A terceira idade é uma fase marcada por mudanças físicas e mentais, o que pode levar à depressão. Com foco neste problema, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) II Norte promoveu nesta terça (4), uma palestra sobre valorização da vida no Centro de Convivência Marly Sarney.

A atividade é feita em parceria com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Norte II, e a palestra será ministrada pela psicóloga Joviane Moura e a coordenadora do CAPS II Norte, Érica Machado. A palestra focou no comportamento suicida na terceira idade, época da vida marcada do ponto de vista existencial pela finitude da vida, que começa com o declínio das funções físicas, sexuais e cognitivas. “As situações de perda, doenças crônicas (muitas vezes dolorosas), tratamentos que não melhoram, terminam causando o isolamento do idoso e assim se instala a depressão”, explica Érica Machado.

Segundo dados do PROVIDA, o ambulatório municipal especializado em atender pessoas com ideação suicida, foram acompanhadas em 2017, 19 pessoas acima de 50 anos, o que dá 6% do total. “O suicídio nessa faixa etária não é por impulso como nos jovens, mas por decisão própria”, comenta Érica Machado. “É preciso ter atenção quando o idoso para de fazer planos, de falar do futuro ou quando começa a avaliar a distribuição dos bens: pode ser só alguém organizado ou uma pessoa com comportamento suicida”, diz. 

A equipe do CAPS II Norte pretende combater a ideia que os idosos acreditam de que as pessoas os veem como seres sem utilidade para o mundo, o que acaba influenciando em sua própria percepção de si. “Laços familiares, suporte social, os planos para os projetos futuros, a espiritualidade e a segurança são os melhores fatores de proteção”, orienta a coordenadora.

Na oportunidade, serão distribuídos ainda folder’s e panfletos com contatos da Rede de atendimento em saúde mental de Teresina, com endereços onde eles podem procurar ajuda e indicar para outras pessoas. Durante o mês de setembro, os CAPS de Teresina realizam diversas ações de prevenção ao suicídio. “É uma forma de despertar nas pessoas a questão da valorização da vida, de encontrar motivos para viver, que diminuam as ideações e os índices de suicídio”, comenta Érica Machado.

O Centro de Convivência Marly Sarney é vinculado à Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi). Atualmente, possui 152 idosos inscritos, com uma meta diária de 45 atendimentos. A unidade é referenciada ao Centro de Referência da Assistência Social (Cras) Norte II e oferta atividades recreativas, culturais, artesanais e orientações socioeducativas.

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