Prefeitura de Teresina debate sobre famílias alagadas na Câmara Municipal

As secretarias da Prefeitura Municipal de Teresina (PMT), envolvidas com ações do estado de calamidade pública do período chuvoso em Teresina, participaram na manhã desta terça-feira, (12), de uma audiência pública na Câmara Municipal de Teresina. A pauta, de autoria do vereador Markim Costa, debateu sobre a situação das famílias alagadas pelas chuvas intensas do Bairro Mafrense, zona Norte.

O debate envolveu a Prefeitura Municipal de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh), da Secretaria Municipal de Defesa Civil; e da Superintendência de Ações Administrativas Descentralizadas Norte (SAAD/Norte); além da Defensoria Pública do Estado.

Segundo Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, a Prefeitura tem atuado com o recurso próprio atendendo de forma intensa todas as famílias atingidas pelas enchentes.

“É impossível com um pouco mais de um ano de gestão, solucionar um problema que é histórico que assola a cidade por mais de três décadas. No entanto, quero também registrar o entusiasmo, que ainda este ano a gente possa dar passos largos, com relação a esta problemática das enchentes. Nós estamos atuando com a mesma estrutura que tínhamos, antes das enchentes, conseguindo atender todas as demandas. Só nos três primeiros meses deste ano, já investimento 650 mil reais com o Programa Cidade Solidária”, pontuou.

Edmilson Ferreira, secretário da Semduh, reforça que um dos principais problemas que a Prefeitura enfrenta é atuar sem o apoio do poder Estadual e Federal.

“Nós temos problemas e falta de recursos. A Prefeitura, com esta situação dos alagamentos, está sozinha! Nós recebemos apoio do Estado, apenas com o Corpo de Bombeiros. O poder Federal veio aqui, fez foto e foi embora. Eu entendo a angústia das famílias, mas a prefeitura, através dos seus órgãos tem feito o possível para ter a melhor atuação”, pontuou.

Para Neide Carvalho, Federação das Associações de Moradores, o debate sobre a situação das famílias alagadas deve haver resultados concretos e serem executados de forma efetiva.

“O que nós vivenciamos lá, no Rabo da Cobra, no Bairro Mafrense, foi uma situação que realmente pegou a gente de surpresa, porque aconteceu no mês de dezembro, no início das chuvas. Foram erros que vemos ao longo dos anos! O Rabo da Cobra é um modelo de que quando a gente quer, a gente faz, porque houve a inundação, mas logo após a pressão da comunidade para o poder público, as bombas foram consertadas e reativadas e houve uma limpeza imediata. Não podemos jogar toda a culpa na Comunidade, que não tem acesso à educação, formação e nem as informações”, pontuou.

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