O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) representa  um conjunto de serviços realizados em grupos, de acordo com os ciclos de vida, que busca complementar o trabalho social com famílias realizado pelo PAIF/CRAS e pelo Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos – PAEFI, ofertado no âmbito da proteção social especial pelos Centros de Referência Especializados de Assistência Social – CREAS (ver item II deste Guia).

É organizado na busca da ampliação de trocas culturais e de vivências com vistas a desenvolver o sentimento de pertença e de identidade, fortalecer os vínculos familiares, a convivência comunitária e prevenir a ocorrência de situações de risco. O SCFV pode ser ofertado tanto nos CRAS, quanto nos Centros de Convivência ou em outras unidades públicas estatais.

Segundo a Resolução CIT nº 01/2013 e a Resolução CNAS nº 01/2013, considera-se público prioritário para o atendimento no SCFV crianças, adolescentes e pessoas idosas nas seguintes situações:

  • Isolamento social.
  • Trabalho infantil.
  • Fora da escola ou com defasagem escolar superior a 2 (dois) anos.
  • Em situação de acolhimento.
  • Em cumprimento de medida socioeducativa em meio aberto.
  • Egressos de medidas socioeducativas.
  • Situação de abuso e/ou exploração sexual.
  • Com medidas de proteção do ECA.
  • Crianças e adolescentes em situação de rua.
  • Vulnerabilidade que diz respeito às pessoas com deficiência.
  • Vivência de violência e/ou negligência.

Acesso: Por meio de demanda espontânea, encaminhamento da Rede Socioassistencial, encaminhamento do sistema de justiça e do sistema de garantia de direitos, encaminhamento de outras políticas públicas. A população que tiver interesse em ter acesso ao serviço, basta ir até o CRAS mais próximo da residência.

ENDEREÇOS DOS SCFV

  • Centro de Convivência “Raimundo Wall Ferraz”

Funcionamento: Referenciado pelo Cras Norte I, atua em parceria com a Funaci.

End. Rua Maria Veneranda, nº 5639, Bairro Santa Maria da Codipi. Tel. (86) 3215-9325

  • Centro de Convivência “Saber Viver” 

Funcionamento: Referenciado pelo Cras Norte II e atua em parceria com a Funaci.

End. Rua Antônio Pedro s/n, Bairro Matadouro. Tel: (86) 3213-9611

  • Centro de Convivência “Marly Sarney”

Funcionamento: Referenciado pelo Cras Norte II e atua em parceria com a Funaci.

End. Rua Jônatas Batista, nº 1159, Bairro Centro/Norte. Tel: (86) 3222-4728

  • Centro de Convivência “Novos Meninos e Meninas”

Funcionamento: Referenciado pelo Cras Norte II e atua em parceria com a ASA.

End. Rua Álvaro Mendes, nº 1801, Bairro Centro. Tel: (86) 3215-9318

  • Centro Legião da Boa Vontade – LBV 

Funcionamento: Referenciado pelo Cras Norte III e atua em parceria com a LBV.

End: Rua Anísio de Abreu, nº 2470, Bairro Marquês. Tel: (86) 3213-3099

  • Centro de Convivência “Cidadania”

Funcionamento: Referenciado pelo Cras Sul I.

End: Rua São Francisco, s/n, Bairro Vila São Francisco Sul. Tel: (86) 3227-8697

  • Centro de Convivência João Nunes Maia

Funcionamento: Referenciado pelo Cras Sul I.

End. Rua Inácio Costa Filho, n. 4059, Quadra 145 B 03, Bairro Santo Antônio.

  • Centro da Juventude “Santa Cabrini”

Funcionamento: Referenciado pelo Cras Sul II e atua em parceria com Madre Cabrini.

End: Rua São Valentino, nº 7790, no Bairro Vila Irmã Dulce. Tel: (86) 3229-7108

  • Centro de Convivência “Fortalecimento da Cidadania”

Funcionamento: Referenciado pelo Cras Sul III.

End: Quadra 61, Bairro Promorar. Tel: (86) 320-5405

  • Centro de Convivência “Sílvio Bruno de Azevedo Dourado”

Funcionamento: Referenciado pelo Cras Sul IV.

End: Rua Venezuela, nº 1835, no Bairro Cidade Nova

  • Centro de Convivência “Professora Marlene de Sousa Santos

Funcionamento: Referenciado pelo Cras Sul IV.

End: Rua Heráclito de Sousa, nº 553, Bairro Monte Castelo. Tel: (86) 3218-1363

  • Centro de Convivência “Casa de Zabelê”

Funcionamento: Referenciado pelo Cras Sul IV e atua em parceria com a ASA.

End: Rua Avenida Pedro Freitas, s/n,  Bairro Vermelha. Tel: (86) 3215-9320

  • Centro de Convivência Casa de Metara

Funcionamento: Referenciado pelo Cras Sul IV.

End: Rua São Raimundo, s/n, Bairro Redenção. Tel: (86) 3218-1363 / 3218-1543

  • Centro de Convivência “Jatobá”

Funcionamento: Referenciado pelo Cras Sul V.

End: Rua 05, Conjunto Jatobá II, nº 9211

  • Centro de Convivência “Dirceu Arcoverde”

Funcionamento: Referenciado pelo Cras Sudeste II.

End: Rua Breno Teodomiro de Carvalho, nº 2539, Bairro Itararé. Tel: (86) 3236-5254

  • Centro de Convivência “Pe. Humberto Pietrogrande”

Funcionamento: Referenciado pelo Cras Leste I e atua em parceria com a Funaci.

End: Rua Salitre, nº 7286, Bairro Cidade Jardim. Tel: (86) 3234-5096

  • Centro de Convivência “Vale do Gavião”

Funcionamento: Referenciado pelo Cras Leste III.

End. Rua Missionária Lourdes Vaz, Loteamento Vida Viva, no Bairro Vale do Gavião

  • Centro de Convivência Integrar 

Funcionamento: Referenciado pelo Cras Leste IV e atua em parceria com a ASA.

End. Marcos Parente, nº 1515, Bairro Fátima

  • Centro de Convivência Integrar 

Funcionamento: Referenciado pelo Cras Leste IV e atua em parceria com a ASA.

End: Rua Praça Dom Avelar, s/n, Bairro Fátima

  • Centro de Convivência “Cajueiro”

Funcionamento: Referenciado pelo Cras Leste IV.

End: Rua Guarulhos, s/n, Parque Mão Santa, Bairro Vale Quem Tem. Tel: (86) 3235-2451

CONHEÇA MAIS

  • SCFV para Crianças de 0 a 6 anos e Famílias

Para essa faixa etária, o SCFV desenvolve atividades com crianças, seus familiares e a comunidade, buscando fortalecer vínculos e prevenir a ocorrência de situação de exclusão social e de risco, em especial a violência doméstica e o trabalho infantil, diretamente articulado ao PAIF.

Objetivos:

  • Fortalecer a interação entre crianças do mesmo ciclo etário;
  • Valorizar a cultura de famílias e comunidades locais por meio do resgate de brinquedos e brincadeiras e da promoção de vivências divertidas/lúdicas;
  • Desenvolver estratégias para estimular as potencialidades de crianças com deficiência e o papel das famílias e da comunidade no processo de proteção social;
  • Criar espaços de reflexão sobre o papel das famílias na proteção das crianças e no processo de desenvolvimento infantil;
  • Assegurar espaços de convívio familiar e comunitário e o desenvolvimento de relações de afetividade e sociabilidade;
  • Complementar as ações de proteção e desenvolvimento das crianças e o fortalecimento dos vínculos familiares e sociais (BRASIL, 2017)

Público-alvo (Resolução CNAS n° 109/2009)

  • Crianças com deficiência, com prioridade para as beneficiárias do BPC;
  • Crianças cujas famílias são beneficiárias de programas de transferência de renda;
  • Crianças encaminhadas pelos serviços da Proteção Social Especial;
  • Crianças residentes em territórios com ausência ou precariedade na oferta de serviços e oportunidades de convívio familiar e comunitário;
  • Crianças que vivenciam situações de fragilização de vínculos.

 

  • SCFV para Crianças e Adolescentes de 7 a 14 anos e Famílias

À faixa etária de 7 a 14 anos o SCFV tem por objetivo desenvolver a convivência e o desenvolvimento do protagonismo e da autonomia a partir dos interesses demandados por este segmento e suas potencialidades. A intervenção é pautada em experiências lúdicas, culturais e esportivas como forma de expressão, interação, aprendizagem, sociabilidade e proteção social, conforme prevê a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais (Resolução CNAS n° 109/2009).

Objetivos:

  •  Complementar as ações da família e da comunidade na proteção e no desenvolvimento de crianças e adolescentes e no fortalecimento dos vínculos familiares e sociais;
  • Assegurar espaços de referência para o convívio grupal, comunitário e social e o desenvolvimento de relações de afetividade, solidariedade e respeito mútuo.
  • Possibilitar a ampliação do universo informacional, artístico e cultural de crianças e adolescentes, bem como estimular o desenvolvimento de potencialidades, habilidades, talentos e propiciar sua formação cidadã;
  • Estimular a participação na vida pública do território e desenvolver competências para a compreensão crítica da realidade social e do mundo moderno;
  • Contribuir para a inserção, reinserção e permanência no sistema educacional (BRASIL, 2017).

Público-alvo (Resolução CNAS n° 109/2009)

  • Crianças e adolescentes encaminhados pelos serviços da Proteção Social;
  • Crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil;
  • Crianças e adolescentes acompanhados pelo CREAS/PAEFI;
  • Crianças e adolescentes em situação de acolhimento ou que já retornaram ao convívio familiar após medida protetiva de acolhimento;
  • Crianças e adolescentes com deficiência, com prioridade para as beneficiárias do BPC;
  • Crianças e adolescentes cujas famílias são beneficiárias de programas de transferência de renda;
  • Crianças e adolescentes de famílias com precário acesso à renda e a serviços públicos.

 

  • SCFV para Adolescentes de 15 a 17 anos

 

Para adolescentes de 15 a 17 anos o SCFV busca o fortalecimento da convivência familiar e comunitária, contribuindo para o retorno ou a permanência dos adolescentes na escola, através do desenvolvimento de atividades que incentivem a convivência social, a participação cidadã e uma formação geral para o mundo do trabalho.

Objetivos:

  • Complementar as ações da família e da comunidade na proteção e desenvolvimento de adolescentes para o fortalecimento dos vínculos familiares e sociais;
  • Assegurar espaços de referência para o convívio grupal, comunitário e social, além, do desenvolvimento de relações de afetividade, solidariedade e respeito mútuo;
  • Possibilitar a ampliação do universo informacional, artístico e cultural dos adolescentes, bem como estimular o desenvolvimento de potencialidades, habilidades, talentos e propiciar sua formação cidadã;
  • Propiciar vivências para o alcance de autonomia e protagonismo social;
  • Estimular a participação na vida pública do território e desenvolver competências para a compreensão crítica da realidade social e do mundo moderno;
  • Possibilitar o reconhecimento do trabalho e da educação como direitos de cidadania e desenvolver conhecimentos sobre o mundo do trabalho e competências específicas básicas;
  • Contribuir para a inserção, a reinserção e a permanência dos adolescentes no sistema educacional (BRASIL, 2017).

Público-alvo (Resolução CNAS n° 109/2009)

  • Adolescentes pertencentes a famílias beneficiárias de programas de transferência de renda;
  • Adolescentes egressos de medidas socioeducativas ou em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto;
  • Adolescentes em cumprimento ou egressos de medida de proteção do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, 1990);
  • Adolescentes do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) ou adolescentes egressos ou vinculados a programas de combate à violência e ao abuso e à exploração sexual;
  • Adolescentes de famílias com perfil de programas de transferência de renda.
  • Adolescentes com deficiência, em especial, beneficiários do BPC;
  • Adolescentes fora da escola.

 

  • SCFV para jovens de 18 a 29 anos (Resolução CNAS nº 13/2014)

Para jovens de 18 a 29 anos são realizadas atividades voltadas ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários com vistas a assegurar espaços para a convivência grupal, comunitária e social, bem como o desenvolvimento de relações de afetividade, solidariedade e respeito mútuo, de modo a promover a convivência familiar e comunitária. Além disso, busca a ampliação do universo informacional, artístico e cultural dos jovens, estimulando o desenvolvimento de potencialidades com vistas ao desenvolvimento de novos projetos de vida.

Objetivos:

  • Complementar as ações da família e da comunidade na proteção e no desenvolvimento dos jovens e no fortalecimento dos vínculos familiares e sociais;
  • Assegurar espaços de referência para o convívio grupal, comunitário e social e o desenvolvimento de relações de afetividade, solidariedade e respeito mútuo, de modo a desenvolver a sua convivência familiar e comunitária;
  • Possibilitar a ampliação do universo informacional, artístico e cultural dos jovens, bem como estimular o desenvolvimento de potencialidades para novos projetos de vida, propiciar sua formação cidadã e vivências para o alcance de autonomia e protagonismo social, detectando necessidades, motivações, habilidades e talentos;
  • Possibilitar o reconhecimento do trabalho e da formação profissional como direito de cidadania e desenvolver conhecimentos sobre o mundo do trabalho e competências específicas básicas;
  • Contribuir para a inserção, reinserção e permanência dos jovens no sistema educacional e no mundo do trabalho, assim como no sistema de saúde básica e complementar, quando for o caso;
  • Propiciar vivências que valorizam as experiências que estimulem e potencializem a condição de escolher e decidir, contribuindo para o desenvolvimento da autonomia e protagonismo social dos jovens, estimulando a participação na vida pública no território, ampliando seu espaço de atuação para além do território, além de desenvolver competências para a compreensão crítica da realidade social e do mundo moderno.

Público-alvo:

  • Jovens pertencentes a famílias beneficiárias de programas de transferência de renda.
  • Jovens em situação de isolamento;
  • Jovens com vivência de violência e/ou negligência;
  • Jovens fora da escola ou com defasagem escolar superior a 2 (dois) anos;
  • Jovens em situação de acolhimento;
  • Jovens egressos de medidas socioeducativas ou nos casos de cumprimento de medidas em meio aberto, determinado pela Justiça, até 21 anos; Jovens egressos ou vinculados a programas de combate à violência, abuso e/ou exploração sexual;
  • Jovens egressos de medidas de proteção do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA;
  • Jovens em situação de rua;
  • Jovens em situação de vulnerabilidade em consequência de deficiências.

 

  • SCFV para adultos de 30 a 59 anos (Resolução CNAS nº 13/2014)

 

Para adultos de 30 a 59 anos o SCFV busca fortalecer os vínculos familiares e comunitários, assegurando espaços de referência para a convivência grupal, comunitário e social, bem como o desenvolvimento de relações afetivas, de solidariedade e encontros intergeracionais. Contribuirá, também, para a ampliação do universo informacional, artístico e cultural, bem como o desenvolvimento de potencialidades para projetos de vida, detectando
necessidades, motivações, habilidades e talentos.

Objetivos:

  • Complementar as ações da família e da comunidade na proteção e no fortalecimento dos vínculos familiares e sociais;
  • Assegurar espaços de referência para o convívio grupal, comunitário e social e o desenvolvimento de relações de afetividade, solidariedade e encontros intergeracionais de modo a desenvolver a convivência familiar e comunitária;
  • Possibilitar a ampliação do universo informacional, artístico e cultural, bem como estimular o desenvolvimento de potencialidades para novos projetos de vida;
  • Propiciar a formação cidadã e detectar necessidades, motivações, habilidades e talentos;
  • Propiciar vivências para o alcance de autonomia e protagonismo social, estimulando a participação na vida pública no território, além de desenvolver competências para a compreensão crítica da realidade social e do mundo moderno;
  • Possibilitar o reconhecimento do trabalho e da formação profissional como direito de cidadania;
  • Desenvolver conhecimentos sobre o mundo do trabalho e competências específicas básicas;
  • Contribuir para a inserção, reinserção e permanência dos adultos no sistema educacional, no mundo do trabalho e no sistema de saúde básica e complementar, quando for o caso;
  • Propiciar vivências que valorizam as experiências que estimulem e potencializem a condição de escolher e decidir, contribuindo para o desenvolvimento da autonomia e protagonismo social, ampliando o espaço de atuação para além do território.

Público-alvo:

  • Adultos pertencentes a famílias beneficiárias de programas de transferências de renda;
  • Adultos em situação de isolamento;
  • Adultos com vivência de violência e/ou negligência;
  • Adultos com defasagem escolar;
  • Adultos em situação de acolhimento;
  • Adultas vítimas e/ou vinculados a programas de combate à violência sexual;
  • Adultos em situação de rua;
  • Adultos em situação de vulnerabilidade em consequência de deficiências.

 

  • SCFV para Pessoas Idosas

Para as pessoas idosas, o SCFV pauta-se nas características, interesses e demandas dessa faixa etária, sendo considerada a vivência grupal, as experimentações artísticas, culturais, esportivas e de lazer, bem como a valorização das experiências vividas como formas privilegiadas de expressão, interação e proteção social. As atividades devem incluir vivências e experiências que estimulem e potencializem a capacidade de escolher e decidir.

Objetivos:

  • Contribuir para um processo de envelhecimento ativo, saudável e autônomo;
  • Assegurar espaço de encontro para pessoas idosas e encontros intergeracionais, de modo a promover a convivência familiar e comunitária;
  • Detectar necessidades e motivações, bem como desenvolver potencialidades e capacidades para novos projetos de vida;
  • Propiciar vivências que valorizem as experiências e que estimulem e potencializem a capacidade de escolher e decidir (BRASIL, 2017).

Público-alvo (Resolução CNAS n° 109/2009)

  • Pessoas idosas beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC);
  • Pessoas idosas de famílias beneficiárias de programas de transferência de renda;
  • Idosos com vivências de isolamento por ausência de acesso a serviços e oportunidades de convívio familiar e comunitário e cujas necessidades, interesses e disponibilidades indiquem a inclusão no serviço.

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