Semcaspi fecha parceria para promover acessibilidade e inclusão inovadoras

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) fechou parceria com a ONG Comradio para a implementação do projeto Mulheres de Visão. O projeto consiste em colocar placas com QR Code explicativas sobre os espaços da secretaria, facilitando a orientação dentro do órgão, para melhorar a acessibilidade de uma forma inovadora e focada, em especial, para as pessoas com deficiência visual.

Segundo o secretário da Semcaspi, Allan Cavalcante, a parceria significa um avanço na política de inclusão da pessoa com deficiência e melhor atendimento para quem busca os serviços da secretaria. A expectativa é de que ele seja implantado até o final do ano em vários ambientes.

“Essa simples atitude de colocar um QR Code em alguns espaços vai fazer total diferença na vida desses usuários. Aqui, atendemos, diariamente, desde a pessoa com algum tipo de deficiência física até a pessoa com deficiência visual. Todas essas pessoas, a partir desta ferramenta, digamos assim, vão poder ter uma melhor descrição do espaço e poder ter um certo conforto e segurança no trafegar destes espaços”, disse Allan Cavalcante.

O presidente da ONG Comradio e coordenador do Mulheres de Visão, Iraildo Mota, afirma que a parceria é estratégica e deve facilitar a acessibilidade. Além disso, também haverá um programa de treinamento, o Jornada da Acessibilidade.

“Ele consiste no uso de tecnologias aliadas para atender às pessoas com deficiência visual de uma forma extremamente inovadora, que não tem em lugar nenhum nesse país, nem do mundo, fazendo com que essas pessoas com deficiência visual, quando chegarem na Semcaspi, sejam acolhidas de uma maneira diferenciada, tendo a descrição daquele espaço, gerando confiança, gerando respeito”, afirma Iraildo Mota.

O projeto também obedece ao que diz a Lei Brasileira de Inclusão. O processo é de fácil manuseio, basta apontar o celular para o QR Code, mas, antes de ser implementado no ambiente, é preciso um diagnóstico do local, suas características.

“Vamos fotografar todos os ambientes, trazer uma equipe técnica para olhar os espaços, a partir disso, a gente faz os roteiros de cada um desses espaços, traz acessibilidade e passa para as mulheres cegas que fazem a oitiva disso para saber se está legal e aplica as placas de QR Code com uma voz adequada para o ambiente, para o negócio, para o espaço”, disse o coordenador do projeto.

Gerentes de unidades da Semcaspi participam de treinamento sobre Acessibilidade e Inclusão

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) participou nesta sexta-feira, (10), no auditório do Centro de Apoio Pedagógico às Pessoas com Deficiência Visual (CAP), no bairro Monte Castelo do Treinamento sobre Acessibilidade e Inclusão. A iniciativa tem a parceria da Escola Técnica de Comunicação (Comradio), por meio do Projeto Mulheres de Visão.

 

Segundo Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, o treinamento é importante para refletir sobre como acontece o atendimento voltado para pessoas com deficiência.

 

“Nós estamos aqui dando esse pontapé para capacitar e qualificar todas as pessoas que estão na Semcaspi, especialmente, as pessoas que estão nos CRAS, nos CRES, que é a porta de entrada para receber esse público com deficiência. Hoje, a gente está aqui capacitando e qualificando para poder acolher e a atender melhor essa população que tanto precisa da gente”, ressaltou.

Iraildon Mota, presidente da ONG Comradio, explica que o treinamento tem como objetivo promover uma experiência sensorial, inclusiva e acessível para que as pessoas que atendem diretamente pessoas com deficiência possam entender os desafios e as necessidades deste público.

 

“Com esse treinamento, a prefeitura dá o sinal e estende a mão para a possibilidade de refletir realidades. Refinar as pessoas para poder atender melhor essas pessoas é um sinal de muito respeito, primeiro, e claro, de cumprimento da lei, porque a lei exige que todos os órgãos públicos tenham acessibilidade de fato. Mas além disso eu acho que é um sinal de solidariedade, é um sinal de compromisso com essa causa que é de todas nós, não só da Prefeitura, mas de todas as pessoas que participam de alguma forma da cidade”, garantiu.

 

Camila Moraes, Palestrante do Projeto Mulheres de Visão, conta que qualquer pessoa pode necessitar de acessibilidade, mesmo que temporária, e que os atendimentos nas iniciativas públicas e privadas precisam treinar suas equipes.

 

“Eu sou uma das escolhidas do Projeto Mulheres de Visão e vamos dar um treinamento para a Semcaspi, com o tema “Acessibilidade e Inclusão”. O objetivo é que a gente consiga promover uma capacitação para fazer com que os servidores atendam as pessoas com deficiência de forma padronizada ou uniformizada. Isso com acessibilidade, com sensibilidade e empatia, entendendo as necessidades e as limitações impostas pela deficiência”, reforçou.

 

ATENDIMENTO EMPÁTICO

 

Para Mateus Rodrigues, gerente do CRAS Sul IV, o treinamento é importante por refletir a necessidade da construção da empatia para que o atendimento possa ser concluído de forma digna.

 

“É muito importante que esse treinamento faça com que a gente que está na ponta consiga atender essas pessoas de forma respeitosa e acessível, para que estas adentrem os serviços das unidades. Pode ser que com o despreparo a gente possa pontuar coisas erradas e pode tratar de forma não empática. É importante debater realidades e as situações apresentadas pelos nossos públicos”, destacou.

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