26 famílias retiradas de áreas de risco são transferidas para novo abrigo no Bairro Aeroporto

O Comitê de Operações Emergenciais da Prefeitura de Teresina transferiu, neste final de semana, as famílias, que estavam acolhidas em duas escolas municipais, para um novo abrigo, localizado no Bairro Aeroporto, zona Norte da capital. A nova estrutura chama-se “Casa de Acolhimento Tenente-Coronel Costa Neto”, em homenagem ao Costa Neto do Corpo de Bombeiros do Piauí, que integrava o Comitê de Operações Emergenciais da Prefeitura e faleceu em abril deste ano.

Ao total, 26 famílias foram acolhidas, sendo 17 da Escola Municipal Nova Brasília; 08 da Escola Municipal Domingos Afonso Mafrense e 01 família, que estava no Centro de Convivência “Saber Viver”.

De acordo com Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, a nova estrutura foi avaliada pela localização e pela estrutura, no sentido de promover um acolhimento mais organizado e confortável.

“A necessidade de realizar a transferência destas famílias, aconteceu por conta das aulas presenciais nas duas escolas em que elas estavam acolhidas. Após o alerta da necessidade da transferência, pesquisamos prédios na região Norte e apresentamos as famílias. Este prédio foi todo reformado e está sendo adaptado da melhor maneira possível para todos”, pontuou.

Allan Cavalcante explica que a Casa de Acolhimento Tenente-Coronel Costa Neto é um abrigo temporário, até que estas famílias tenham casas para morar.

“O Prefeito Dr, Pessoa tem um olhar sensível às pessoas em situação de vulnerabilidade social e está trabalhando para que, o mais breve possível, estas famílias possam deixar a Casa de Acolhimento e irem para suas casas”, ressaltou.

HOMENAGEM AO TENENTE-CORONEL COSTA

Segundo Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, o nome do tenente-coronel do Corpo de Bombeiros do Piauí, Costa Neto, foi pensado, justamente, por sua contribuição no apoio a estas famílias. “Nada mais justo que homenagear o tenente-coronel Costa Neto, que tanto contribuiu na orientação, informações e também retirada destas famílias das áreas de risco. Somos eternamente gratos por sua dedicação e contribuição neste trabalho”, esclareceu.

 

Prefeitura de Teresina debate sobre famílias alagadas na Câmara Municipal

As secretarias da Prefeitura Municipal de Teresina (PMT), envolvidas com ações do estado de calamidade pública do período chuvoso em Teresina, participaram na manhã desta terça-feira, (12), de uma audiência pública na Câmara Municipal de Teresina. A pauta, de autoria do vereador Markim Costa, debateu sobre a situação das famílias alagadas pelas chuvas intensas do Bairro Mafrense, zona Norte.

O debate envolveu a Prefeitura Municipal de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh), da Secretaria Municipal de Defesa Civil; e da Superintendência de Ações Administrativas Descentralizadas Norte (SAAD/Norte); além da Defensoria Pública do Estado.

Segundo Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, a Prefeitura tem atuado com o recurso próprio atendendo de forma intensa todas as famílias atingidas pelas enchentes.

“É impossível com um pouco mais de um ano de gestão, solucionar um problema que é histórico que assola a cidade por mais de três décadas. No entanto, quero também registrar o entusiasmo, que ainda este ano a gente possa dar passos largos, com relação a esta problemática das enchentes. Nós estamos atuando com a mesma estrutura que tínhamos, antes das enchentes, conseguindo atender todas as demandas. Só nos três primeiros meses deste ano, já investimento 650 mil reais com o Programa Cidade Solidária”, pontuou.

Edmilson Ferreira, secretário da Semduh, reforça que um dos principais problemas que a Prefeitura enfrenta é atuar sem o apoio do poder Estadual e Federal.

“Nós temos problemas e falta de recursos. A Prefeitura, com esta situação dos alagamentos, está sozinha! Nós recebemos apoio do Estado, apenas com o Corpo de Bombeiros. O poder Federal veio aqui, fez foto e foi embora. Eu entendo a angústia das famílias, mas a prefeitura, através dos seus órgãos tem feito o possível para ter a melhor atuação”, pontuou.

Para Neide Carvalho, Federação das Associações de Moradores, o debate sobre a situação das famílias alagadas deve haver resultados concretos e serem executados de forma efetiva.

“O que nós vivenciamos lá, no Rabo da Cobra, no Bairro Mafrense, foi uma situação que realmente pegou a gente de surpresa, porque aconteceu no mês de dezembro, no início das chuvas. Foram erros que vemos ao longo dos anos! O Rabo da Cobra é um modelo de que quando a gente quer, a gente faz, porque houve a inundação, mas logo após a pressão da comunidade para o poder público, as bombas foram consertadas e reativadas e houve uma limpeza imediata. Não podemos jogar toda a culpa na Comunidade, que não tem acesso à educação, formação e nem as informações”, pontuou.

Famílias desabrigadas serão transferidas para duas CMEIs na zona Norte

O Comitê emergencial do período chuvoso, em reunião realizada na manhã desta terça-feira, (25), decidiu que as famílias em situação de desabrigo que estão em escolas municipais serão transferidas para duas CMEI localizadas na zona Norte de Teresina. As famílias acolhidas na Escola Municipal Dilson Fernandes serão transferidas para a CMEI Tia Jane e as famílias da Escola Municipal Iolanda para a CMEI Helena Medeiros.

O secretário da Semcaspi, Allan Cavalcante, ressaltou que as transferências terão início nesta quinta-feira, (27) e seguirão até sexta-feira, (28).

“Tendo em vista, o retorno das aulas e a aplicação de provas para o concurso público da Polícia Militar, que acontecerá neste final de semana, das três unidades escolares que estão servindo para abrigar famílias duas serão desocupadas e irão para outras unidades bem próximas. Para não ter problemas em relação a distância. A gente construiu este entendimento também com as famílias, na base do diálogo e democracia”, pontuou.

Allan Cavalcante alerta para as famílias que estavam em áreas de risco e estão sendo acolhidas na casa de familiares ou mesmo de aluguel devem buscar as SAADs para efetuar cadastro aos benefícios sociais.

“Todas as famílias que moram em situação de risco e que estão acolhidas ou que passaram a viver de aluguel, é importante realizar o cadastro junto das SAADs da região onde mora. Com este cadastro, as famílias terão acesso aos benefícios do Programa Cidade Solidária, como o valor do aluguel social de R$300, o kit acolhimento, kit limpeza e kit higiene”, ressaltou.

As famílias que moram em áreas de risco devem, em caso de emergência, acionar a Defesa Civil Municipal por meio do 199, para que ocorra o monitoramento da residência e o cadastro inicial. O atendimento da Defesa Civil Municipal é 24h.

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