Semcaspi e Sasc participam de almoço da Pastoral com população em situação de rua

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) e a Secretaria Estadual da Assistência Social (Sasc) participaram nessa segunda-feira, (26), de almoço promovido pela Pastoral de Rua, com o público assistido. O almoço contou com a presença solene da governadora do Piauí, Regina Sousa.

Além da confraternização com os órgãos que atuam com a Assistência Social, o momento celebrou também os 30 anos de Ordenação Sacerdotal do Padre João Paulo.

De acordo com Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, assim como a Prefeitura Municipal de Teresina, a Pastoral de Rua tem feito um trabalho de acolhimento à população em situação de rua.

“A Prefeitura de Teresina, por meio da Semcaspi, reconhece o trabalho desenvolvido pela Pastoral de Rua, que tem feito articulações com o nosso Centro de Valorização para a População em Situação de Rua, fortalecendo a política e a atenção oferecidos a este público, que já se encontram bastante vulneráveis”, ressaltou.

Para Regina Sousa, governadora do Piauí, o atendimento especializado para a população em situação de rua ajuda a promover dignidade e cidadania.

“É um trabalho muito bom, de acolhimento à população em situação de rua, promovido pela Pastoral de Rua, coordenado pelo Padre João Paulo e a gente tem apoiado este trabalho. Para que estas pessoas se sintam acolhidos e com a autoestima elevada, até porque tratam-se de pessoas que não vivem sob pressão, esta é a pedagogia da população de rua, que é quando eles querem, eles não aceitam fazer nada por obrigação”, pontuou.

Padre João Paulo, coordenador da Pastoral de Rua, a ação teve como objetivo unir as duas esferas do poder público, municipal e estadual, para fortalecer parcerias nos serviços oferecidos à população em situação de rua.

“A presença do poder público neste momento é muito importante, porque estão reconhecendo o trabalho que a gente faz diariamente e desenvolvendo, além dos parceiros. Isso só motiva e incentiva o trabalho realizado para a população em situação de rua”, destacou.

Acolhimento e oportunidades

Kelson Regis, assistido pela Pastoral de Rua, fala que os serviços oferecidos pelo poder público e pelas instituições à população em situação de rua é uma forma de acolher e proporcionar oportunidades. “Este acolhimento é muito importante para mim, especialmente, para mim que sou de outro estado, sou do Maranhão, e que hoje, moro na rua. É muito bom saber que as autoridades estão fazendo algo por nós, por este acolhimento”, comentou.

Casa de Passagem do Migrante é inaugurada e atenderá 14 famílias venezuelanas

A Casa de Passagem do Migrante foi inaugurada nesta quinta-feira, (02), no Bairro Memorare, zona Norte de Teresina, e vai receber cerca de 14 famílias indígenas venezuelanas, de etnia Warao. A partir de segunda-feira, (06), às famílias cadastradas serão transferidas dos abrigos para a Casa de Passagem do Migrante.

A nova estrutura é fruto de uma parceria do Governo Estadual e Municipal, como: Secretaria Estadual da Assistência Social (Sasc); Secretaria de Estado da Educação (Seduc); e a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).

De acordo com Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, a Casa de Passagem do Migrante tem como objetivo receber os migrantes, que chegam até a cidade, oferecendo acolhimento, acompanhamento e inclusão social.

“É uma parceria que deu muito certo. Tendo em vista que as secretarias, Semcaspi e Sasc estão unidas para a política de assistência social dos migrantes, especialmente, com os venezuelanos. Vamos trazer para esta casa alimentação, material de higiene e limpeza e a Sasc vai entrar com a questão operacional. São serviços oferecidos de responsabilidade do Governo do Piauí e da Prefeitura de Teresina”, ressaltou.

Segundo Zé Santana, secretário da Sasc, a Casa de Passagem é para pessoas em trânsito e até para quem esteja residindo em Teresina, sem abrigo e em condições de vulnerabilidade social.

“Na Casa de Passagem, estas pessoas encontraram não apenas a assistência para acomodação, mas também em parceria com outros órgãos, tal como a Semcaspi, saúde e educação. Temos uma equipe técnica para recepcionar e dar os devidos encaminhamentos necessários, para proporcionar a mínima dignidade, como: acompanhamento de psicólogos, assistentes, brinquedoteca para as crianças, cursos profissionalizantes, aulas de português”, citou.

Ellen Gera, secretário da Seduc, destaca que houve duas grandes contribuições da Educação Estadual: o prédio, que era uma antiga escola; e também a oferta da educação pública.

“Estamos cedendo o prédio para servir de abrigo, mas é muito mais que apenas abrigo, aqui teremos acolhimento e também educação. Nós iremos trazer para os migrantes a nossa educação pública da rede estadual, tanto Educação de Jovens e Adultos (EJA), como a alfabetização. Também teremos a capacitação profissional, visando a integração dos migrantes que estão na nossa capital e no estado para que eles se sintam incluídos”, pontuou.

 VENEZUELANOS QUEREM TRABALHAR

Para Plácido, 48 anos, indígena venezuelano, as famílias venezuelanas são gratas ao novo projeto e que pretende se aperfeiçoar em uma profissão. “Nós só temos que agradecer ao poder estadual e municipal. Nós precisamos trabalhar, porque na Venezuelana, todos trabalhávamos, com a colheita de frutas e artesanatos. Então, precisamos deste apoio”, comentou.

Semcaspi e Sasc assinam termo de parceria do Programa Nordeste Acolhe

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) assinou, nesta segunda-feira, (17), o termo de parceria com a Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos (Sasc) para o Programa Nordeste Acolhe. A proposta é que órfãos por causa da pandemia, sendo crianças e adolescentes, recebam auxílio financeiro estimado no valor de R$500.

A iniciativa visa a proteção integral de crianças e adolescentes, que ficaram órfãos devido à pandemia da Covid-19 no Piauí, em cumprimento a diretrizes, procedimentos e fluxos estabelecidos para a identificação, o atendimento e o acompanhamento dos casos de orfandade, oportunizando acessos aos direitos fundamentais a estes públicos.

Segundo o secretário da Semcaspi, Allan Cavalcante, a Semcaspi vai atuar na identificação dos casos, orientação e acompanhamento das famílias que acolhem e até ofertar o serviço de acolhimento.

“A gente abraçou esta parceria com a Sasc, para que a nossa população seja contemplada com mais esta iniciativa. São muitos órfãos por conta da Covid, tanto crianças quanto adolescentes, que serão atendidos com este auxílio do Programa Nordeste Acolhe”, pontuou.

Allan Cavalcante explica que os servidores dos Cras passarão por capacitação, recebendo o devido treinamento para atender o público a ser beneficiado pelo programa.

“Os Cras são a porta de entrada para estas pessoas que serão beneficiadas. São nas nossas unidades os únicos locais que farão a identificação, o cadastro, o acompanhamento do público-alvo do programa”, destacou.

Semcaspi beneficiará duas mil famílias com Cartão Sasc Emergencial e Cartão Pró-Social

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), assinou nesta quinta-feira, (26), no auditório, o termo de adesão aos programas de auxílio emergencial da Secretaria Estadual da Assistência Social (Sasc). Os benefícios correspondem ao Cartão Sasc Emergencial e ao Cartão Pró-Social.

Ao total, os programas de auxílio emergencial da Sasc beneficiarão 15 mil famílias no Piauí, com um investimento de R$6 milhões. Deste número, R$1 milhão está destinado à capital Teresina, para atender aproximadamente duas mil famílias.

Segundo o secretário da Semcaspi, Allan Cavalcante, os benefícios irão impactar diretamente na vida das pessoas que não têm acesso a nenhum tipo de benefício social.

“São duas mil famílias na nossa capital que vão ter os sofrimentos amenizados e as necessidades diminuídas. O prefeito Doutor Pessoa é muito sensível às causas sociais, inclusive, autorizou e assinou o termo de adesão. Temos na Semcaspi, equipes dos Cras comprometidas, empenhadas e entusiasmadas e com certeza, estes cartões serão entregues com zelo, muito amor e dedicação”, ressaltou.

O secretário da Sasc, José Santana, esclareceu sobre a importância de detectar, de fato, o público-alvo, por haver situações de pessoas que foram beneficiadas, no entanto, possuíam algum tipo de vínculo empregatício, fugindo do percentual da renda per capita.

“Muitas pessoas têm vivenciado grandes dificuldades, principalmente diante desta pandemia, tida como um agravante para toda esta situação. Além do Cartão Sasc Emergencial, a nossa vice-governadora, com a equipe da Sasc e o próprio governador pensaram também numa situação um pouco mais prolongada, que é o Cartão Pró-Social, que tem duração de seis meses. A gente que chegar nas pessoas, que de fato, precisam, já que não são tantos recursos, é fundamental que não haja desvio de finalidade”, destacou.

O Cartão Sasc Emergencial disponibiliza R$200, na modalidade crédito, já o Cartão Pró-Social oferta R$200, na modalidade saque. Os benefícios atendem famílias em pobreza extrema, com renda per capita de até R$89, e famílias em situação de pobreza, com renda per capita acima de R$89 até R$178, que não foram contempladas com nenhum outro benefício socioassistencial.

PÚBLICO-ALVO SERÁ ATENDIDO NOS CRAS

Aline Teixeira, secretária executiva do Suas/Semcaspi, explicou que as equipes das unidades de Cras receberão, na segunda-feira, (30), todas as orientações sobre o fluxo, para promover a operacionalização da concessão dos benefícios.

“Neste processo, os Cras, como gestores dos territórios, são como portas de entrada das nossas famílias, para a política de assistência social. Para melhor atender e orientar o público, nós estamos desenhando o fluxo de como essa operacionalização vai acontecer. Já estamos pensando nas estratégias de segurança, nas estratégias dos transportes, na questão do remanejamento de equipes e tudo o que será necessário, para que a gente possa fazer chegar a estas famílias os benefícios”, destacou.

Semcaspi e ONU promoverão treinamento com servidores dos abrigos de indígenas venezuelanos

A Secretaria Municipal de Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) recebeu na manhã desta terça-feira, (30/06), no auditório, a Organização das Nações Unidas (ONU), para debater estratégias e soluções sobre os abrigos, que acolhem indígenas venezuelanos. A ONU vai promover, a partir desta quarta-feira, (01/07), curso de treinamento com os servidores dos abrigos.

Além da ONU, a reunião contou também com a participação: da Fraternidade Federação Humanitária Internacional (FFIH); da Secretaria da Assistência Social e Cidadania (Sasc); das Secretarias Executivas do SUAS e das Políticas Integradas e da Gerência de Proteção Social Especial da Semcaspi.

De acordo com Márcio Allan, secretário da Semcaspi, a ideia é capacitar os servidores que atuam nos abrigos e qualificar as políticas públicas de Teresina.

“Visitamos na semana passada os abrigos dos venezuelanos e tomei conhecimento, de forma direta, das atuais demandas destas famílias. A ideia é pensar conjuntamente em estratégias alternativas para sanar as demandas. Esta tem sido uma das metas da gestão do Doutor Pessoa, melhorar as condições de vida das pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social”, esclareceu.

Segundo Aline Teixera, secretária executiva do SUAS, a proposta é importante pela soma de experiências dos representantes da ONU com os servidores dos abrigos na capital.

“Aqui em Teresina estamos há dois anos e eles estão há mais de cinco anos. A expectativa é que esses diálogos e esse compartilhamento de experiências sejam bastante frutíferos. O que queremos é  continuar trabalhando com os indígenas venezuelanos aqui e tendo êxito nas experiências, nas articulações respeitando a cultura, intercalando a cultura deles com a nossa e reinserindo eles nas políticas públicas da nossa sociedade, sem anular a cultura que eles têm, mas agregando nossos valores culturais”, explicou.

Para Sebastian Roa, representante da agência da ONU para refugiados (Acnur), o objetivo é fortalecer as equipes que estão trabalhando com os indígenas refugiados aqui em Teresina.

“Nós estamos, conjuntamente, com nossos parceiros da Fraternidade Internacional, que estão em Roraima. Esse treinamento será baseado na experiência, que tivemos lá. A ideia é justamente fortalecer e edificar possibilidades de melhorar o trabalho, conseguir encontrar os caminhos, fazer uma avaliação de onde a gente consegue avançar ainda mais e construir de alguma forma estratégias intersetorialidade e coordenação com as entidades”, pontuou.

ASSISTÊNCIA HUMANITÁRIA

Ricardo Baumgartner, Gerente Operacional da FFIH, conta que em Roraima, já são dois mil indígenas venezuelanos, que residem em abrigos desde 2016 e que o acolhimento tem como foco a assistência humanitária.

“A ideia de vir aqui ao Piauí é trocar e compartilhar um pouco as experiências, que já tivemos em Roraima com essa população, dentro desse contexto humanitário, que estamos vivendo e trazer um pouco de tudo que nós passamos e contribuir aqui para que também os indígenas possam ter uma assistência humanitária devida, fazendo com que o acolhimento ocorra de forma adequada, envolvendo o Estado, os acolhidos e a Assistência Social”, indicou.

 

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