90% da população em situação de rua em Teresina são beneficiárias do Bolsa Família

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) divulgou nesta segunda-feira, (04), que 90% das pessoas em situação de rua em Teresina estão inseridas no Cadastro Único e beneficiadas com o Programa Bolsa Família. O cadastramento e atualização para a população em situação de rua acontece no Centro Pop, situado na sede do Centro de Valorização para População em Situação de Rua.

Os dados foram informados pela Gerência de Programas de Transferência de Renda (GPTR), que informou que Teresina possui um total de 934 pessoas em situação de rua inseridas no Cadastro Único e deste número, 835 estão recebendo o benefício do Bolsa Família.

De acordo com Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, a criação do Centro de Valorização para a População em Situação de Rua, ocorrida em agosto de 2021, contribuiu para facilitar o acesso e centralizar os serviços para esse público.

“A população em situação de rua de Teresina está recebendo o Programa Bolsa Família. Isso se deve, principalmente, ao Centro Pop, que tem um entrevistador social exclusivo para inserir esse público no Cadastro Único. É importante deixarmos claro que a inclusão não garante o recebimento, mas já garante que a pessoa esteja devidamente cadastrada e dê a oportunidade dela pleitear o benefício do Governo Federal”, destacou.

Lisboa Oliveira, coordenador da Gestão de Benefícios do Programa Bolsa Família/ Semcaspi, explica que para ter acesso é necessário acionar o Centro Pop e levar a documentação exigida.

“É importante que nesse processo, a pessoa em situação de rua tenha a documentação mínima exigida: RG, Certidão de Nascimento, CPF, Carteira de Trabalho e o Título de Eleitor. Caso não tenha, o Centro Pop dá todos os direcionamentos para que ela tenha acesso a essa documentação e prossiga com a inclusão no Cadastro Único para pleitear os programas sociais do Governo Federal, como o Bolsa Família”, orientou.

 

Situação sem Bolsa Família

Das 934 pessoas em situação de rua inseridas no Cadastro Único, 99 não são beneficiárias do Bolsa Família, o que representa 10% do total. “Vale ressaltar que há motivos diversos, que fazem com que a pessoa em situação de rua deixe de ter acesso ao benefício. Dentre eles, alguns se emanciparam, ou conseguiram o BPC (Benefício de Prestação Continuada), outros estão trabalhando de carteira assinada, e ainda tem os que não sacaram o benefício por motivos de comunicação complexa, já que eles não têm lugar fixo ou mesmo por falecimento”, afirmou Lisboa Oliveira.

Semcaspi promove visitas de monitoramento em UBS às equipes do Bolsa Família

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência e Política Integradas (Semcaspi), por meio da Gerência de Programas de Transferência de Renda (GPTR), iniciou nessa quarta-feira, (8), o cronograma de visitas de monitoramento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Teresina, para realizar o acompanhamento das equipes sobre as condicionalidades do benefício Bolsa Família. As visitas de monitoramento iniciaram nas UBS dos bairros Santa Clara e Porto Alegre.

O cronograma de visitas de monitoramento segue nesta quinta-feira, (9), nas UBS Esplanada e Saci; sexta (10), na UBS Bela Vista; e segunda, (13), na UBS Cidade Jardim.

De acordo com Jovina Sérvulo, coordenadora das Condicionalidades do Programa Bolsa Família/Semcaspi, as visitas pretendem debater estratégias que possam atingir o máximo das famílias assistidas pelo Bolsa Família.

“Nós estamos indo conversar com as equipes de saúde, que são aquelas que realizam o acompanhamento das condicionalidades do Programa Bolsa Família. Essas equipes, a cada semestre, possuem um percentual de famílias a acompanhar, porém algumas unidades estão com o percentual muito abaixo e estamos buscando atingir o percentual devido. A preocupação maior deve ser com as famílias que deixam de ser acompanhadas mais. ”, ressaltou.

Jovina Sérvulo explica que nessas visitas se busca compreender quais as dificuldades apresentadas pelas equipes no acompanhamento e busca ativa dessas famílias.

“A proposta é conversar com as equipes, saber quais são as dificuldades, como está o andamento, como está sendo feito o acompanhamento, como está sendo a procura das famílias nas unidades, como está sendo a busca ativa dos agentes comunitários de saúde. A gente quer compreender as dificuldades, que a gente, por ventura, possa mediar, que tipo de suporte a Semcaspi pode estar dando, no sentido de orientar ou mesmo fazer alguma articulação com a gestão da Fundação Municipal de Saúde, no sentido de facilitar esse trabalho”, reforçou.

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