Dando continuidade as ações de fiscalização da prática de mendicância com uso de crianças por parte dos migrantes venezuelanos, as equipes de Agentes de Proteção Social (APS) da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) tem realizado diariamente o trabalho de abordagem nos sinais de trânsito nas quatro regiões de Teresina e no centro.
Segundo a gerente de proteção especial da Semcaspi, Daguimar Barbosa, as equipes, compostas pelos APS, assistentes sociais e conselheiros tutelares, estão empenhadas em inibir que os venezuelanos se utilizem de crianças e adolescentes para pedir dinheiro nos sinais da capital, sobretudo, porque a prática é ilegal e fere o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a legislação municipal.
As fiscalizações acontecem nos semáforos das avenidas Presidente Kennedy, Dom Severino, Maranhão, José dos Santos e Silva, Miguel Rosa, Piçarra, Barão de Castelo Branco, Gil Martins, Barão de Gurgueia, Ponte Ancelmo Dias e Frei Serafim. As equipes fiscalizam, também, cruzamentos nos bairros Dirceu e Marquês.
“Por este motivo intensificamos a ação que vem ocorrendo diariamente, objetivando a criação de vínculo entre a equipe de APS e os venezuelanos, para que assim, venhamos a ganhar a confiança e podermos ter o entendimento por parte deles sobre as normas que regem a legislação municipal”, explica Daguimar Barbosa.
De acordo com último levantamento feito pela Semcaspi, em Teresina vivem atualmente 133 refugiados venezuelanos, que estão acolhidos em dois abrigos administrados pela Prefeitura de Teresina. Segundo o secretário da Semcaspi, Samuel Silveira, os migrantes recebem alimentação, kits de limpeza e higiene, acompanhamento de assistentes sociais e de profissionais da saúde. “Estamos dando o devido tratamento humanitário e institucional aos venezuelanos”, afirma.
Os venezuelanos chegaram em Teresina no dia 13 de maio. São indígenas da etnia Warao e estão refugiados devido a crise econômica e política na Venezuela. O número deles na capital já chegou a 206 no mês passado, mas alguns já migraram para outras cidades. Cerca de 40% são crianças e adolescentes. Os migrantes não sabem ler, não falam português e possuem dialeto e religião própria.


