Semcaspi leva ações ao projeto Defensoria Pop Rua no Clube dos Diários

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) participou como parceira do Projeto Defensoria Pop Rua, promovido pela Defensoria Pública do Piauí. A ação acontece nesta terça-feira, (10), de 8h às 13h, na Galeria de Artes do Clube dos Diários, no Centro de Teresina.
O Projeto Defensoria Pop Rua tem como objetivo oferecer à população em situação de rua serviços de cidadania e saúde, tais como: orientações da Pública; emissão da primeira e segunda via do RG; Cadastro Único; teste rápido de HIV e sífilis; vacinação, especialmente da Covid-19.
Segundo o secretário da Semcaspi, Allan Cavalcante, este projeto é mais uma parceria de sucesso entre Semcaspi e Defensoria Pública do Piauí.
“A parceria com a Defensoria Pública vem dando frutos. Nós já temos uma parceria com o Programa Teresina Cuida de Você. Hoje, participamos do Projeto Defensoria Pop Rua, que a Defensoria Pública está promovendo para à população em situação de rua. Nós da Semcaspi estamos trazendo os serviços dos Agentes de Proteção Social (APS) e também o CadÚnico para a população em situação de rua”, destacou.
Para Patrícia Monte, coordenadora do Projeto Defensoria Pop Rua, esta é a nossa segunda ação aberta para à população em situação de rua.
“A ideia de estarmos no Clube dos Diários é estar perto deste público extremamente vulnerável, que precisa de uma busca ativa dos órgãos públicos para ter direito à cidadania. É importante ressaltar que a sociedade civil pode sim ser uma grande parceria, ao localizar uma pessoa em situação de rua, nos informando por meio dos nossos contatos as informações básicas daquela pessoa localizada”, pontuou.
Francisco Brito, é uma pessoa em situação de rua, 56 anos, acredita que ações como estas são importantes porque aproximam o público que mais precisa destes serviços.
“Eu aproveitei esta ação e já tirei meu RG e tomei a terceira dose da vacina. Isso facilita demais a nossa vida”, comentou.
A iniciativa conta com a parceria, além da Semcaspi, da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Secretaria de Segurança Pública com o Instituto de Identificação e a Faculdade Maurício de Nassau.
ATENDIMENTO
Para informar aos órgãos públicos, ao se deparar com uma pessoa que esteja em situação de rua, é  importante acionar a Semcaspi, por meio do Centro Pop (86) 995595161; e a Defensoria Pública do Piauí, por meio do Whatsapp (86) 994261053.
É importante repassar aos órgãos de atuação com este público informações sobre a pessoa em situação de rua, como: o nome completo, filiação, data de nascimento e local de nascimento.

 

Semcaspi amplia em 87% atendimentos a população em situação de rua

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio do Centro de Valorização para a População em Situação de Rua (CVPSR), promoveu, no primeiro trimestre do ano, 4.153 atendimentos a população em situação de rua. Este número aponta para um aumento, quando comparado ao mesmo período do ano passado, com 2.225 atendimentos.

Com o Centro de Valorização para População em Situação de Rua, inaugurado em agosto do ano de 2021 e reuniu os todos serviços já oferecidos para este público, foram contabilizados 1.928 atendimentos a mais, em relação ao primeiro trimestre de 2021, o que representa um aumento em 87% nos atendimentos.

Segundo Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, estes números são resultados do trabalho realizado, dos serviços e da estrutura oferecida no Centro de Valorização para a População em Situação de Rua.

“O nosso prefeito, Dr. Pessoa, tem um olhar sensível para esta população e este projeto, colocado em prática, gerou sim resultados satisfatórios. Na nova unidade, são oferecidos os mesmos serviços que já eram disponibilizados para a população de rua, porém, com acréscimos de outros serviços e melhor estrutura. Antes do funcionamento da unidade, os serviços ficavam descentralizados e uns distantes do outro, o que dificultava o acesso, além da estrutura precária”, esclareceu.

Allan Cavalcante explica que o Centro de Valorização para a População em Situação de Rua veio para humanizar o atendimento, com equipe especializada e estrutura adequada para as necessidades deste público.

“O prédio foi adequado para atender ao máximo as necessidades da população em situação de rua. Seja com atendimentos referentes a encaminhamentos, seja para acolhimentos. A proposta foi humanizar o tratamento oferecido a este público já tão vulnerável, oferecendo refeições, banhos, espaços para lavar roupas, dormitórios confortáveis e climatizados. Para os acolhidos da Casa do Caminho, a gente oferece momentos de lazer, com cinema e oficinas, e sete refeições ao longo do dia, o café da manhã, almoço, janta e os lanches entre estas principais refeições”, pontuou.

ATENDIMENTO EM DADOS

Os dados são da Gerência de Proteção Social Especial (GPSE) divulgados nesta quinta-feira, (07), que registrou os atendimentos realizados, exclusivamente, para a população em situação de rua.

O Centro de Valorização para População em Situação de Rua registrou, de janeiro a março deste ano, um total de 4.153, sendo: 1.239 atendimentos no Centro Pop fez; 107 no Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS); 75 acolhimentos na Casa do Caminho; e 2.732 encaminhamentos gratuitos para o Restaurante Popular de Teresina. Já em 2021, com as unidades descentralizadas, foram 2.225 atendimentos: 439 no Centro Pop; 141 no SEAS; 1.570 encaminhamentos gratuitos para o Restaurante Popular de Teresina.

Prefeitura de Teresina vai reformar 20 Centros de Convivência para melhorar atendimento

A Prefeitura Municipal de Teresina (PMT) esteve reunido, nesta quarta-feira (23), no Salão Nobre, com a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) para debater as demandas dos 20 Centros de Convivência. Dentre as necessidades, estão: reformas estruturais e recursos para as atividades realizadas ao longo do ano.

Segundo o Prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, a reunião foi produtiva, com debates saudáveis e importantes, que serão tratados com soluções adequadas.

“As reivindicações de melhorias para os Centros de Convivência são mais do que justas. O ano passado foi um ano muito difícil, mas autorizei que estas questões de infraestrutura, de pessoal, de alimentação, sejam resolvidas a partir de hoje. Vamos olhar as leis, mas vamos olhar também o coração para ajudar estes nossos irmãos, que estão em situação mais vulnerável”, pontuou o prefeito.

Para Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, as principais demandas dos Centros de Convivência são estruturas herdadas de gestões anteriores, que se encontram em situação caótica e deplorável.

“A reunião foi pautada dentro da democracia. O prefeito já autorizou todas as demandas que foram levantadas. A partir de hoje estaremos com uma força tarefa para poder fazer o levantamento daquilo que é necessário e amanhã já começamos a executar tudo o que foi levantado por parte dos usuários”, garantiu Allan Cavalcante.

Socorro Bento, coordenadora do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), explica que os próprios usuários apresentaram as demandas dentro dos centros.

“O Prefeito Dr. Pessoa ouviu e vai atender, na medida do possível, as demandas das idosas e idosos, que são usuários dos Centros de Convivência, localizados em todos os territórios de Teresina. Estes idosos explicaram as necessidades dos centros, como: alimentação, estrutura física e questões profissionais. É muito bom quando uma gestão está disposta a ouvir os usuários dos serviços, assim se entende de quem participa e é mais fácil de as solicitações serem concretizadas”, ressaltou.

USUÁRIOS APROVAM ATIVIDADES

Dentre as usuárias do Centro de Convivência Marly Sarney está a idosa, Joaquina Barbosa, que relata ter melhorado a interação com a família, após participar dos grupos de atividades. “Havia desenvolvido uma depressão, mas no Centro de Convivência fui muito bem recebida. A princípio, busquei ajuda psicológica, mas me espantei que além desta ajuda, tive a oportunidade de participar de diversas atividades, como educação física, a partilha da merenda que é importante. Já cantei, dancei, recitei poesia, me maquiei e me fantasia.”, comentou.

Maria das Graças, usuária do Centro de Convivência Cajueiro, aponta que dentre as demandas estão visitas aos pontos turísticos, criação do coral, material didático e mais oferta de lanches.

“Eu fui levada por uma amiga para o Centro de Convivência. Eu fui, mas fui sem fé. Quando cheguei lá, eu me deparei com coisas maravilhosas. Tive início de depressão e ansiedade, mas hoje eu sou uma pessoa alegre e brincalhona. Eu brigava quase todos os dias com meu marido e hoje é uma paz na minha casa. O Centro Convivência para mim significa: saúde mental, saúde física, reduz a ansiedade, previne a depressão, ajuda a convivência social, e também em conhecimento de direitos e deveres”, destacou Maria das Graças.

Aumenta atendimento de assistência social para população de rua

A Prefeitura Municipal de Teresina (PMT), por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), promoveu um total 8.040 atendimentos de assistência social, de janeiro a agosto deste ano, segundo dados divulgados pela Gerência de Proteção Social Especial (GPSE). Os atendimentos ofertados são: do Centro Pop, Casa do Caminho, Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas) e o Restaurante Popular de Teresina.

O Centro de Valorização para População em Situação de Rua, que foi inaugurado em agosto deste ano, em apenas um mês de funcionamento, ampliou o atendimento, contabilizando um total de 1.327, sendo que em julho, foram 978 atendimentos.

De acordo com o secretário da Semcaspi, Allan Cavalcante, a proposta do Centro de Valorização para População de Rua é ampliar e melhorar os serviços ofertados a este público.

“Esta unidade é algo inovador no país. Teresina é a única capital que tem um Centro de Valorização para População de Rua. Reunimos nesta unidade serviços já existentes e melhoramos o atendimento, como o Centro Pop, a Casa do Caminho e o Serviço de Abordagem Social, para que possam prestar estes atendimentos de forma centralizada e em um espaço equipado e acessível a este público. Agora, eles têm um espaço para tomar banho, fazer uma refeição, a lavanderia e em breve vamos disponibilizar espaços para pós-alta médica”, explicou.

Allan Cavalcante ressalta que dentre as assistências sociais prestadas para a população em situação de rua é a refeição no Restaurante Popular de Teresina, de forma gratuita, para os encaminhados pelo Centro de Valorização.

“Mesmo com a pandemia da Covid-19, o Restaurante Popular de Teresina não desassistiu a população em situação de rua. Havia fechado para o público geral, no entanto, em agosto, reabrimos normalmente, com a refeição gratuita para a população em situação de rua e com um preço reduzido para o público em geral, de R$2,50 passou a ser R$2,00. Com um cardápio variado, balanceado e mais nutritiva”, pontuou.

Acompanhamento Integral

Edson Araújo, gerente da Casa do Caminho, explica que a Casa do Caminho é configurada, legalmente, como casa de passagem, no entanto, a união e inclusão de novos serviços em plena pandemia, a unidade de acolhimento passou a atender de forma mais próxima e integral a população em situação de rua.

“A Casa do Caminho é uma casa de passagem que funciona 24h. Dentro do espaço interno temos quartos com divisão por grupos, como: grupos com necessidade especial, como por exemplo, pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosos, que são acompanhados por cuidadores e enfermeiros; e os grupos com autonomia. Todos subdivididos em espaços masculinos e femininos. A novidade é o quarto social, destinado a população LGBTQIA+. Na Casa do Caminho ofertamos: cinco refeições diárias, banheiros e produtos para higienização pessoal, serviço de repouso, além de atividades socioeducativas, como cinemas, jogos recreativos, alfabetização, tudo para que possam enveredar no processo de saída das ruas”, esclareceu.

Acolhimento transforma vidas

Joelson Oliveira, 33 anos de idade, conta sobre a experiência de sair das ruas de Teresina e ser acolhido pelo Centro de Valorização para População em Situação de Rua, com a sua esposa, Luziana Conceição, que está gestante de oito meses.

“Eu estava na rua com minha esposa e não tenho condições para sair dela agora, por vários motivos. Estamos acolhidos no Centro de Valorização. Aqui, tenho sido bem acolhido, não é apenas um local para dormir e comer, tem um objetivo principal, que é transformar vidas. O acolhimento é importante até a pessoa se preparar para estar de volta a sociedade e ter um emprego”, relatou, que já está há quatro dias acolhido pelo Centro de Valorização.

Segundo Jéssica Nayara, 30 anos de idades, há dois anos reside na Casa do Caminho e se sente acolhida na unidade. “A Casa do Caminho representa tudo para mim. É paz, alegria, amor e harmonia. Gosto muito daqui. Sinto-me muito acolhida”, conta.

Abordagem social não é compulsória

A gerente do Centro Pop, Lidiane Oliveira, reforça que o Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS) atua por meio do mapeamento nos territórios pelos Agentes de Proteção Social (APS) e também a partir de denúncias recebidas no Centro de Valorização e unidades e nos Creas, para que sejam feitas as abordagens e os devidos encaminhamentos.

“É importante destacar que o espaço da rua é público, onde as pessoas têm o direito de ficar. Nós, enquanto poder público, ofertamos os serviços para os usuários, e acima de tudo, devemos respeitar a autonomia dos usuários, se eles não desejar sair da rua, nós não podemos forçar. A Política Pública não tem o papel de polícia e nós temos que desconstruir essa lógica de sanitarização das ruas, é uma coisa que já aconteceu e que não pode acontecer. O que temos que garantir a eles é o direito e uma qualidade de vida melhor, mesmo estando na rua”, pontuou.

Semcaspi expediu mais de 7.300 cartões do Passe Livre no ano de 2020

Mesmo com a pandemia da Covid-19, a Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), expediu 7.334 cartões do Passe Livre, no período de janeiro a dezembro de 2020. Os cartões Passe Livre garantem a gratuidade no transporte público de Teresina para idosos e pessoas com deficiências.

Segundo os dados do Núcleo de Cidadania da Semcaspi, no ano de 2020, foram contemplados com o cartão Passe Livre, tanto de 1ª via, quanto de 2ª via, 4.635 idosos e 2.699 pessoas com deficiências.

De acordo com a secretária da Semcaspi, Eliana Lago, mesmo com a pandemia da Covid-19, os números de expedição do Passe Livre são considerados satisfatórios, tendo em vista os cinco meses de atividades suspensas.

“Nos meses de fevereiro e março de 2020, que antecederam a pandemia, a gente percebe um número bem elevado de expedição de cartões do Passe Livre. Só em fevereiro, foram 1.913 e março 1.491. Com retorno das atividades, o número caiu significativamente. E em setembro, foram apenas 761 expedições de cartões. Já em dezembro, foram 802 expedições, sendo o mês com maior percentual de expedição do Passe Livre registrado no segundo semestre do ano”, esclareceu a secretária.

Para a secretária Eliana Lago, a proposta para o ano de 2021 é aumentar este número, possibilitando que o público-alvo, os idosos e pessoas com deficiências, seja contemplado de forma mais ampla.

“Pretendemos ampliar este número e estamos fazendo os atendimentos com base nos protocolos de segurança contra a Covid-19 para eliminar as chances de transmissão da doença entre nossos assistidos. Na gestão do Doutor Pessoa, o cuidar das pessoas tem sido uma das principais metas e vamos seguir esta proposta com muita responsabilidade”, ressaltou.

O aposentado Domingos Lima, 67 anos, morador do Bairro Poti Velho, zona Norte, conta que, apesar de preferir andar de bicicleta, o benefício ajuda bastante quando precisa se deslocar para lugares mais longes de sua região.

“Eu adoro andar na minha bicicleta, mas claro que têm locais muito longe que não dá para ir pedalando. O Passe Livre melhora e muito a nossa vida. Ainda mais em um momento de crise como este que estamos vivendo”, destacou.

Saiba como expedir a carteira do Passe Livre

Os interessados em obter o benefício do Passe Livre devem se dirigir a uma das 19 unidades do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), apresentando o RG, CPF e comprovante de residência. O público-alvo é de idosos a partir de 65 anos, e pessoa com deficiências.

Para as pessoas com alguma deficiência, seja física, auditiva, intelectual ou mental, visual ou múltipla, além dos documentos, como: RG, CPF e comprovante de residência, deve apresentar o laudo médico, que comprove a deficiência e ter renda familiar per capita de até um salário mínimo a meio salário por pessoa.

Em seguida, o solicitante, que preencher aos requisitos necessários para obter o benefício, terá o atendimento agendado pelo CRAS, para a expedição da carteira do Passe Livre, na sede da Semcaspi, que fica localizada na Rua Álvaro Mendes nº 861 (Centro/Sul).

Tecnologia é aliada no atendimento às crianças com deficiência durante pandemia

A rede socioassistencial de Teresina reformulou os atendimentos de vários serviços e tem utilizado a tecnologia como aliada nas atividades. É por meio do telefone celular que os profissionais das unidades de Centro-Dia de Referência para pessoas com deficiência têm dado continuidade aos seus trabalhos e sendo suporte às famílias durante a crise.

Tâmara Narrara, coordenadora da unidade “Saber Cuidar”, explicou que os atendimentos sofreram modificações ainda no início da pandemia. Segundo ela, a equipe técnica fez visitas domiciliares para conhecer a realidade de cada família e distribuiu cestas básicas. A coordenadora afirma que o acompanhamento às crianças e famílias é essencial e, por isso, o corpo multiprofissional tem dado toda assistência às famílias de forma remota.

“A gente tem mantido os atendimentos e reforçando a importância do cuidado devido às crianças serem do grupo de risco, por terem baixa imunidade. Acompanhamos as mães por telefone e, através de um grupo no WhatsApp, damos orientações para o dia a dia delas com as crianças. Nós também trabalhamos articulados com outras instituições da rede para auxiliar essas famílias nas mais diversas demandas, seja de medicamentos ou auxílios”, disse.

Elda Lira é mãe do Bernardo de 3 anos. Ele possui Síndrome de Charge e é acompanhado pelo Centro Dia, a mãe diz que a instituição tem sido um importante apoio a ela nesses dias. “É uma instituição que é voltada para o bem-estar dos nossos filhos, mas também para nós, mães, a gente precisa desse apoio. Nesses dias difíceis de isolamento social, o Centro Dia de Microcefalia tem sido um suporte pra mim. Nesse grupo do WhatsApp a gente recebe dicas de terapia, de como cuidar de nossos filhos e de como manter distante esse vírus. Nele também recebo mensagens de ânimo, nós que temos filhos especiais também precisamos muito de um apoio psicológico e no Centro-Dia eu encontro isso”, declara a mãe.

Na instituição especializada para o atendimento infantil são acompanhadas 70 crianças de zero a 12 anos, acometidas por diversas síndromes como Microcefalia, Hidrocefalia, Paralisia Cerebral, Síndrome de West, Edward e Autismo. A Terapeuta Ocupacional, Clarissa Ellen Oliveira, explica como tem sido feito o trabalho de acompanhamento na prática.

“Temos trabalhado com vídeos produzidos por nós e outros baixados da internet que explicam e orientam como as mães podem estar estimulando as crianças em casa. Damos sugestões de atividades e reforçamos os objetivos terapêuticos. Esse acompanhamento tem sido feito tanto no grupo das mães como individualmente, enfatizando que as crianças precisam ser estimuladas continuamente e que, em meio a pandemia, elas podem está desenvolvendo esse papel de estimuladoras”, disse.

A terapeuta sublinha a necessidade de continuidade das terapias em casa e lembra que esse momento também pode ser aproveitado para reforçar ainda mais os laços afetivos entre as mães e seus filhos. “O nosso público são crianças com atraso em seu desenvolvimento global e as terapias têm como objetivo, não somente a melhora, mas fazer com que elas não regridam tanto em seus quadros; é proporcionar qualidade de vidas a essas crianças” finaliza Clarissa.

O Centro-Dia é um serviço socioassistencial voltado pessoas com deficiência (crianças, jovens e adultos) e suas famílias. Ao todo, cerca de 140 são assistidas em duas unidades. O serviço tem como objetivo proporcionar o fortalecimento dos vínculos familiares e a convivência comunitária. A instituição é vinculada ao Centro de Referência Especial em Assistência Social (CREAS), administrada pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), em parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).

 

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