Os venezuelanos tiveram na tarde dessa terça-feira (16) no CSU do Buenos Aires, zona Norte de Teresina, a visita de representantes da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASPI) e da Guarda Civil Municipal (GCM) para tratar sobre a prevenção ao uso de drogas lícitas e ilícitas fora dos abrigos.
A Gerente de Proteção Social Especial da Semcaspi, Daguimar Barbosa, disse que o encontro explicou para os migrantes sobre o perigo do uso de entorpecentes e reforçou as normas estabelecidas no abrigo. “Foi um momento em que eles tiveram acesso as informações sobre a legislação brasileira, os riscos e consequências, e uma forma de trabalhar a prevenção, caso venha a ter acesso a algum entorpecente”, disse a gerente.
A gerente esclareceu ainda para os venezuelanos as consequências de qualquer ato de indisciplina perante a lei nacional e que a equipe multidisciplinar vai manter o diálogo no intuito de disseminar o conhecimento e acesso à informação.
“Explicamos sobre a legislação brasileira não permitir o uso de drogas ilícitas, a mendicância com crianças e as consequências legais em relação ao porte de drogas. A reunião foi bastante proveitosa e acreditamos que a abordagem inicial foi bem compreendida pelos venezuelanos”, reforçou.
Os migrantes receberam ainda a visita de um agente da Polícia Federal para orientar sobre a importância da documentação e conhecer a situação cadastral em que eles se encontram.
“Vamos buscar uma parceria para regularizar todos os venezuelanos. Dois dos indígenas tiveram a renovação do documento provisório do Registro Nacional Migratório permitida, pois tem a intenção deles é tirar o CPF, carteira de trabalho e outros documentos para buscarem um emprego. A nossa ideia é fazer um mutirão, levando até a Polícia Federal para que a regularização de todos aconteça o mais rápido possível”, completou.
No encontro ficou decidido o reforço à segurança do abrigo, não permitindo a entrada de terceiros. A Gerência de Proteção Social Especial da Semcaspi está formatando uma rotina para que as visitas da comunidade, voluntários e instituições parceiras ocorram de modo sistemático e em comum acordo com a coordenação do abrigo.

