Residência Inclusiva Boa Morada proporciona acolhimento e moradia a pessoas com deficiência

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) reforça hoje, (21), o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, o serviço realizado pela Residência Inclusiva Boa Morada, que proporciona acolhimento e moradia a pessoas com deficiência, que estavam em situação de vulnerabilidade social. Atualmente, a Residência Inclusiva Boa Morada possui capacidade de acolher até 10 assistidos, proporcionando atendimento multiprofissionais.
O público-alvo da Residência Inclusive Boa Morada são pessoas com deficiência na faixa etária de 18 a 59 anos, que estão em situação de negligência, com os vínculos familiares fragilizados.
De acordo com Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, a Residência Inclusiva é um serviço proporcionado pela Proteção Social Especial e oferece às pessoas com deficiência acolhimento e profissionais que auxiliam no bem-estar.
“A Residência Inclusiva Boa Morada é um serviço diferenciado. O acolhimento não acontece por demanda espontânea, mas sim por encaminhamentos dos CREAS, do Ministério Público e outras situações. São pessoas que por alguma situação não possuem vínculo familiar e possuem alguém que possa acolher. Temos situações diversas! Estas pessoas vulneráveis recebem o acolhimento e o atendimento adequado para ter qualidade de vida”, ressaltou.
Para Girlene Neco, coordenadora da Residência Inclusiva Boa Morada, o serviço atua com profissionais diversos, que auxiliam no dia-a-dia destas pessoas acolhidas.
“O nosso objetivo é tirar os assistidos da situação de vulnerabilidade em que eles se encontravam e proporcionar moradia digna. A nossa equipe técnica é formada por psicólogo, assistente social, intérprete de Libras, terapeuta ocupacional, cuidadores e auxiliares de cuidadores. Além dos servidores que atuam na área administrativa. A Residência Inclusiva possibilita aos assistidos um olhar mais sensível e um aparato que eles necessitam”, pontuou.

Abrigos aplicam testes para controle da Covid-19 entre venezuelanos

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, os abrigos que receberam as famílias venezuelanas em Teresina vêm desenvolvendo diversas atividades informativas e de conscientização, acompanhamento em saúde e a aplicação de testes para detectar a doença. Atualmente, 163 venezuelanos ocupam os abrigos destinados pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas e 54 deles testaram positivo para a Covid-19. Um deles, paciente de 58 anos, veio a óbito e os demais 53 estão curados.

Em abril, a Semcaspi providenciou a transferência de 70 indígenas que estavam no abrigo CSU no bairro Buenos Aires para diminuir a aglomeração de pessoas e depois um outro espaço foi disponibilizado para receber famílias recém chegadas de outros estados, a fim de garantir um isolamento e testagem antes de adentrarem nos 3 acolhimentos disponíveis. “Desde o início da pandemia, as equipes dos abrigos de venezuelanos estão desenvolvendo uma série de ações de conscientização, com a distribuição de máscaras, produtos de higiene, exposição de cartazes na língua materna e palestras. A Semcaspi solicitou, junto à Fundação Municipal de Saúde (FMS), testes rápidos da Covid-19. Uma primeira remessa de testagens foi feita em maio e outra em junho. Neste último, dos 78 testes aplicados, 54 deram positivados para a doença, que prontamente foram submetidos ao tratamento de saúde”, afirma Janaína Carvalho, secretária da Semcaspi.

Em uma destas ações, os migrantes receberam cartilhas informativas em sua língua materna “Warao” sobre cuidados e prevenção da doença. A distribuição das cartilhas ocorreu em uma palestra organizada pelas professoras Carmen Lima, Janaína Santos e Lílian Catenacci da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em junho. O material foi traduzido com a ajuda dos indígenas Yovini Eulalio e Ignacio Perez. “Ao final da palestra, os representantes de cada abrigo receberam, além da cartilha, galões de álcool em gel e máscaras. Eles ficaram responsáveis por repassar para as demais famílias as instruções aprendidas na palesta e também distribuírem os itens que receberam”, disse a antropóloga Lílian Castelo Branco, coordenadora do abrigo instalado no antigo prédio do Emater.

Outra atividade realizada no abrigo foi um bate-papo virtual com o indígena Elemir Martins da etnia Guarani Ñandeva, residente do município de Caarapó, em Mato Grosso do Sul. Para a coordenadora do abrigo, o diálogo proporcionou a troca de experiência entre os grupos no que se refere ao enfrentamento da doença de acordo com a crença e a cultura indígena, e também para a maior conscientização quanto aos cuidados recomendados pelas instituições de saúde, aos quais parte tem resistência.

“Através desse diálogo, o Elemir tratou de alguns pontos das estratégias que eles têm adotado para a conscientização entre a comunidade, pois para eles tem sido muito complicado a compreensão, principalmente pelos mais idosos, que não compreendem a gravidade da doença. Então, os mais jovens estão engajados nesse trabalho de conscientização produzindo e distribuindo informações sobre a Covid-19. Fica mais fácil essa troca entre eles mesmos. Na cultura indígena é muito forte a questão da coletividade, então ele mostrou que por conta da doença, infelizmente eles teriam que adotar estas estratégias para que eles possam atravessar esse momento sem tantas perdas”, disse.

Um dos indígenas, com 58 anos, foi internado no HGV no dia 11 de junho e veio a óbito em 14 de julho. “No início dos sintomas, ele resistiu bastante a ir junto com a equipe para os serviços de saúde e a fazer um tratamento, o que gerou o agravamento dos sintomas. A equipe da secretaria acompanhou a família em todo o processo funerário. Todos os demais estão bem e não apresentam mais nenhum sintoma”, informou a secretária da Semcaspi, Janaína Carvalho.

 

Residência Inclusiva disponibiliza práticas de dança e meditação aos acolhidos

Abrigando 11 pessoas, com idades entre 18 e 59 anos, com deficiências dos tipos física, auditiva, visual ou intelectual, a Residência Inclusiva Boa Morada passou a oferecer oficinas de dança e meditação aos moradores da casa. O objetivo das atividades é minimizar os efeitos provocados pelo isolamento social e oferecer momentos de relaxamento aos acolhidos. A estratégia foi adotada para dar continuidade ao acompanhamento terapêutico e pedagógico dos assistidos, que precisam ser contínuos.

A terapeuta ocupacional Fernanda Xavier explica que o trabalho da terapia envolve o desenvolvimento da capacidade sensorial em relação ao ambiente e a sociabilidade dos acolhidos. “O objetivo é dar continuidade à terapia voltada para desenvolver os aspectos psicomotores, cognição e movimento deles. As atividades estão sendo feitas com todos os cuidados devidos, como distanciamento e uso de máscaras”, disse.

Com as atividades externas e visitas suspensas desde o início da pandemia, a coordenadora da instituição, Girlene Neco, afirma que foi um desafio lidar com os efeitos destas restrições, mas que a prática das atividades de dança, meditação e pintura têm ajudado bastante.

“O desafio que tivemos na Residência foi tentar passar toda essa situação que estamos vivendo de uma maneira mais leve. Antes, nossos assistidos recebiam visitas de familiares, podiam sair, e infelizmente isso não está podendo acontecer agora por conta da pandemia. Então, a nossa proposta é trabalhar de forma lúdica e reflexiva com o objetivo de estimulá-los, para que eles possam expressar os sentimentos e para que a gente consiga minimizar a ansiedade deles”, disse.

A coordenadora ressalta ainda a importância do trabalho dos cuidadores, que tem sido fundamental nesse momento em que os cuidados com os residentes foram intensificados. A equipe de funcionários está trabalhando em regime de escala e foram adotadas todas as recomendações das autoridades em saúde para a prevenção de contágio pelo novo coronavírus no local.

A Residência Inclusiva Boa Morada faz parte do Serviço de Acolhimento Institucional para Jovens e Adultos com Deficiência. O serviço de acolhimento provisório busca manter os vínculos e a possibilidade de reinserção dos usuários ao seio familiar e, nesse momento, tem estabelecido contato com familiares por meio telefônico ou virtual.

Prefeitura inaugura nova instituição para acolhimento de idosos

A Prefeitura de Teresina entregou nesta sexta-feira (12) a Instituição de Longa Permanência (ILP) para idosos “Nosso Lar”. O espaço, localizado na Rua Jonatas Batista, Nº 1735, bairro Mafuá, vai receber 15 idosos que estão em situação de vulnerabilidade em decorrência da pandemia.

Alguns desses idosos fazem parte do grupo em situação de rua que está sendo acolhido no Estádio Municipal Lindolfo Monteiro. “Como esse público está mais vulnerável à doença por conta da idade avançada, nosso amor objetivo é garantir que eles recebam um atendimento diferenciado. Nessa primeira etapa, oito serão transferidos, mas a meta é alcançar 15 nos próximos dias”, explica Janaína Carvalho, secretária municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas.

O novo espaço conta com profissionais especializados e vai oferecer todos os cuidados preventivos contra o novo coronavírus. “Temos realizado ações de fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs) e insumos para as instituições de longa permanência que já existem. Em prevenção à contaminação desse grupo de risco, foi organizada essa nova unidade”, informa a gerente de Proteção Social Especial da Semcaspi, Mayra Veloso.

O espaço receberá encaminhamentos do Ministério Público e das redes socioassistenciais e de saúde. Mais ações de natureza emergencial articuladas durante a pandemia podem ser conferidas no site e nas redes sociais da Semcaspi.

Projeto incentiva acolhimento temporário de crianças e adolescentes

Crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, que foram afastadas do convívio familiar por medida protetiva judicial, recebem acolhimento temporário nas casas Reencontro e Punaré. As unidades institucionais são mantidas pela Prefeitura de Teresina e, com o isolamento social, foi registrado um aumento de 16% em medidas que demandam acolhimento institucional.

Atualmente, segundo a gerente da Casa Reencontro Marina Pinheiro, a unidade está responsável por 50 crianças. Algumas delas estão recebendo acolhimento provisório em residência de funcionários, visto que estes são cadastrados como padrinhos afetivos, mas outras 27 crianças continuam presentes na instituição. Com isso, a lotação é uma preocupação a mais neste momento de pandemia do coronavírus.

“É um momento muito difícil, todos os dias a equipe de psicólogos da casa conversa com as crianças para tentar diminuir o impacto do isolamento social e também damos orientações de higiene a elas. Normalmente recebíamos muitas visitas, da família, padrinhos e voluntários”, afirma a gerente.

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) suspendeu todas as atividades recreativas externas e visitas nos abrigos para garantir a segurança dos acolhidos e funcionários e também adotou algumas estratégias para minimizar os riscos de contágio nas unidades. “Agora, estamos funcionando apenas internamente, com funcionários e crianças. As visitas foram suspensas e o quadro de funcionários está funcionando por escala. O objetivo é diminuir a circulação de pessoas dentro da casa e garantir que as crianças e profissionais estejam protegidas dentro da unidade”, informa Marina Pinheiro.

Janaína Carvalho, chefe de gabinete da Semcaspi, explica que as novas medidas foram tomadas para viabilizar o acolhimento provisório das crianças institucionalizadas e dar mais segurança a elas. “Estamos seguindo a Portaria nº 1.025/2020 emitida em 20/03/2020, pela 1º Vara da Infância e Juventude, em que ficou facultado às entidades de acolhimento a entrega de crianças e adolescentes para servidores das referidas entidades ou para famílias cadastradas nos Serviços de Acolhimento em Família Acolhedora durante toda a situação de emergência em saúde decorrente da Covid-19”, afirma.

Para evitar os possíveis riscos de contágio provenientes do ambiente coletivo, em acordo com os dispositivos legais, a Casa Reencontro, por meio do Serviço de Acolhimento Familiar “Partilhando Cuidado”, está avaliando a situação e dará início dará início ao processo de cadastramento de famílias acolhedoras para que crianças sejam acolhidas temporariamente.

 

Família Acolhedora

O Família Acolhedora é um serviço ofertado pela Semcaspi que seleciona famílias para acolher temporariamente crianças e adolescentes afastadas do convívio familiar por decisão judicial. O objetivo é oferecer um ambiente afetivo e cuidados aos acolhidos, o serviço dispõe ainda de uma bolsa-auxílio de R$ 500 (ou R$750, caso a criança possua alguma necessidade especial) que deve ser utilizada exclusivamente para o custeamento do bem-estar do acolhido.

Para fazer parte do programa é preciso estar em acordo com alguns critérios, que são: residir em Teresina, ser maior de 21 anos, ter disponibilidade afetiva para cuidar de crianças ou adolescentes, não apresentar problemas psiquiátricos, não ser dependente de substâncias psicoativas e não responder a processo judicial. As famílias interessadas podem entrar em contato com a equipe técnica pelo telefone (86) 3234-1652 ou pelo Instagram @familiaacolhedora1 para mais informações.

 

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