Crianças da Casa Reencontro ganham viagem de lazer ao litoral

“Vivemos um final de semana de muita felicidade. Ver a alegria e emoção no olhar das crianças nos motiva a ir além”. Assim, Marina Pinheiro, gerente da Casa de Acolhimento Reencontro, descreve a ação realizada no último final de semana. A atividade levou as crianças acolhidas no espaço para um final de semana de lazer no litoral piauiense.

A ação ocorreu entre os dias 9, 10 e 11 de outubro. Durante a viagem, foram realizados passeios nas praias, em pontos turísticos de Parnaíba, além de um momento de lazer em um parque aquático. “A viagem foi um momento único para as crianças. Momento que percebemos uma alegria indescritível no olhar de cada uma delas. Buscamos, junto com os voluntários, assegurar essa convivência comunitária, que muitas vezes é difícil, devido à rotina de trabalho da instituição”, acrescenta Marina.

A atividade foi fruto de um projeto voluntário denominado ‘Pegando Onda’, realizado por uma igreja na capital. Cerca de 50 pessoas, entre funcionários e voluntários, participaram do passeio turístico. A Casa de Acolhimento Reencontro abriga crianças de 0 a 12 anos incompletos, que tiveram a integridade física e afetiva comprometida devido à violação de direitos.

A instituição atualmente acolhe 34 crianças e é administrada pela Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi). Os encaminhamentos para a Casa Reencontro são realizados por meio do Conselho Tutelar, Polícia Militar e 1ª Vara da Infância e Adolescência. A instituição está localizada na Rua Professor Odilo Ramos, 1501, bairro Morada do Sol. O telefone para contato é 3232-7929.

Apadrinhamento: projeto constrói laços afetivos entre sociedade e crianças acolhidas institucionalmente

A infância é a fase em que as relações sociais devem ser fortalecidas, com respeito e cuidado, para um desenvolvimento saudável. Mas quando ocorre uma ruptura nesse processo, pode ser necessário o acolhimento institucional. Nesse momento, a vinculação afetiva com um grupo familiar pode ser criada através do projeto Apadrinhamento, da Prefeitura de Teresina.

O projeto propicia a construção de laços afetivos que darão suporte emocional para o futuro das crianças acolhidas na Casa de Acolhimento Reencontro. O padrinho ou a madrinha não assumem um compromisso legal de guarda ou adoção, mas, sim, uma obrigação moral de colaborar com a criança em suas necessidades materiais, afetivas ou psicológicas.

“A necessidade de uma afiliação subjetiva é vital e constitutiva para a saúde mental de crianças e adolescentes. Uma nova experiência de afiliação possibilitará a quebra do sentimento de abandono e a recuperação da autoestima, pela oportunidade de ter sido eleito por alguém como depositário de investimentos de afetos e cuidados”, destaca Marina Pinheiro, gerente do Reencontro.


Como participar

O apadrinhamento abrange duas modalidades: o provedor e afetivo. No primeiro caso, cabe ao padrinho ou madrinha realizarem contribuições financeiras e/ou materiais. Já o apadrinhamento afetivo prevê um período mínimo de 12 meses, com 4 horas semanais dedicadas ao afilhado ou afilhada.

Cada padrinho e madrinha pode apadrinhar até duas crianças, na modalidade afetiva, podendo organizar passeios no final de semana, viagens, aniversários, visitas, entre outras atividades que propiciem o desenvolvimento das habilidades sociais, da identidade, da autonomia, bem como o acesso à cultura e lazer. Já na modalidade provedor, não há delimitação de quantidade.

O interessado a ser padrinho ou madrinha preenche um cadastro com dados pessoais e escolhe a forma de apadrinhamento que deseja realizar (afetivo e/ou provedor), especificando o período pretendido, atenção, a forma/horário de contribuição com o desenvolvimento da criança, ou ajuda material.

Crianças da Casa de Acolhimento Reencontro ganham dia de diversão em parque

Um sorriso de orelha a orelha e muita energia para brincar. Foi assim a noite da última quarta-feira (01) para 18 crianças da Casa de Acolhimento Reencontro. Elas receberam, de um parque de diversão instalado na capital, a cortesia de se divertir nas atrações de forma gratuita. A atividade aconteceu de 18h às 21h.

“As crianças ficaram extremamente felizes, realizadas. Com gratidão enxergarmos um brilho no olhar de cada uma delas. Elas interagiram bastante com outras crianças e também com os filhos dos padrinhos, que também participaram da atividade, pois são referência de ensinamento, amor e zelo para seus afilhados”, comenta Marina Pinheiro, gerente da Casa de Acolhimento.

Os padrinhos são pessoas da sociedade civil que se inscrevem no projeto de apadrinhamento, levando as crianças aos finais de semana para suas casas e, assim, proporcionam um momento de lazer, troca de cultura e vivências em família. Além dos padrinhos, os funcionários da Casa de Acolhimento Reencontro também participaram da atividade, que envolveu cerca de 30 pessoas.

A ação se deu após solicitação da gerente da Casa de Acolhimento ao gerente do Parque, que prontamente atendeu a solicitação. “Ficamos motivados a solicitar, pois compreendemos a importância da convivência comunitária, interação com outras pessoas, para as crianças que estão institucionalizadas”, destaca Marina.

A Casa de Acolhimento Reencontro abriga crianças de 0 a 12 anos incompletos, que tiveram a integridade física e afetiva comprometidas devido à violação de direitos. Os encaminhamentos para a Casa Reencontro são realizados por meio do Conselho Tutelar. A instituição está localizada na Rua Professor Odilo Ramos, 1501, bairro Morada do Sol.

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