Semcaspi possui rede de proteção para prevenir e enfrentar casos de abuso sexual infantojuvenil

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) atua com uma rede de proteção para possibilitar a prevenção e o enfrentamento de ocorrências de abuso sexual de crianças e adolescentes. Os dados da Gerência de Direitos Humanos da Semcaspi (GDH) apontam que no primeiro trimestre deste ano, o abuso sexual está em quarto lugar no ranking das violações de direitos, com um total de 45 casos denunciados.

A violação de direitos por abuso sexual, só perde para Negligência, com 212 casos; Privação de acesso ao Serviço Público, com 59; e Violência Física, com 47. É importante destacar que estes dados se comparado com o ano de 2021, de janeiro a dezembro, as ocorrências por Negligência mantêm o topo do ranking, com 669 casos. Já o Abuso Sexual assumiu o sexto lugar, com 185 casos denunciados.

De acordo com o Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, a rede de proteção atua para evitar as ocorrências, informando e conscientizando os públicos, mas também quando o direito da criança já foi violado.

“Nossas crianças e adolescentes precisam deste olhar atento em prol de proteção. A Semcaspi, em todas as unidades, seja CRAS, Centros de Convivência, Casas de Acolhimento, Centro-Dia, CREAS, e com os mais diversos públicos, tem trabalhado temáticas que esclarecem sobre direitos e deveres. Todos os meses desenvolvemos ações envolvendo uma temática, informando aos nossos públicos, inclusive, sobre as formas de denunciar as violações. A formalização das denúncias é importante para evitar a subnotificação de casos e muito mais que isso, proteger crianças e adolescentes, que já estão em situação de violação”, ressaltou.

Segundo Eduardo Aguiar, secretário executivo da Semcaspi, além de trabalhar as temáticas com os públicos, a Semcaspi atua no recebimento destas denúncias, principalmente, com os conselhos tutelares e CREAS.

“Nos CRAS, com seus serviços oferecidos, atuamos na prevenção, com informações e empoderamento dos nossos assistidos, já nos Conselhos Tutelares e nos CREAS recebemos as denúncias, quando a violação aconteceu. Os serviços dessa rede de proteção da Semcaspi, seja da Assistência Social ou das Políticas Integradas, se conectam diante das ocorrências e de seus encaminhamentos necessários. Os públicos assistidos são acompanhados com: a proteção social básica, atendimentos que direcionam aos serviços e programas sociais, e com a proteção social especial, que requer um atendimento mais intensificado e de acolhimento nas nossas unidades”, explicou.

SERVIÇOS AMPLIADOS

Atualmente, Teresina conta com cinco conselhos tutelares e a meta é criar mais duas unidades nas zonas Leste e Sul. “O Prefeito Dr. Pessoa é sensível às causas sociais e compreendendo a necessidade de ampliar o número de conselhos tutelares na capital, irá sancionar ainda no mês de julho ou agosto o projeto de lei já aprovado pela Câmara Municipal, que amplia de cinco para sete o número de conselhos tutelares”, pontuou Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi.

FORMAS DE DENÚNCIA

I Conselho Tutelar (Zona Centro/Norte) – 3215-9313/99490-7886
II Conselho Tutelar (Zona Sudeste) – 3215-9360/99460-3138
III Conselho Tutelar (Zona Sul) – 3227-6714/99454-2102
IV Conselho Tutelar (Zona Leste) – 3233-8841/99470-0654
V Conselho Tutelar (Zona Norte) – 99404-1192

Unidades de CRAS Leste realizam rodas de conversa sobre trabalho infantil

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas/Leste), está promovendo rodas de conversa, em alusão a 12 de junho, Dia Mundial Contra Trabalho Infantil, nas unidades dos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) do território Leste. As rodas de conversa realizadas nesta quarta-feira, (23/06), envolveram os territórios dos Cras Leste IV e no Cras Leste I.

A iniciativa tem como tema “Trabalho Infantil não! Proteger e educar sim!”, e é direcionada às famílias acompanhadas pelos Cras do território Leste, agentes de saúde e representantes da educação. Estas ações acontecem com o apoio do serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Família e Indivíduo (PAEFI) e Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS).

Segundo Regina Lúcia, gerente do Creas Leste, o objetivo destas rodas de conversa é dialogar sobre o trabalho infantil, tendo como base o significado, as situações e as formas de enfrentar.

“As rodas de conversa têm como proposta dialogar sobre o conceito, as piores formas de trabalho infantil, mitos e formas de rebatê-los e conhecer o fluxo de atendimento e acompanhamento da criança e do adolescente, que estão em situação de trabalho infantil. Além de publicizar os impactos do trabalho infantil na sociedade e sensibilizar a população para que possa identificar os casos e denunciar os agressores”, esclareceu.

Regina Lúcia explica que as rodas de conversa têm acontecido de forma presencial tendo como base os encaminhamentos da reunião envolvendo as Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Aepeti), os Cras, os Creas e os Serviços de Convivência.

“Antes das rodas de conversa, no início deste mês, realizamos uma reunião para mobilizar as unidades e debater alguns encaminhamentos. As ações têm sido proveitosas e com ricos debates. Por ser presencial, estamos cumprindo os protocolos de normas sanitárias de prevenção ao coronavírus”, pontuou.

As ações tiveram início na última segunda, (21/06), no Cras Leste I, e seguem até sexta-feira, (25/06), no Cras Leste V, localizado na zona rural de Teresina.

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