A Prefeitura de Teresina tem enfrentado dificuldades na manutenção dos abrigos onde estão os migrantes venezuelanos. De acordo com o secretário municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), Samuel Silveira, o Governo Federal ainda não encaminhou os recursos obrigatórios de assistência aos refugiados e os abrigos tem sido mantidos pelo município.
“A Prefeitura tem cumprido o seu papel de dar acolhimento humanitário e assistência institucional aos migrantes, no entanto, os repasses do Governo Federal para a manutenção dos abrigos e o atendimento aos venezuelanos estão pendentes. Além disso, a reforma do abrigo do CSU Piratinga, cujo Governo do Estado havia se comprometido de fazer, também não aconteceu”, afirma Samuel Silveira.
O secretário também destacou que é imprescindível agilizar estes repasses para viabilizar uma melhor gestão dos abrigos. “É de suma importância a garantia de estabilização e inserção destes refugiados, adultos e crianças, na comunidade através do mercado de trabalho e da escola, mas para isso são necessários recursos para custeio de documentos de identificação”, explica o secretário Samuel Silveira.
A situação dos venezuelanos foi discutida em reunião que aconteceu hoje (9) na SASC e que contou com participação do representante da Agência da ONU para refugiados (Acnur), Sebastian Roa, e de entidades como a Cáritas Arquidiocesana, a Fundação Nacional do Índio, Pastoral do Povo de Rua, Pastoral do Imigrante, entre outras.
Os venezuelanos chegaram em Teresina no dia 13 de maio. São indígenas da etnia Warao e estão refugiados devido a crise econômica e política na Venezuela. O número deles na capital já chegou a mais de 200, mas alguns já migraram para outras cidades. Cerca de 40% são crianças e adolescentes. Os migrantes não sabem ler, não falam português e possuem dialeto e religião própria.


