Semcaspi e FMS vacinam contra Covid-19 indígenas venezuelanos

Indígenas venezuelanos são vacinados contra Covid-19 e Teresina (Foto: Semcaspi)

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), em parceria com a Fundação Municipal de Saúde (FMS), iniciou na manhã deste domingo, (04/04), a vacinação contra a Covid-19 em indígenas de etnia Warao, refugiados da Venezuela. Ao total, foram vacinados 134 indígenas, que residem nos três abrigos localizados em Teresina.

A ação é resultado da articulação entre o Governo do Piauí, por meio da Secretaria Estadual de Saúde do Piauí (Sesapi), e da Prefeitura de Teresina, pela FMS e pela Semcaspi.

De acordo com a secretária da Semcaspi, Eliana Lago, a vacinação para este grupo prioritário era aguardada, por garantir a saúde e reduzir a transmissibilidade da Covid-19 entre as famílias indígenas.

“Estávamos aguardando por este momento e o grande dia chegou. Iniciamos a vacinação contra a Covid-19 na população indígena vinda da Venezuela. Na nossa gestão, temos buscado orientar e conscientizar estas famílias indígenas sobre os riscos desta doença, disponibilizando os equipamentos de proteção individual e informando sobre a importância da vacina. Com o acesso à fake news, alguns indígenas já chegaram a nos questionar sobre a eficácia da vacina e estamos buscando combater todas estas desinformações nos abrigos, o que tem garantido a aceitação ampla neste grupo”, esclareceu.

Segundo Gilberto Albuquerque, presidente da FMS, as famílias refugiadas da Venezuela estão sendo imunizadas por fazerem parte de um grupo prioritário definido pelo Governo Federal, que são os indígenas.

“Como o Ministério da Saúde definiu os indígenas como grupo prioritário para serem vacinados contra a Covid19, os venezuelanos que residem nos abrigos de Teresina se enquadram neste grupo, por serem exatamente indígenas da etnia Warao, por isso que eles tiveram esta prioridade”, explicou Gilberto Albuquerque.

Em Teresina, há três abrigos que receberam os indígenas, refugiados da Venezuela e estão localizados nos bairros: Buenos Aires; Poti Velho; e na BR 343, no prédio do Emater.

Indígenas venezuelanos são vacinados contra Covid-19 e Teresina (Foto: Semcaspi)

VACINAÇÃO NOS ABRIGOS

Os três abrigos, que residem os indígenas refugiados da Venezuela, receberam a equipe da Fundação Municipal de Saúde para a aplicação da primeira dose da vacina contra a Covid-19. A vacinação teve início no abrigo do Bairro Buenos Aires, imunizando um total de 42 indígenas só na manhã desse domingo, (04).

Para o coordenador do abrigo do Buenos Aires, Santiago Oliveira, a imunização dos indígenas representa segurança não só entre as famílias que vivem nos abrigos, mas também aos trabalhadores que lidam com este grupo diariamente.

“Apesar da orientação sobre a proteção individual e coletiva contra a Covid-19 ser constante, a gente observa que dentro dos abrigos eles têm uma certa resistência em usar máscara e fazer a higienização adequada. Com a imunização deste grupo, nos tranquiliza bem mais por proporcionar maior segurança e menos riscos de contágio da doença”, pontuou.

Iolanda Costa, coordenadora do abrigo do Bairro Poti Velho, destaca que dentre os casos de Covid-19 registrados nos abrigos, nenhum dos adoentados tiveram agravamentos ou mesmo morte.

“Os indígenas da Venezuela que foram acometidos pela Covid-19 tiveram sintomas leves e se recuperaram bem. A vacinação nos abrigos é de fundamental importância, visto que um dos trabalhos realizados nos abrigos é a manutenção da saúde deste grupo e a imunização com a vacina, contra a Covid-19, vai fortalecer nosso trabalho neste processo”, finalizou.

Indígenas venezuelanos são vacinados contra Covid-19 e Teresina (Foto: Semcaspi)

INDÍGENAS RECEPTÍVEIS À VACINA

A coordenadora do abrigo Emater, Lílian Gabriela, ressalta que a vacinação contra a Covid-19 para o grupo indígena vindo da Venezuela é necessária porque muitos já chegaram em Teresina doentes, por falta de atendimento de saúde no país de origem.

“Estamos bastante felizes com esse momento, que tanto aguardávamos, assim como eles também. A vacinação tem sido aceita como esperança na vida, como esperança na Ciência, no SUS. Se para nós, é um cenário desolador estar longe desse contato físico e toda a rotina que tínhamos antes da pandemia, para os Warao, é muito complicado, porque o coletivo é algo que faz parte da sua forma de ver o mundo. É algo que pertence ao sistema sociocultural, na concepção de doença, cura e morte”, relatou.

Indígenas venezuelanos são vacinados contra Covid-19 e Teresina (Foto: Semcaspi)

Prefeitura monta barreiras itinerantes para fazer busca ativa de casos suspeitos de Covid

Através de uma ação conjunta entre a Strans e Guarda Civil Municipal, a Prefeitura de Teresina está montando barreiras itinerantes para verificação de sintomas de Covid-19 em motoristas e passageiros. O objetivo é reforçar o trabalho de busca ativa daqueles que possam estar infectados pelo novo coronavírus. A ação teve início na manhã desta quarta-feira (24) no centro da capital e inclui aferição de temperatura corporal.

As barreiras serão itinerantes, funcionando nos turnos manhã e tarde, e atuarão em pontos estratégicos de grande circulação de pessoas em todas as regiões da cidade. “Buscamos orientar as pessoas para manter o isolamento e também encaminhar aqueles com sintomas para o serviço de saúde”, explica o coronel John Feitosa, comandante da Guarda Civil Municipal.

A ação contará com agentes de trânsito e guardas municipais. Nas abordagens, motoristas e passageiros serão questionados sobre seu estado de saúde e orientados sobre os procedimentos adequados quando apresentarem sintomas da Covid.

A cidade vem registrando aumentos sucessivos nos números de infecções e morte por covid. São 6.065 casos positivos e 294 pessoas já morreram em decorrência do novo coronavírus, segundo dados da Fundação Municipal de Saúde.

Os índices de isolamento social na capital ficaram entre 42% e 51,54% nesta segunda-feira (22), segundo as duas bases de dados utilizadas pela Prefeitura de Teresina para fazer este acompanhamento: a startup InLoco e as operadoras de telefonia celular. O índice ainda está abaixo dos 73%, considerado o mínimo necessário pela Organização Mundial de Saúde para ajudar a conter a disseminação do novo coronavírus.

Guarda Municipal contabiliza mais de 5 mil abordagens para manutenção do isolamento social

A Guarda Civil Municipal já realizou 5.758 abordagens a estabelecimentos comerciais, eventos e outros locais com aglomeração de pessoas com o objetivo de cumprir os decretos que estabelecem as regras do isolamento social. Na noite desta sexta-feira (19), após denúncias via rede social e de vizinhos, a Guarda e a Polícia Militar flagraram 28 pessoas em um sítio no povoado Cacimba Velha.

De acordo com o coronel John Feitosa, a festa clandestina foi marcada pelas redes sociais e no local havia muita bebida alcoólica, aparelho de som e as pessoas aglomeradas. “Foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência por poluição sonora e outro por infração sanitária”, explica.

O coronel afirma que a Guarda Municipal está atenta às denúncias da população que chegam tanto por telefone quanto pelo WhatsApp, e orienta que a população continue seguindo as regras de isolamento social para evitar o aumento no número de casos de Covid-19 na cidade.

“Não é hora de relaxar. Precisamos manter o isolamento social para que possamos diminuir a taxa de infecção da doença. Então, a Guarda Municipal permanece atenta às denúncias que tem chegado, estamos fazendo fiscalização diuturnamente e orientamos a população que siga em isolamento”, finaliza.

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