BPC na Escola: SEMCASPI reforça equipe para identificar barreiras que afastam crianças e adolescentes com deficiência das salas de aula

BPC na Escola: SEMCASPI reforça equipe para identificar barreiras que afastam crianças e adolescentes com deficiência das salas de aula | Foto: Ascom/SEMCASPI

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASPI), iniciou novas contratações para fortalecer a aplicação dos questionários do programa BPC na Escola, uma iniciativa do Governo Federal realizada em parceria com os municípios. O objetivo é entender os motivos que têm levado crianças e adolescentes com deficiência a deixarem a escola ou enfrentarem dificuldades para permanecer no ambiente escolar.

Ao todo, 30 profissionais foram aprovados no processo seletivo realizado pela secretaria. Neste primeiro momento, 15 já estão sendo convocados para atuar diretamente na aplicação dos questionários do programa em Teresina.

Atualmente, Teresina possui 5.048 questionários referentes a crianças e adolescentes, de 0 a 18 anos, que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e que, em algum momento, interromperam os estudos ou estão fora da escola.

De acordo com a assistente social e técnica de apoio à Gerência de Proteção Social Básica (GPSB), Guadalupe Veloso, o trabalho vai além da coleta de informações. “O objetivo é realmente conhecer as barreiras que impedem esse público de permanecer ou até mesmo de ser inserido na escola. A partir disso, as famílias passam a ser acompanhadas e os dados ajudam na construção de políticas públicas mais efetivas”, destacou.

O secretário executivo do SUAS, Douglas Cipriano, ressaltou que o reforço das equipes demonstra o compromisso da gestão municipal em ampliar o acompanhamento das famílias e garantir mais efetividade nas políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência. “Essas contratações fortalecem o trabalho da assistência social e garantem que possamos chegar a mais famílias, entender suas necessidades e atuar de forma mais próxima e humanizada. É um compromisso da gestão fortalecer as equipes e assegurar que esse público tenha acesso aos seus direitos”, afirmou.

A iniciativa funciona em duas etapas: primeiro, é realizada a aplicação dos questionários junto às famílias; em seguida, os casos identificados passam por acompanhamento social, buscando fortalecer o retorno e a permanência dessas crianças e adolescentes na escola.

Além da questão educacional, o programa também permite compreender a realidade social das famílias atendidas, identificando situações de vulnerabilidade que precisam de atenção do poder público. A proposta é integrar diferentes áreas, como assistência social, educação e saúde, para garantir mais inclusão e acesso a direitos.

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