi, a ação tem como objetivo melhorar o ambiente de moradia no abrigo e contou com a participação do grupo voluntário e dos próprios acolhidos.

“A iniciativa é importante, principalmente, porque os acolhidos estão participando ativamente das ações e não apenas recebendo. O ato de participar destas melhorias, pintando, limpando os ambientes em que eles utilizam no seu cotidiano, ajuda a fortalecer o vínculo entre as famílias”, pontuou.

Para Beth Sousa, coordenadora do Instituto Casa Pão Nosso, desde 2020, são realizadas ações no abrigo Piratinga, em que o grupo de voluntários realizou visitas, triagem e rodas de conversa para conhecer a história e a cultura desta população.

“Com o Projeto Pintou Solidariedade, conseguimos massa corrida, lixas, pincéis, gesso, cal e outros. As famílias ficaram satisfeitas com a proposta da ação e acreditaram no nosso trabalho. O objetivo é higienizar o ambiente e tornar mais digna a moradia, por meio do trabalho coletivo e solidário. A gente quis mostrar que se eles se juntarem os resultados positivos serão bem melhor para a convivência”, esclareceu.

ACOLHIDOS NA AÇÃO

Um dos acolhidos que se disponibilizou a ajudar na ação foi o indígena venezuelano, que se identificou apenas como Louis. Ele reconhece a importância de manter o ambiente limpo e arejado.

“Moro aqui com um dos meus filhos e a minha esposa. A gente tem se preocupado em manter o espaço o mais limpo possível, para evitar doenças e vivermos melhor”, destacou.

Para ajudar na limpeza dos espaços no abrigo, a Semcaspi disponibiliza, semanalmente, às famílias indígenas venezuelanas, além das cestas básicas, kits de produtos de limpeza e higiene. Estes kits limpeza contêm produtos, como: sabão em pó, sabão em pedra, água sanitária, sacos de lixo e outros.

Semcaspi e FMS vacinam contra Covid-19 indígenas venezuelanos

Indígenas venezuelanos são vacinados contra Covid-19 e Teresina (Foto: Semcaspi)

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), em parceria com a Fundação Municipal de Saúde (FMS), iniciou na manhã deste domingo, (04/04), a vacinação contra a Covid-19 em indígenas de etnia Warao, refugiados da Venezuela. Ao total, foram vacinados 134 indígenas, que residem nos três abrigos localizados em Teresina.

A ação é resultado da articulação entre o Governo do Piauí, por meio da Secretaria Estadual de Saúde do Piauí (Sesapi), e da Prefeitura de Teresina, pela FMS e pela Semcaspi.

De acordo com a secretária da Semcaspi, Eliana Lago, a vacinação para este grupo prioritário era aguardada, por garantir a saúde e reduzir a transmissibilidade da Covid-19 entre as famílias indígenas.

“Estávamos aguardando por este momento e o grande dia chegou. Iniciamos a vacinação contra a Covid-19 na população indígena vinda da Venezuela. Na nossa gestão, temos buscado orientar e conscientizar estas famílias indígenas sobre os riscos desta doença, disponibilizando os equipamentos de proteção individual e informando sobre a importância da vacina. Com o acesso à fake news, alguns indígenas já chegaram a nos questionar sobre a eficácia da vacina e estamos buscando combater todas estas desinformações nos abrigos, o que tem garantido a aceitação ampla neste grupo”, esclareceu.

Segundo Gilberto Albuquerque, presidente da FMS, as famílias refugiadas da Venezuela estão sendo imunizadas por fazerem parte de um grupo prioritário definido pelo Governo Federal, que são os indígenas.

“Como o Ministério da Saúde definiu os indígenas como grupo prioritário para serem vacinados contra a Covid19, os venezuelanos que residem nos abrigos de Teresina se enquadram neste grupo, por serem exatamente indígenas da etnia Warao, por isso que eles tiveram esta prioridade”, explicou Gilberto Albuquerque.

Em Teresina, há três abrigos que receberam os indígenas, refugiados da Venezuela e estão localizados nos bairros: Buenos Aires; Poti Velho; e na BR 343, no prédio do Emater.

Indígenas venezuelanos são vacinados contra Covid-19 e Teresina (Foto: Semcaspi)

VACINAÇÃO NOS ABRIGOS

Os três abrigos, que residem os indígenas refugiados da Venezuela, receberam a equipe da Fundação Municipal de Saúde para a aplicação da primeira dose da vacina contra a Covid-19. A vacinação teve início no abrigo do Bairro Buenos Aires, imunizando um total de 42 indígenas só na manhã desse domingo, (04).

Para o coordenador do abrigo do Buenos Aires, Santiago Oliveira, a imunização dos indígenas representa segurança não só entre as famílias que vivem nos abrigos, mas também aos trabalhadores que lidam com este grupo diariamente.

“Apesar da orientação sobre a proteção individual e coletiva contra a Covid-19 ser constante, a gente observa que dentro dos abrigos eles têm uma certa resistência em usar máscara e fazer a higienização adequada. Com a imunização deste grupo, nos tranquiliza bem mais por proporcionar maior segurança e menos riscos de contágio da doença”, pontuou.

Iolanda Costa, coordenadora do abrigo do Bairro Poti Velho, destaca que dentre os casos de Covid-19 registrados nos abrigos, nenhum dos adoentados tiveram agravamentos ou mesmo morte.

“Os indígenas da Venezuela que foram acometidos pela Covid-19 tiveram sintomas leves e se recuperaram bem. A vacinação nos abrigos é de fundamental importância, visto que um dos trabalhos realizados nos abrigos é a manutenção da saúde deste grupo e a imunização com a vacina, contra a Covid-19, vai fortalecer nosso trabalho neste processo”, finalizou.

Indígenas venezuelanos são vacinados contra Covid-19 e Teresina (Foto: Semcaspi)

INDÍGENAS RECEPTÍVEIS À VACINA

A coordenadora do abrigo Emater, Lílian Gabriela, ressalta que a vacinação contra a Covid-19 para o grupo indígena vindo da Venezuela é necessária porque muitos já chegaram em Teresina doentes, por falta de atendimento de saúde no país de origem.

“Estamos bastante felizes com esse momento, que tanto aguardávamos, assim como eles também. A vacinação tem sido aceita como esperança na vida, como esperança na Ciência, no SUS. Se para nós, é um cenário desolador estar longe desse contato físico e toda a rotina que tínhamos antes da pandemia, para os Warao, é muito complicado, porque o coletivo é algo que faz parte da sua forma de ver o mundo. É algo que pertence ao sistema sociocultural, na concepção de doença, cura e morte”, relatou.

Indígenas venezuelanos são vacinados contra Covid-19 e Teresina (Foto: Semcaspi)

Venezuelanos iniciam curso de capacitação de corte de cabelos nos abrigos

Foto: Ascom Semcaspi

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) deu início nesta quarta-feira, (10/02), o curso de capacitação na área de estética para os venezuelanos que estão em abrigos na capital. A capacitação, que tem carga horária de 20 horas, vai profissionalizar os venezuelanos em corte de cabelos masculino e feminino.

A iniciativa é uma parceria firmada entre a Semcaspi e a Fundação Wall Ferraz e tem como objetivo oferecer oportunidades aos venezuelanos para adentrar no mercado de trabalho.

Segundo Cristina Moura, assessora técnica do gabinete da Semcaspi, a proposta de oferecer oportunidades profissionais aos venezuelanos, que estão em abrigos, é uma forma de possibilitar aos venezuelanos autonomia, cidadania e de adquirir a própria renda.

“A ideia é que os venezuelanos avancem, individualmente, e tenham uma profissão. A Semcaspi e a Fundação Wall Ferraz oferecerão outros cursos, este é só o primeiro. O curso de corte de cabelos foi uma das demandas deles mesmo, como uma das atividades que poderão exercer. Até porque, o trabalho com corte de cabelo é universal, todos os espaços, sejam bairros nobres ou regiões periféricas, necessitam deste cuidado com a beleza e com a higiene”, esclareceu Cristina Moura.
Para Lílian Gabriela, coordenadora do abrigo Ka-Ubanoko II, o curso de capacitação profissional representa aos venezuelanos muita expectativa de novas possibilidades de gerar renda.

“Antes de chegar a Teresina, estas famílias venezuelanas viviam da agricultura, pesca e artesanato e agora, estão frente a um novo ramo, vão poder desenvolver e ter um trabalho. Eles querem trabalhar! Esta iniciativa é de grande valor para eles, que vão se sentindo, de fato, incluídos na sociedade”, reforçou a coordenadora do abrigo Ka-Ubanoko II, Gabriela.

Vontade de aprender

Dentre os inscritos na capacitação profissional do curso de corte de cabelos, está o Jorge, que é um dos venezuelanos alojados em abrigos de Teresina, que tem muita vontade de aprender um novo ofício e dele conquistar sua renda.

Foto: Ascom Semcaspi

Semcaspi promove curso de capacitação na área de estética para venezuelanos nos abrigos de Teresina

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria de Cidadania, Assistência Social e Proteção Integrada (Semcaspi) dará início nesta quarta-feira, (10), o curso de capacitação na área de estética para os venezuelanos que estão em abrigos na capital. O primeiro abrigo a receber o curso de capacitação profissional é o do antigo prédio do Emater, situado na BR 343, e tem 14 venezuelanos inscritos.

A iniciativa tem como principal parceria a Fundação Wall Ferraz (FWF), que está disponibilizando a equipe técnica e o material para o curso. O curso de capacitação profissional, que tem carga horária de 2na Lago, o curso de capacitação profissional aos venezuelanos, que estão em abrigos de Teresina, faz parte da assistência social voltada a este público, que necessita adentrar no mercado de trabalho.

0h, acontecerá por meio de oficinas de cortes de cabelo (feminino e masculino) e escova.

Segundo a secretária da Semcaspi, Elia“Durante as nossas visitas a estes abrigos, uma das solicitações que os venezuelanos fizeram foi ter acesso a uma atividade profissional. Eles querem trabalhar. Atendendo a este pedido, conseguimos viabilizar esta parceria com a Fundação Wall Ferraz. Com o curso de capacitação na área de estética, os venezuelanos que se interessaram por esta atividade, aprenderão as técnicas com profissionais qualificados e poderão exercer esta atividade e dela ter uma renda”, ressaltou.

Para o presidente da Fundação Wall Ferraz, Maykon Silva, o curso de capacitação profissional oferecido aos venezuelanos é muito mais que aprender um ofício, representa dar dignidade a esta população.

“A intenção da Fundação Wall Ferraz, em parceria com a Semcaspi, é ensinar um ofício a esta população de venezuelanos, garantindo que eles tenham esse ofício e um retorno financeiro com este aprendizado na área da estética. Com isso, trazer dignidade a esta população, que está em solo teresinense nos abrigos”, destacou.

PROGRAMAÇÃO

Curso de corte de cabelo masculino e feminino

Local: abrigo no prédio do antigo EMATER

Data: 2°, 4° e 6°

Horário: 8:30 as 11:30

Início: 10/02/2021 (quarta-feira).

Quantidade de alunos: 14 inscritos

Instrutora: Keila

 

Local: abrigo CSU BUENOS AIRES

Data: 3° e 5°

Horário: 8:00 as 11:00

Início: 11/02/2021 (quinta-feira).

Quantidade de alunos: 15 inscritos

Instrutora: Keila

Foto: Ascom Semcaspi

Abrigos aplicam testes para controle da Covid-19 entre venezuelanos

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, os abrigos que receberam as famílias venezuelanas em Teresina vêm desenvolvendo diversas atividades informativas e de conscientização, acompanhamento em saúde e a aplicação de testes para detectar a doença. Atualmente, 163 venezuelanos ocupam os abrigos destinados pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas e 54 deles testaram positivo para a Covid-19. Um deles, paciente de 58 anos, veio a óbito e os demais 53 estão curados.

Em abril, a Semcaspi providenciou a transferência de 70 indígenas que estavam no abrigo CSU no bairro Buenos Aires para diminuir a aglomeração de pessoas e depois um outro espaço foi disponibilizado para receber famílias recém chegadas de outros estados, a fim de garantir um isolamento e testagem antes de adentrarem nos 3 acolhimentos disponíveis. “Desde o início da pandemia, as equipes dos abrigos de venezuelanos estão desenvolvendo uma série de ações de conscientização, com a distribuição de máscaras, produtos de higiene, exposição de cartazes na língua materna e palestras. A Semcaspi solicitou, junto à Fundação Municipal de Saúde (FMS), testes rápidos da Covid-19. Uma primeira remessa de testagens foi feita em maio e outra em junho. Neste último, dos 78 testes aplicados, 54 deram positivados para a doença, que prontamente foram submetidos ao tratamento de saúde”, afirma Janaína Carvalho, secretária da Semcaspi.

Em uma destas ações, os migrantes receberam cartilhas informativas em sua língua materna “Warao” sobre cuidados e prevenção da doença. A distribuição das cartilhas ocorreu em uma palestra organizada pelas professoras Carmen Lima, Janaína Santos e Lílian Catenacci da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em junho. O material foi traduzido com a ajuda dos indígenas Yovini Eulalio e Ignacio Perez. “Ao final da palestra, os representantes de cada abrigo receberam, além da cartilha, galões de álcool em gel e máscaras. Eles ficaram responsáveis por repassar para as demais famílias as instruções aprendidas na palesta e também distribuírem os itens que receberam”, disse a antropóloga Lílian Castelo Branco, coordenadora do abrigo instalado no antigo prédio do Emater.

Outra atividade realizada no abrigo foi um bate-papo virtual com o indígena Elemir Martins da etnia Guarani Ñandeva, residente do município de Caarapó, em Mato Grosso do Sul. Para a coordenadora do abrigo, o diálogo proporcionou a troca de experiência entre os grupos no que se refere ao enfrentamento da doença de acordo com a crença e a cultura indígena, e também para a maior conscientização quanto aos cuidados recomendados pelas instituições de saúde, aos quais parte tem resistência.

“Através desse diálogo, o Elemir tratou de alguns pontos das estratégias que eles têm adotado para a conscientização entre a comunidade, pois para eles tem sido muito complicado a compreensão, principalmente pelos mais idosos, que não compreendem a gravidade da doença. Então, os mais jovens estão engajados nesse trabalho de conscientização produzindo e distribuindo informações sobre a Covid-19. Fica mais fácil essa troca entre eles mesmos. Na cultura indígena é muito forte a questão da coletividade, então ele mostrou que por conta da doença, infelizmente eles teriam que adotar estas estratégias para que eles possam atravessar esse momento sem tantas perdas”, disse.

Um dos indígenas, com 58 anos, foi internado no HGV no dia 11 de junho e veio a óbito em 14 de julho. “No início dos sintomas, ele resistiu bastante a ir junto com a equipe para os serviços de saúde e a fazer um tratamento, o que gerou o agravamento dos sintomas. A equipe da secretaria acompanhou a família em todo o processo funerário. Todos os demais estão bem e não apresentam mais nenhum sintoma”, informou a secretária da Semcaspi, Janaína Carvalho.

 

Semcaspi estrutura novo espaço para receber venezuelanos que testaram positivo para Covid-19

O Albergue Casa do Caminho será disponibilizado para isolamento dos venezuelanos infectados pelo coronavírus. A instituição de acolhimento para pessoas em situação de rua estava sem funcionamento desde a transferência do grupo para o abrigo provisório no Estádio Lindolfo Monteiro.

“Diante desse quadro de positivados, a Semcaspi está viabilizando um abrigo emergencial para onde estaremos remanejando estas pessoas. Uma medida tomada anteriormente foi voltada para os novos migrantes que chegam a Teresina. Recentemente recebemos mais 19 venezuelanos, somando 203 no total. Tendo em vista esta condição de trânsito, disponibilizamos o Albergue Casa do Caminho para que os novos acolhidos não fossem diretamente aos abrigos, antes de cumprir uma quarentena e, assim, garantir a proteção dos demais. Agora será destinado ao acolhimento das pessoas positivadas”, disse a secretária da Semcaspi, Janaína Carvalho.

As equipes de saúde estão acompanhando os abrigos para atendimento médico e disponibilização das medicações. Os educadores também trabalham intensamente para informar as medidas de segurança frente à doença, através de orientações e fixação de cartazes informativos na língua warao e espanhola nos espaços dos abrigos para que eles possam compreender a necessidade do isolamento.

“A Semcaspi tem garantido a proteção social dos indígenas venezuelanos e, desde o início da pandemia, tem dado todo o suporte para evitar a disseminação da doença. Entre as medidas adotadas, foi disponibilizado um novo espaço para minimizar os riscos de contágio entre os grupos que passou a contar com três abrigos na capital. Também foi feita distribuição de máscaras, produtos de higiene e reforço de normas dentro dos abrigos, de acordo com as recomendações dos serviços de saúde”, conclui a secretária.

Prefeitura transfere grupo de venezuelanos para novo espaço

Com o objetivo de adequar os cuidados para a prevenção ao coronavírus e minimizar os riscos de aglomerações, a Prefeitura de Teresina realizou a transferência de 60 indígenas venezuelanos que estavam abrigados no Centro Social Urbano (CSU) do Buenos Aires para um novo espaço. O local fica em um antigo prédio do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Piauí –  EMATER, localizado na BR 343.

Mayra Veloso, gerente da proteção social especial da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), explica que a medida se fez necessária tendo em vista que o local estava funcionando com 141 acolhidos. “Diante desse contexto da pandemia, solicitamos um novo espaço e, em diálogo com o Governo do Estado, nos foi cedido um antigo espaço da EMATER. Toda a articulação foi feita de forma dialogada com os grupos que residem no abrigo, eles visitaram o espaço previamente e a escolha do grupo transferido foi um acordo entre as famílias”, afirmou.

A Semcaspi disponibilizou carros para o transporte da mudança e ônibus para deslocar os venezuelanos. As equipes da Fundação Cajuína, que administra o acolhimento institucional dos imigrantes venezuelanos no município, irão prestar toda assistência necessária. Os abrigos terão um responsável técnico, dois educadores sociais, dois agentes de portaria e um auxiliar de serviços gerais. A alimentação também será mantida igualmente nos dois espaços.

A coordenação vem realizando esse diálogo há quase duas semanas com eles, tivemos o reforço da antropóloga da unidade explicando a necessidade dos cuidados. Eles aceitaram sem conflitos, contudo tiveram receio em se dividir, pois são três grupos de famílias. Informamos que isso não aconteceria, a divisão foi feita considerando estes laços”, explica a coordenadora do abrigo, Ana Luísa Martins.

Além disso, as equipes contam com o apoio do professor venezuelano, Yovini Eulálio, que reside no abrigo e ajuda com as traduções do idioma. Os imigrantes indígenas da etnia Warao chegaram a Teresina no dia 13 de maio de 2019 e estão refugiados devido à crise econômica e política na Venezuela. Atualmente, o município acolhe a 174 venezuelanos divididos entre os abrigos do Buenos Aires, Piratinga e, agora, EMATER.

 

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