Casa de Zabelê oferece assistência a crianças e adolescentes vítimas de violação de direitos em Teresina

Diariamente, diversas crianças e adolescentes têm seus direitos físicos e psicológicos violados, assim como a índia Zabelê, que, vítima da intolerância por ser apaixonar por um índio da tribo rival a de sua família, acabou perdendo sua vida. Com o nome baseado na história da índia e o intuito de acolher crianças e adolescentes que tiveram seus direitos desrespeitados, em Teresina atua a Casa de Zabelê.

O espaço atende crianças e adolescentes que sofreram violações dos seus direitos sociais e pessoais. O foco no atendimento é em casos de vítimas de violência doméstica e de forma especializada na violência sexual, tema que foi debatido na última sexta-feira (18), dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Atualmente, a instituição possui três núcleos de atendimento: Núcleo Direto que atende crianças (8 a 11 anos) e adolescentes (12 a 17 anos) do sexo feminino; Núcleo de Dança Contemporânea que atende adolescentes do sexo feminino; e Núcleo de Profissionalização em Moda e Serigrafia, para jovens do sexo feminino e masculino (16 a 22 anos).

Muitas pessoas vem buscar vagas aqui na própria Casa, mas é importante destacar que nós recebemos os encaminhamentos vindos da rede de assistência do município, como os CREAS e o Conselho Tutelar. Atualmente estamos com uma média de 80 pessoas sendo atendidas aqui no espaço”, destaca Francisco Moreira, coordenador técnico da Casa de Zabelê.

A Casa de Zabelê surgiu em 1994 e foi promovida pelo Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente, frente à situação de violência imposta às meninas que eram exploradas sexualmente nas principais praças de Teresina. Em 29 de agosto de 1996, a Casa de Zabelê iniciou suas atividades, originando-se de uma parceria entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento, Prefeitura Municipal de Teresina e Ação Social Arquidiocesana (ASA).

A instituição é vinculada à Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi). “Nós acreditamos que este trabalho causa o que há de mais importante na vida de uma pessoa, que é a mudança para melhor. A Casa de Zabelê é um exemplo de dedicação e amor ao próximo, de assistência a crianças e jovens que precisam do nosso apoio”, afirma o secretário Samuel Silveira.

Se você souber de casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, denuncie pelo Disque 100. Ou então ligue para o número 153, para contato direto com o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e o Conselho Tutelar de Teresina. As ligações são gratuitas e o sigilo do nome do denunciante será mantido.

Saiba como denunciar abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes em Teresina

Nos últimos dias, a operação Luz na Infância 2 cumpriu, pelo menos, 576 mandados de busca e apreensão de arquivos com conteúdos de exploração sexual de crianças e adolescentes. A ação da Polícia Civil mostrou que a pedofilia não tem rosto e pode acontecer em qualquer ambiente, classe social e ser praticado por pessoas de várias idades. Por isso, é oferecido ao público dois números de contato para denúncias desse tipo de crime, o Disque 100 e Disque 153.

A população pode denunciar pelo Disque Direitos Humanos, o Disque 100, serviço nacional de atendimento telefônico gratuito, que funciona 24 horas por dia, nos sete dias da semana. As denúncias recebidas são analisadas, tratadas e encaminhadas aos órgãos de proteção, defesa e responsabilização em direitos humanos, no prazo máximo de 24 horas, respeitando a competência e as atribuições específicas, e priorizando qual órgão será direcionado de forma imediata no rompimento do ciclo de violência e proteção da vítima.

 Além do número nacional, Teresina dispõe, especificamente, do Disque 153, para contato direto com os Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e o Conselho Tutelar da capital. As ligações são gratuitas e o sigilo do nome do denunciante será mantido.

Blitz Educativa conscientiza sobre enfrentamento ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

Quando crianças e adolescentes são obrigados pela força ou coerção a envolverem-se em atividades sexuais impróprias ao seu desenvolvimento, estão sendo vítimas da violência sexual. Buscando conscientizar sobre essa situação, o Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas) Leste II realizou, na manhã desta sexta-feira (18), uma Blitz Educativa, no balão da Avenida Universitária, de 7h às 9h.

A atividade marca mais uma ação da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), no Dia de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, 18 de Maio. Segundo a assistente social do Creas Leste II, Elenice Monteiro, a conscientização é importante no enfrentamento ao problema.

Essa deve ser uma luta diária. Quando se tem um dia que fala da situação as pessoas rompem o muro do silêncio, se fortalecem mais e se encorajam para a denúncia. A denúncia é importante, para que a pessoa tenha a resiliência, que é a capacidade de superação, e, também, para a responsabilização dos agressores, importante para que ajude a criança e adolescente na superação”, pontua.

Para denunciar e contribuir no enfrentamento ao abuso e exploração sexual infantil, você pode ligar para o Disque 100, para o número 153 ou buscar o Conselho Tutelar mais próximo. “Nós queremos, em ações como essas, despertar na população uma nova percepção e uma nova consciência sobre o assunto, formando uma sociedade que cuida mais de nossas crianças e adolescentes”, finaliza o secretário da Semcaspi, Samuel Silveira.

História do 18 de maio

A data foi escolhida, nacionalmente,  em menção ao crime ocorrido em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória, Espírito Santo. Aracelli era uma menina de 8 anos que foi raptada, drogada, violentada e, já morta, teve o corpo carbonizado por um grupo de jovens da classe média alta daquela cidade. Apesar da natureza hedionda, o crime prescreveu impune.

Famílias de adolescentes conduzidos pelo Vila Bairro Segurança serão acompanhados pelo CREAS e CRAS Norte II

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) realizou, na noite dessa terça-feira (15), a segunda reunião de diálogo com os pais dos adolescentes que foram conduzidos à Central de Flagrantes de Teresina, pelo Vila Bairro Segurança, no dia 5 de maio. Os pais e adolescentes foram incentivados, em um encontro no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Norte II, a aderir aos serviços do espaço. Ficou definido ainda que uma equipe técnica do CREAS Norte vai realizar visitas domiciliares às famílias dos adolescentes.

O encontro com cerca de 20 famílias, que concordaram em participar das atividades desenvolvidas pelo CRAS da região. “Os pais que estavam presentes aceitaram bem a nossa proposta, entenderam que o CRAS tem como uma de suas funções auxiliar o relacionamento entre pais e filhos. Além disso, uma equipe do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) vai realizar visitas às famílias para proporcionar um acompanhamento ainda mais próximo”, informa a representante da Gerência de Proteção Social Básica (GPSB) da Semcaspi, Kânia Brito.

O encontro contou ainda com a presença de representantes da Gerência de Proteção Social Básica (GPSB), Gerência de Proteção Social Especial (GPSE) e Secretaria Executiva do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), do Conselho Tutelar de Teresina, além de assistentes sociais e psicólogos da região. Todas as ações realizadas com as famílias dos adolescentes encontrados em situação de vulnerabilidade social pelo Vila Bairro Segurança são os mesmos procedimentos já realizados nos CRAS e CREAS, pela política de Assistência Social.

O Vila Bairro Segurança é um projeto da Prefeitura de Teresina, conduzido por meio da Semcaspi, e tem o intuito de contribuir com a segurança pública da capital. Os 13 bairros assistidos pelo projeto são: Acarape, Aeroporto, Alto Alegre, Itaperu, Mafrense, Matadouro, Mocambinho, Nova Brasília, Olarias, Parque Alvorada, Poti Velho, São Francisco e São Joaquim.

Mães de adolescentes em medidas socioeducativas participam de atividade temática no Creas Norte

Em meio ao cumprimento de uma medida socioeducativa, a integração com a família é essencial para a ressocialização. Por isso, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) Norte realiza atividades com os responsáveis pelos menores acolhidos. E nesta terça-feira (8), a ação realizada envolve cerca de 30 mães. O momento de conversa será em alusão ao Dia das Mães e contemplará também os filhos.

A atividade será um momento de reflexão e integração, organizada pelos orientadores do Centro. “Desde 2008 atendemos adolescentes em medidas socioeducativas. O grande foco é trabalhar na perspectiva da família, pois, não dá para pensar na ressocialização dissociada da família. É uma prática nossa a realização dos grupos e trabalhamos conforme as temáticas referentes ao mês. É uma atividade integrativa”, destaca Maíra Veloso, gerente do Creas Norte.

O Centro de Referência Especializado de Assistência Social atende adolescentes que estejam em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto, sendo Liberdade Assistida (LA) ou Prestação de Serviços à Comunidade (PSC), modalidades estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“As medidas são aplicadas pela Juíza e encaminhadas para o Creas, de acordo com a base territorial. Sendo encaminhado, fazemos o acompanhamento com orientadores, assistentes sociais e psicólogos. Durante todo o processo, devemos estar em contato com a 2ª Vara da Infância e Juventude”, detalha Maíra.

Os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) são unidades que ofertam serviços especializados e continuados para famílias e indivíduos em situação de violação de direitos. Dentre eles, estão: homofobia, discriminação etárias, étnicas, de gênero e cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto.

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