Semcaspi promove Simpósio para debater ações de enfrentamento do trabalho infantil

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio das Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Aepeti), iniciou nesta quarta-feira, (06), no auditório do Centro de Formação Odilon Nunes, zona Norte de Teresina, o Simpósio “Trabalho Infantil… que história é essa?”. O evento segue até quinta-feira, (07), com o objetivo de debater ações e estratégias de enfrentamento do trabalho infantil na capital.

Segundo Allan Cavalcante, Secretário da Semcaspi, a temática merece toda atenção, especialmente, pela busca de ações que possam erradicar o trabalho infantil.

“Hoje, nós damos início a esse debate, que é um tema muito importante, conversar sobre a erradicação do trabalho infantil. Ainda hoje, infelizmente, ainda temos que falar sobre isso. Em pleno século XXI, nossas crianças e adolescentes ainda passam por essa situação de trabalhar de forma, às vezes, escravizadas. Então, a gente precisa avançar nesse ponto e nessa política!”, pontuou.

Franciana Beleence, Coordenadora do Aepeti, comenta sobre os objetivos do Simpósio e a programação a ser realizada nestes dois dias de evento.

“A ideia deste encontro é reunir as pessoas que trabalham com essa violação de direito, que é o trabalho infantil, para que possamos refletir sobre alternativas. “O que é o trabalho infantil?”, “quais são os malefícios?” e “quais são os desafios para enfrentar o trabalho infantil em Teresina?”. Precisamos entender que trabalho infantil não é crime, é uma violência e só será superado quando todos nós, família, sociedade e estado através de todas as políticas públicas buscarmos caminhos para a defesa das nossas crianças e adolescentes.”, afirmou.

DEBATES

O Simpósio conta com a presença de pessoas que são referências na temática sobre o Trabalho Infantil. Dentre elas: Dr. Antônio de Oliveira Lima, Procurador do Trabalho do Ceará e Coordenador da Rede Peteca; Dr. Joselice Nunes; Promotora da infância e da juventude; e o Procurador do Trabalho, Edno Moura.

Semcaspi realiza posse de titulares e suplentes da Comissão Municipal Aepeti

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio das Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Aepeti), realizou, na manhã desta quarta-feira, (18), no auditório, a posse de titulares e suplentes da Comissão Municipal Intersetorial Aepeti. Ao total, são 18 instituições, sendo elas públicas e sociedade civil, a compor esta comissão.

A Comissão Municipal Intersetorial Aepeti tem a função de contribuir com ideias e realizar avaliações e diagnósticos, sobretudo, visualizando ações que promovem qualidade de vida e atuem na prevenção e enfrentamento do trabalho infantil.

Segundo Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, a gestão tem atuado para fortalecer as políticas públicas das pessoas em situação de vulnerabilidade, inclusive, crianças e adolescentes.

“Estamos com o sentimento de melhorar as políticas públicas e isso é que nos tem motivado e nos dado força. Ficaria muito frustrado, com o passar dos anos, olhar para a gestão e não ver avanços. Fico motivado em fazer algo, diante desta importante e grande missão e acredito que possamos avançar e diminuir os números negativos nas estatísticas”, destacou.

Para Franciana Beleense, coordenadora da Aepeti e da Comissão Municipal Aepeti, dentre as sugestão que deverão ser debatidas entre os titulares e suplentes é rever o Plano de Ação Trienal, especialmente, as ações que não foram ainda realizadas.

“A ideia da Comissão é, exatamente, contribuir com a Semcaspi, por meio de ações de enfrentamento ao trabalho infantil. Ela tem este caráter propositivo, com reunião bimestral, a gente pode estar mencionando, planejando e, até mesmo, executando ações para este enfrentamento. Dentre as ações que serão sugeridas é a criação do Comitê de Adolescentes, em parceria com o projeto Peteca, do Ministério Público do Ceará”, esclareceu.

Liana Castelo Branco, chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan), pretende contribuir para o fortalecimento da Comissão.

“Tudo que vem a somar e colaborar, é de muita importância para a sociedade como um todo. A gente está aqui para colaborar e dar o nosso apoio nesta comissão tão importante para Teresina”, pontuou.

 

COMPOSIÇÃO DA COMISSÃO

 

As instituições que compõem a Comissão Municipal do Aepeti são: Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), com os conselhos tutelares (I, II, III, IV, e V), Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Teresina (CMDCAT) e com o Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS); Ação Social Arquidiocesana (ASA); Secretaria Municipal da Juventude (Semjuv); Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Semec); Fundação Municipal de Saúde (FMS); Secretaria Municipal de Economia Solidária (Semest); Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan); Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel); Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres (SMPM); Fundação Wall Ferraz (FWF); e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Semdec).

Semcaspi realizará Talk Show online sobre enfrentamento ao trabalho infantil

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio das Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Aepeti), realizará nesta quinta-feira, (24/06), às 9h, um Talk Show online sobre o enfrentamento ao trabalho infantil. O evento tem como tema “Enfrentando o trabalho infantil: desafios e possibilidades” e ocorrerá na plataforma Google Meet.

O Talk Show tem como público-alvo representantes dos CREAS, CRAS, Conselhos Tutelares e a Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunitária da Uespi.

De acordo com Franciana Beleense, coordenadora do Aepeti,  o Talk Show será um momento de discussão sobre os desafios e as possibilidades do trabalho infantil.

“Nesse momento é de suma importância esse debate, porque com a pandemia houve um aumento exorbitante de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. Especialmente, por conta das dificuldades econômicas que passam a sociedade. Muitos empregos foram perdidos e muitas famílias ainda não compreenderam, que colocar para as crianças e os adolescentes a responsabilidade de prover uma família é matar a sua infância” esclareceu.

Franciana Baleense conta que para combater o trabalho infantil é importante promover a inserção dos familiares adultos em cursos de aprendizagem profissional e no mercado de trabalho.

“Ao invés de gastarmos energia para defender o trabalho infantil, na perspectiva de prover a família, deveremos é refletir um pouco mais sobre a possibilidade de inserir seus familiares nos programas de aprendizagem profissional ou até mesmo no mercado de trabalho. Porque assim, os papéis não seriam invertidos. Além disto, a criança e o adolescente poderiam ter sua vivência de acordo com suas etapas da vida” apontou.

Para participar do Talk Show, os interessados deverão acessar a plataforma Google Meet pelo link: https://meet.google.com/p.yz-wute-mbh.

Unidades de CRAS Leste realizam rodas de conversa sobre trabalho infantil

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas/Leste), está promovendo rodas de conversa, em alusão a 12 de junho, Dia Mundial Contra Trabalho Infantil, nas unidades dos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) do território Leste. As rodas de conversa realizadas nesta quarta-feira, (23/06), envolveram os territórios dos Cras Leste IV e no Cras Leste I.

A iniciativa tem como tema “Trabalho Infantil não! Proteger e educar sim!”, e é direcionada às famílias acompanhadas pelos Cras do território Leste, agentes de saúde e representantes da educação. Estas ações acontecem com o apoio do serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Família e Indivíduo (PAEFI) e Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS).

Segundo Regina Lúcia, gerente do Creas Leste, o objetivo destas rodas de conversa é dialogar sobre o trabalho infantil, tendo como base o significado, as situações e as formas de enfrentar.

“As rodas de conversa têm como proposta dialogar sobre o conceito, as piores formas de trabalho infantil, mitos e formas de rebatê-los e conhecer o fluxo de atendimento e acompanhamento da criança e do adolescente, que estão em situação de trabalho infantil. Além de publicizar os impactos do trabalho infantil na sociedade e sensibilizar a população para que possa identificar os casos e denunciar os agressores”, esclareceu.

Regina Lúcia explica que as rodas de conversa têm acontecido de forma presencial tendo como base os encaminhamentos da reunião envolvendo as Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Aepeti), os Cras, os Creas e os Serviços de Convivência.

“Antes das rodas de conversa, no início deste mês, realizamos uma reunião para mobilizar as unidades e debater alguns encaminhamentos. As ações têm sido proveitosas e com ricos debates. Por ser presencial, estamos cumprindo os protocolos de normas sanitárias de prevenção ao coronavírus”, pontuou.

As ações tiveram início na última segunda, (21/06), no Cras Leste I, e seguem até sexta-feira, (25/06), no Cras Leste V, localizado na zona rural de Teresina.

Campanha de combate ao trabalho infantil em Teresina alerta sobre riscos na pandemia

O Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho, tem como tema este ano “Covid-19: agora mais que nunca, protejam crianças e adolescentes do trabalho infantil” e busca alertar para o risco de aumento do trabalho infantil. Em Teresina, somente nos três primeiros meses de 2020, nove casos de trabalho infantil foram identificados pelas equipes do Serviço Especial de Assistência Social dos Centros de Referência Especializados em Assistência Social (CREAS). No ano anterior, 73 crianças foram identificadas em atividades de trabalho na capital.

Denise Morra, presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, afirma que ainda é preciso desmistificar algumas crenças da sociedade, como a de que criança precisa trabalhar para formar caráter. “Precisamos falar e desmistificar essa causa para a sociedade. Criança não deve trabalhar, criança deve estudar, deve brincar, deve participar de uma sociedade mais justa e fraterna. Queremos somar com todas as instituições de trabalho nesta causa tão importante”, disse.

A campanha também pretende evidenciar a necessidade de maior proteção às crianças e adolescentes trabalhadores e o aprimoramento das medidas de prevenção e de combate ao trabalho infantil, em especial diante da vulnerabilidade socioeconômica resultante da crise atual. No Brasil, a idade mínima estabelecida por lei para ingresso no mercado de trabalho é de 16 anos, exceto casos de trabalho noturno, perigoso ou insalubre, nos quais a idade mínima passa a ser 18 anos, e também na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos. Todo trabalho realizado por crianças com idade inferior à mínima é caracterizado como trabalho infantil.

“Não dá para seguir em frente sem essa compreensão da importância de tornar nossas crianças e adolescentes livres do trabalho infantil. É preciso que haja união entre as instituições para desenvolver políticas públicas voltadas para o combate da exploração. É preciso uma escola mais assertiva, mais acolhedora ou uma saúde pronta para identificar casos que sejam acidente de trabalho com crianças e adolescentes, por exemplo. Precisamos mais do que nunca ter esse trabalho em rede para o enfrentamento à exploração de trabalho infantil e proteção da infância e da adolescência”, afirma Franciana Beleense, assistente social da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) e coordenadora das ações estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) em Teresina.

Para denunciar casos de exploração de trabalho infantil existe o número Disque 100. A população também pode entrar em contato com o Conselho Tutelar mais próximo ou solicitar orientação em um CREAS do município, que são os serviços da rede de proteção às crianças e adolescentes em Teresina.

Trabalho infantil no mundo

A exploração da mão de obra infantil ainda é realidade em muitos países, principalmente em regiões menos favorecidas economicamente onde a renda familiar é insuficiente. A data foi instituída pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para sensibilizar a sociedade civil, instituições e governos a serem contra práticas que sequestram direitos fundamentais, que asseguram desenvolvimento pleno, liberdade e dignidade para crianças e adolescentes. Seja agrícola, comercial ou doméstica, a atividade laboral muitas vezes acontece de forma sutil no seio familiar, onde é visto como uma ajuda necessária e justificada como algo que faz parte da formação do caráter da criança. Entretanto, não entram nessa conta os possíveis prejuízos à formação escolar, física e mental delas.

 

 

 

 

Prefeitura realiza ação alusiva ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), lançou oficialmente, nesta quarta-feira (12), a campanha alusiva ao 12 de junho, Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil. A ação foi realizada no anfiteatro da Praça da Bandeira, centro da capital, e contou com compartilhamento de vivências, dinâmicas integrativas e apresentações musicais.

 

 

Durante o evento, as crianças exibiram cartazes de protesto contra o trabalho infantil, se pronunciaram na tribuna reivindicando o direito de estudar e de brincar e cantaram o jingle com slogan da campanha “Criança não deve trabalhar. Infância é pra sonhar!”, composto pelo grupo musical Novos Meninos, conjunto formado por crianças e adolescentes do Centro de Convivência Novos Meninos.

Entre os momentos musicais, o palco recebeu representantes de diversas instituições do eixo de proteção às crianças e adolescentes, que compartilharam vivências e ressaltaram os graves efeitos que a prática do trabalho infantil imprime em suas vítimas.

“É com muita satisfação que a Semcaspi vem até a Praça da Bandeira, promovendo uma manhã de muita conscientização. Todo esse trabalho de acolhimento e prevenção ao trabalho infantil é extremamente necessário para nossa sociedade. Combater o trabalho infantil é promover a cidadania e fortalecer nossa sociedade como um todo. Acreditamos nesse incremento social, de uma sociedade mais justa, igualitária e sem trabalho infantil!”, destaca o secretário da Semcaspi, Samuel Silveira.

Franciana Beleense, coordenadora de Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (AEPETI), reforça que a campanha tem como intuito conscientizar a população de que a criança deve viver com alegria, amor e entusiasmo para que tenha as condições necessárias para se desenvolver no futuro.

A cerimônia se encerrou por meio da leitura de uma carta aberta à comunidade, elaborada pelo Fórum Piauiense de Combate ao Trabalho Infantil, e por uma dinâmica integrativa com balões. O público subiu ao palco para cantar o jingle em conjunto com o grupo Novos Meninos.

A campanha alusiva ao dia 12 de junho segue durante todo o mês. A população pode acompanhar os eventos que vem por aí por meio do site e redes sociais da Semcaspi.

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