Semcaspi registra aumento de 160% de famílias cadastradas no Serviço de Acolhimento Familiar Partilhando Cuidado

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio do Serviço de Acolhimento Familiar Partilhando Cuidado, registou um aumento de 160% no número de famílias acolhedoras cadastradas, que têm interesse em acolher provisoriamente crianças e adolescentes, com idades entre 03 a 18 anos incompletos. Atualmente, sete famílias estão acolhendo em suas residências e oito crianças e/ou adolescentes estão recebendo o acolhimento, sendo uma família com dois acolhidos.

Os dados apontam que no início da pandemia da Covid-19, em março de 2020, o Serviço de Acolhimento Familiar Partilhando Cuidado possuía 10 famílias cadastradas, e em abril de 2021, este número aumentou para 26 famílias cadastradas.

Segundo Eliana Lago, secretária da Semcaspi, este serviço, que completou cinco anos em abril, tem contribuído para que crianças e adolescentes possam se sentir acolhidos, até que estes sejam reintegrados à sua família de origem ou encaminhados para adoção.

“O Serviço de Acolhimento Familiar Partilhando Cuidado apresentou um aumento significativo durante a pandemia. Este serviço possibilita que famílias que têm interesse em acolher, recebam em suas residências provisoriamente criança e adolescentes, que por alguma razão judicial estão afastados dos seus pais. O que faz com que estas crianças e adolescentes sejam acolhidos em um ambiente mais saudável e recebam, durante este convívio com a família acolhedora: carinho, cuidados e atenção, com as devidas assistências para as estadias”, esclareceu a secretária.

Apesar da pandemia da Covid-19, que tem impedido o atendimento presencial em muitos seguimentos públicos e privados, o Serviço de Acolhimento Familiar Partilhando Cuidado tem conseguido atuar com os atendimentos às famílias interessadas em acolher crianças ou adolescentes, mesmo no formato virtual.

Para Lorena Batista, coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar Partilhando Cuidado, o Serviço de Acolhimento Familiar Partilhando Cuidado tem conseguido atuar, mesmo no formato virtual, nos atendimentos às famílias interessadas em acolher crianças ou adolescentes, fazendo as devidas orientações, avaliações e o acompanhamento.

“Estamos dando seguimento a este Serviço de Acolhimento e conquistando resultados significativos. O atendimento tem sido feito respeitando as medidas de segurança de combate ao coronavírus. O primeiro contato com a família, que pretende acolher tem sido feito por telefone e as entrevistas são feitas por vídeo-chamadas. É assim que conhecemos a estrutura da residência, quem são os membros desta família e passamos a tomar conhecimento como se estrutura aquela família que pretende acolher”, pontuou.

ACOLHIMENTO ACOMPANHADO

Lorena Batista destaca que este acolhimento é feito seguindo todo um procedimento, que avalia e acompanha como está sendo realizada a estadia destas crianças e adolescentes no ambiente da família acolhedora.

“A nossa preocupação é minimizar os danos que aquela criança ou adolescente, que por alguma razão teve a guarda da família biológica retirada, já passaram. A família que se disponibiliza a acolher deverá seguir todos os requisitos e serão devidamente acompanhadas. Além de todo um acompanhamento psicológico, o Serviço de Acolhimento Familiar Partilhando Cuidado ainda ajuda a custear as despesas da criança ou do adolescente acolhido, durante o período em que este permanecer no convívio da família acolhedora”, ressaltou.

SAIBA COMO SE TORNAR FAMÍLIA ACOLHEDORA

O Serviço de Acolhimento Familiar Partilhando Cuidado consiste em acolher na residência crianças e adolescentes, que estejam afastados da convivência familiar por medida de proteção, recebendo um auxílio financeiro que varia de R$500 a R$ 750.

Para seguir todos os requisitos solicitados pelo Serviço de Acolhimento, a família deve, obrigatoriamente:

-residir na área de abrangência do Serviço de Acolhimento Familiar Partilhando Cuidado, em Teresina (PI);

– ter maioridade legal (21 anos de idade ou mais);

– ter disponibilidade;

-compreender os objetivos do Serviço de Acolhimento Familiar Partilhando Cuidado, isto é, a consciência da provisoriedade do acolhimento;

– não apresentar problemas psiquiátricos;

-não ser dependente de substâncias psicoativas;

– e não responder processo judicial.

Para mais informações, as famílias que têm interesse em se tornar uma família acolhedora, deve entrar em contato com o Serviço de Acolhimento Familiar Partilhando Cuidado, por meio do telefone: (86) 3224-1652 ou do perfil no Instagram @familiaacolhedora1.

 

Semcaspi realiza capacitação online sobre prevenção e enfrentamento do abuso sexual infantil

A Semcaspi, por meio da gerência de Proteção Social Especial (GPSE), vai promover nesta quarta-feira, (10), às 17h, a capacitação online sobre a prevenção e o enfrentamento do abuso sexual infantil. O evento acontecerá no formato virtual, pelo aplicativo Meet, devido à pandemia da Covid-19.

A capacitação é intitulada “Prevenindo e enfrentando o abuso sexual – Discutindo formas de prevenir e enfrentar o abuso sexual infantil à luz do ECA e demais legislações vigentes” e será ministrada pela escritora Anna Luiza Calixto, que é fundadora do Projeto Social “Os Cinco Passos”.

Segundo Francíana Beleénse, coordenadora das Ações Estratégicas do Programa de Enfrentamento ao Trabalho Infantil- (Aepeti), a ideia da capacitação sobre a prevenção e o enfrentamento do abuso sexual infantil foi pensada devido à Organização das Nações Unidas (ONU) ter estabelecido que 2021 seria o ano internacional para a eliminação do trabalho infantil.

“Em Teresina, como parte deste enfrentamento, vemos a necessidade de pautar na sociedade e também com o poder público em geral sobre a importância de proteger nossas crianças e adolescentes das piores formas de trabalho infantil, sendo a questão do abuso e a exploração sexual a pior delas”, esclareceu.

Francíana Beleénse conta que durante a capacitação serão levantados temas, como: autonomia corporal, o direito de dizer não, a não culpabilização da vítima, os limites de cada corpo e a diferenciação do contato afetuoso para o toque abusivo.

“Tudo isso a gente vai pautar a partir do panorama histórico cultural trazido pelo próprio estatuto da criança e do adolescente. A violência sexual infantojuvenil, geralmente, começa dentro de casa e por isso há muita inibição para que esta violação chegue até autoridades”, pontuou.

Literatura como ferramenta contra o abuso sexual infantil

A escritora Anna Luiza Calixto, que é a palestrante da capacitação, tem utilizado a literatura como ferramenta de combate ao abuso sexual infantil. Com linguagem acessível e dinâmica, Anna Calixto, tem lutado, desde 2008, pelos direitos e vozes da infância. Dentre os livros da autoria de Anna Luiza Calixto estão: o livro recém-lançado “Bem me quer, mal me quer” e “Pronto ou não, lá vou eu”.

Anna Luiza Calixto é colunista do portal “Rede Peteca”, assinando a Coluna “Quem tem boca vai à luta” e representante do estado de São Paulo no Comitê Nacional de Adolescentes pela Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (CONAETI). Além disto, ela é cientista social em formação pela Universidade Federal de São Paulo e consultora em políticas públicas para a rede de proteção.

INSCRIÇÃO

Para ter acesso à capacitação, os interessados devem se inscrever por meio do link: https://forms.gle/6Cwek5hpziSKFD5p8 e acompanhar a capacitação por: https://meet.google.com/yfx-ugrc-odf

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