Semcaspi realiza entrega de material escolar para indígenas venezuelanos

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) promoveu na manhã desta terça-feira, (10), durante a primeira semana de adaptação, a entrega de material escolar para indígenas venezuelanos, acolhidos em abrigos de Teresina. Os indígenas venezuelanos, que possuem entre 06 a 17 anos de idade, iniciarão no dia 06 de março deste ano.

A inclusão dos indígenas venezuelanos nas escolas é uma iniciativa da Semcaspi e da Secretaria Municipal de Educação (Semec). As aulas tanto no período de adaptação como do ano letivo acontecerão em três escolas: Escola Municipal Iolanda Raulino, bairro Poti Velho; Escola Municipal Dona Isabel Pereira, bairro Santo Antônio; e na Escola Municipal Mocambinho, bairro Mocambinho.

De acordo com Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, a importância da iniciativa é que estes venezuelanos vão passar a ter acesso à educação e os pais poderão ser inseridos no mercado de trabalho.

“A inclusão dos venezuelanos nas escolas é um compromisso do Dr. Pessoa e Graças a Deus, nós estamos vivendo este momento histórico e vamos entregar os kits escolares às crianças venezuelanos. Um marco na gestão. A nossa meta é oferecer qualificação e capacitação, como temos há algum tempo feito, fazendo com que cada família tenha seu emprego e renda e possa ter sua independência financeira”, ressaltou.

Segundo Reinaldo Ximenes, secretário executivo de ensino da Semec, apesar da educação indígena não ser obrigatória no município, a Semec assumiu esta responsabilidade.

“Estamos dando início a inserção das crianças venezuelanas em um ambiente escolar, sendo primeiro contato destas crianças com a escola. Ficarão dois meses em processo de adaptação, para em março, quando iniciar o ano letivo, serem inseridas neste processo de aprendizagem. O objetivo é dar dignidade para os venezuelanos. Tirar eles das ruas e dos sinais, e colocar estas crianças onde elas devem estar, que é no ambiente escolar”, destacou.

TROCAS CULTURAIS 

As equipes nas escolas que receberão os indígenas venezuelanos passaram por uma preparação e promoverão compartilhamento de informações culturais do Brasil e da Venezuelana.

Para Claudionia Ribeiro, diretora da Escola Municipal Iolanda Raulino, a inserção dos indígenas venezuelanos no ambiente escolar representa um desafio para os profissionais da educação, como para os próprios alunos. “A gente está iniciando este novo desafio aqui na escola. São 18 alunos venezuelanos. A nossa equipe se preparou para este momento e foi muito rico. A ideia é além de alfabetizar com ensino do Português e da Matemática, ensinar também sobre os nossos costumes e também passar para outros alunos a cultura dos venezuelanos. A intenção é fazer com que eles nunca percam as tradições deles”, pontuou.

Crianças do Centro de Convivência recebem kimonos e faixas para prática do Judô

As crianças assistidas pelo Centro de Convivência “Saber Viver”, localizado no Bairro Matadouro, zona Norte de Teresina, receberam na noite dessa quinta-feira, (07), equipamentos para a prática do Judô. Dentre os materiais entregues, estão: kimonos, faixas e medalhas.

Ao total, 80 crianças praticam judô pelo Centro de Convivência “Saber Viver”, por meio do Projeto “Educando para o Esporte” e a meta é ampliar este número para 100 assistidos.

De acordo com Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, a iniciativa tem cumprido com o objetivo, que é tirar crianças da situação de vulnerabilidade, oferecendo alguma atividade, no caso o esporte.

“O Projeto “Educando para o Esporte” representa inclusão e oportunidade para estas crianças. Então, é um momento de alegria, satisfação e prazer, porque representa a vida da Semcaspi, a vida destas crianças e da Prefeitura e dos parceiros envolvidos, todos unidos no cumprimento do dever social”, ressaltou

Para Roberto Silva, coordenador geral da Assistência Social da Semcaspi/Funaci, a prática do Judô para estas crianças representa cidadania e que tem conseguido fortalecer vínculos entre as crianças e seus familiares.

“Estamos em festa com este grande projeto que é executado neste Centro de Convivência. O projeto de Judô, que é em parceria com a empresa privada, A Crown, fortalece as ações do poder público. Aqui, a gente pode ver o resgate, o fortalecimento de vínculos, a família participa. A nossa perspectiva não é ter atletas nacionais, mas já está havendo repercussão nacional do trabalho realizado com estas crianças, que estão participando de competições estaduais”, esclareceu.

INCLUSÃO E DISCIPLINA

Maycon Araújo, 13 anos, que está há 04 anos praticando Judô no Centro de Convivência “Saber Viver”, conta que já assumiu a faixa amarela e já competiu em campeonato no Rio de Janeiro.

“Eu amo participar do Projeto, porque o Judô me faz sentir melhor e me dá inspiração e diversão. Me ajudou na minha alimentação, deveres de casa, nas atividades das escolas e estou mais disciplinado. Na escola, as minhas notas aumentaram e a minha dedicação nos estudos aumentaram também”, comentou o pequeno Maycon que irá participar do Campeonato Brasileiro Sub-15, em Belém (PA).

Já Evelyn Ravena, 14 anos, é praticante do Atletismo e decidiu iniciar o Judô no Projeto para reforçar o seu condicionamento físico e pretende competir fora em outros estados.

“Para mim, o Judô representa várias coisas, eu entrei agora e gostei muito. É uma coisa muito legal. Eu estava precisando. Na minha vida melhorou várias coisas, disciplina, respeito, educação, alimentação. A minha mãe sabe o quanto eu gosto de praticar esportes e gostou bastante da ideia de eu participar”, pontuou.

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