A Casa de Passagem do Migrante foi inaugurada nesta quinta-feira, (02), no Bairro Memorare, zona Norte de Teresina, e vai receber cerca de 14 famílias indígenas venezuelanas, de etnia Warao. A partir de segunda-feira, (06), às famílias cadastradas serão transferidas dos abrigos para a Casa de Passagem do Migrante.
A nova estrutura é fruto de uma parceria do Governo Estadual e Municipal, como: Secretaria Estadual da Assistência Social (Sasc); Secretaria de Estado da Educação (Seduc); e a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).
De acordo com Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, a Casa de Passagem do Migrante tem como objetivo receber os migrantes, que chegam até a cidade, oferecendo acolhimento, acompanhamento e inclusão social.
“É uma parceria que deu muito certo. Tendo em vista que as secretarias, Semcaspi e Sasc estão unidas para a política de assistência social dos migrantes, especialmente, com os venezuelanos. Vamos trazer para esta casa alimentação, material de higiene e limpeza e a Sasc vai entrar com a questão operacional. São serviços oferecidos de responsabilidade do Governo do Piauí e da Prefeitura de Teresina”, ressaltou.

Segundo Zé Santana, secretário da Sasc, a Casa de Passagem é para pessoas em trânsito e até para quem esteja residindo em Teresina, sem abrigo e em condições de vulnerabilidade social.
“Na Casa de Passagem, estas pessoas encontraram não apenas a assistência para acomodação, mas também em parceria com outros órgãos, tal como a Semcaspi, saúde e educação. Temos uma equipe técnica para recepcionar e dar os devidos encaminhamentos necessários, para proporcionar a mínima dignidade, como: acompanhamento de psicólogos, assistentes, brinquedoteca para as crianças, cursos profissionalizantes, aulas de português”, citou.
Ellen Gera, secretário da Seduc, destaca que houve duas grandes contribuições da Educação Estadual: o prédio, que era uma antiga escola; e também a oferta da educação pública.
“Estamos cedendo o prédio para servir de abrigo, mas é muito mais que apenas abrigo, aqui teremos acolhimento e também educação. Nós iremos trazer para os migrantes a nossa educação pública da rede estadual, tanto Educação de Jovens e Adultos (EJA), como a alfabetização. Também teremos a capacitação profissional, visando a integração dos migrantes que estão na nossa capital e no estado para que eles se sintam incluídos”, pontuou.

VENEZUELANOS QUEREM TRABALHAR
Para Plácido, 48 anos, indígena venezuelano, as famílias venezuelanas são gratas ao novo projeto e que pretende se aperfeiçoar em uma profissão. “Nós só temos que agradecer ao poder estadual e municipal. Nós precisamos trabalhar, porque na Venezuelana, todos trabalhávamos, com a colheita de frutas e artesanatos. Então, precisamos deste apoio”, comentou.
